Uma coluna densa de fumaça preta tomou o céu na tarde de quarta-feira (5), quando um incêndio em Patos de Minas destruiu por completo um galpão de materiais recicláveis na cidade do Triângulo Mineiro. O fogo consumiu máquinas, equipamentos industriais e toda a carga armazenada no local, mas ninguém ficou ferido.

Ao chegar ao endereço, os militares do Corpo de Bombeiros encontraram chamas intensas e uma carga de incêndio elevada, o que representava risco real de o fogo se espalhar para construções vizinhas. A área foi isolada e o combate às chamas se estendeu por cerca de quatro horas.

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Como foi o combate ao incêndio em Patos de Minas

Cinco equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atuaram na ocorrência, com apoio direto da Prefeitura de Patos de Minas, que disponibilizou pelo menos seis caminhões-pipa para reforçar o abastecimento de água durante o combate. Ao todo, cerca de 50 mil litros de água foram usados até a extinção total do fogo, sendo que só os bombeiros consumiram por volta de 20 mil litros nas mangueiras.

Mesmo depois de as chamas serem controladas, as equipes permaneceram no local para o chamado rescaldo, etapa em que os bombeiros verificam pontos de calor residual no meio dos escombros para evitar que o fogo volte a se alastrar horas depois.

Prejuízo: maquinário, pneus e material reciclável perdidos

Além da perda dos materiais recicláveis que estavam estocados no galpão, o incêndio destruiu por completo o maquinário usado no processamento do material e diversos equipamentos industriais do local. Quatro pneus de caminhão armazenados no galpão também foram consumidos pelo fogo, segundo o balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros.

A extensão do prejuízo material ainda não foi estimada em valores pela empresa responsável pelo galpão, e a reportagem não localizou uma posição oficial do estabelecimento até a publicação desta matéria.

Galpões de reciclagem costumam armazenar grande volume de material em pouco espaço, o que eleva o valor do prejuízo mesmo em incêndios de curta duração. Neste caso, o fato de o fogo ter avançado por cerca de quatro horas antes de ser totalmente controlado ajuda a explicar por que praticamente nada do que estava dentro do galpão escapou das chamas.

Causa do incêndio ainda é investigada

A origem do fogo permanece desconhecida. Segundo o Corpo de Bombeiros, a causa será apurada pelas autoridades competentes, e não há, até o momento, confirmação oficial sobre o que deu início às chamas dentro do galpão.

Incêndios em galpões de reciclagem costumam apresentar um desafio extra para as equipes de combate: o volume de material armazenado, muitas vezes plástico, papel e outros itens de fácil combustão, alimenta o fogo e dificulta o acesso direto ao foco do incêndio, o que ajuda a explicar a duração de quatro horas até o controle total da ocorrência.

Casos como o incêndio em Patos de Minas reforçam a importância de sistemas de prevenção em galpões que armazenam grande quantidade de material combustível, como extintores dimensionados corretamente, hidrantes internos e rotas de acesso desobstruídas para os caminhões do Corpo de Bombeiros. Sem confirmação sobre o que originou as chamas neste caso, ainda não é possível dizer se alguma dessas medidas falhou ou se simplesmente não existia no local.

Repercussão nas redes

Imagens do incêndio em Patos de Minas circularam rapidamente nas redes sociais, mostrando a fumaça visível a quilômetros de distância do galpão. A movimentação de viaturas do Corpo de Bombeiros e de caminhões-pipa da Prefeitura no entorno do local também chamou atenção de moradores da região central da cidade.

Fumaça do incêndio em galpão de reciclagem tomou o céu de Patos de Minas. Vídeo: Corpo de Bombeiros MG/Divulgação

Mais detalhes sobre a ocorrência podem ser conferidos na reportagem do O Tempo. Para acompanhar outras ocorrências policiais e de emergência na região, confira a editoria de Policial da Folha de Patrocínio.


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Retrato oficial do prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro
Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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