O Republicanos de Minas Gerais anunciou nesta quarta-feira (29) que o senador Cleitinho Azevedo não vai disputar o governo do estado nas eleições de outubro. Com a decisão, o partido passa a apoiar a candidatura do ex-secretário de Estado de Governo Marcelo Aro (PP), encerrando meses de expectativa em torno do nome de Cleitinho.
A confirmação da saída de Cleitinho da disputa ao governo mineiro chega menos de 24 horas depois de a Folha de Patrocínio noticiar que a candidatura ainda dependia de uma definição até o prazo das convenções partidárias, em 5 de agosto. O comunicado oficial do Republicanos, assinado pelo presidente estadual da sigla, o deputado federal Euclydes Pettersen, muda esse cenário.


O que diz a nota do Republicanos sobre a saída de Cleitinho
Segundo o comunicado, o partido “sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade” de Cleitinho disputar o governo, mas esse movimento “não foi correspondido até o dia da convenção estadual”, realizada no último sábado (25). Pettersen afirma que a legenda manteve “diálogo aberto” com o senador ao longo dos últimos meses, ofereceu “as condições políticas necessárias” e trabalhou na articulação de alianças para viabilizar a candidatura.
Ainda de acordo com a nota, “diversas decisões estratégicas foram postergadas, justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura”. Apesar disso, o dirigente sustenta que a formalização nunca ocorreu por parte do senador: “Uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu”, diz o texto.
Cobrança direta ao senador
O tom do comunicado do Republicanos é de cobrança explícita a Cleitinho. A legenda afirma que o compromisso de disputar o governo “jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo”. Em outro trecho, o partido vai direto ao ponto: “O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo”.
A nota reforça que a legenda estava preparada para a disputa, atribuindo a ausência de candidatura à falta de definição do próprio senador. “Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la”, diz o comunicado.
Marcelo Aro herda o apoio do partido
Com a saída de Cleitinho do tabuleiro eleitoral, o Republicanos mineiro se soma à construção da candidatura de Marcelo Aro (PP), ex-secretário de Estado de Governo de Minas Gerais. A movimentação ocorre em meio à pressão de aliados por uma definição diante do prazo para as convenções partidárias, que se encerra em 5 de agosto em todo o país.
O apoio do Republicanos a Marcelo Aro reorganiza o tabuleiro político mineiro a menos de uma semana do fim do período de convenções, e deve influenciar a movimentação de outras legendas que ainda não definiram publicamente seus candidatos ao governo do estado. Partidos que aguardavam uma sinalização de Cleitinho antes de fechar suas próprias alianças agora precisam recalcular apoios num prazo já apertado.
A saída de Cleitinho também reacende a discussão sobre o futuro político do senador dentro do próprio partido. Ele vinha sendo cotado havia meses como possível concorrente ao Palácio da Liberdade, mandato que teria como base sua eleição para o Senado em 2022.
O que ainda falta esclarecer
O senador Cleitinho Azevedo não se manifestou publicamente sobre o comunicado do Republicanos até a publicação desta matéria. Também não está claro se ele vai concorrer a outro cargo nas eleições de outubro, como uma possível recondução ao Senado, ou permanecer fora da disputa eleitoral deste ano. A Folha de Patrocínio, que já havia noticiado a expectativa em torno da candidatura, segue acompanhando o caso e deve atualizar o texto assim que o senador ou o Senado Federal se pronunciarem.
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