Ex-presidentes apoiam Flávio: Macri, Duque, Fox e mais 8 assinam declaração
Grupo Libertad y Democracia reúne 11 ex-governantes da América Latina e da Espanha. O texto pede transparência eleitoral e respeito à vontade popular.

Onze ex-presidentes e ex-governantes da América Latina e da Espanha assinaram uma declaração conjunta de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra Lula (PT), que acontece neste domingo (25). Na lista, nove ex-presidentes apoiam Flávio, entre eles Mauricio Macri, da Argentina, Iván Duque, da Colômbia, e Vicente Fox, do México. O texto foi divulgado em 14 de outubro pelo Grupo Libertad y Democracia, que reúne antigos chefes de governo da região.
Ex-presidentes apoiam Flávio: quem são
A lista de signatários tem nove ex-presidentes latino-americanos, um ex-chefe de governo europeu e um ex-governador. Pela Argentina, assina Mauricio Macri, que governou o país de 2015 a 2019. Pela Colômbia, Iván Duque, presidente de 2018 a 2022. O Paraguai aparece com Mario Abdo Benítez, que deixou o cargo em 2023, e o México com Vicente Fox, que governou de 2000 a 2006.
O Equador tem dois nomes: Guillermo Lasso, presidente de 2021 a 2023, e Jamil Mahuad, que ocupou o cargo no fim dos anos 1990. Também assinam Mireya Moscoso, ex-presidente do Panamá, e Jorge “Tuto” Quiroga, ex-presidente da Bolívia. A Espanha está representada por Mariano Rajoy, chefe do governo espanhol de 2011 a 2018.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Completam a lista Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela em 2019 e foi reconhecido por parte dos países do continente, e Luis Fortuño, ex-governador de Porto Rico. Uma versão que circulou nas redes falou em 12 signatários e em divulgação no dia 15, mas o comunicado tem 11 nomes.

O que diz a declaração
No texto, os ex-governantes dizem estar comprometidos com “a defesa da democracia, do Estado de Direito e das liberdades fundamentais na América Latina e no Caribe”. Afirmam acreditar num Brasil que siga “pelo caminho da liberdade, da segurança, do crescimento econômico e da geração de oportunidades para todos os seus cidadãos”.
O grupo defende políticas que fortaleçam as instituições, estimulem o investimento e a iniciativa privada. Também afirma que o Brasil tem papel “determinante no presente e no futuro da América Latina” e que a estabilidade democrática do país é essencial para a região. A declaração termina com um pedido de “respeito à vontade popular, transparência eleitoral e fortalecimento das instituições democráticas”.
Nos trechos divulgados, a declaração não faz críticas diretas a Lula. A Folha não localizou, até a publicação, manifestação da campanha de Lula sobre o apoio.
Alpha for MenApoio estrangeiro é permitido?
Manifestação de apoio de políticos estrangeiros não é proibida pela legislação eleitoral. O que a Lei das Eleições veda, no artigo 24, é que partidos e candidatos recebam doação em dinheiro ou estimável em dinheiro de entidade ou governo estrangeiro. Uma declaração pública, sem recurso financeiro, fica fora dessa proibição.
O apoio de nomes de fora do país não é novidade em eleição brasileira. Em 2022, líderes estrangeiros também se manifestaram durante a campanha, a favor de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, e de Lula. Neste ano, a Colômbia, um dos países representados na lista, passou por troca de governo, como a Folha mostrou na reportagem sobre o novo presidente da Colômbia.
A reta final da campanha
Flávio fechou a campanha em Minas no sábado (24), com a motociata de Flávio em BH, e à noite fez uma live com Gusttavo Lima. Os números mais recentes das pesquisas estão na página de pesquisas do segundo turno.
Em Patrocínio (MG), Flávio abriu 30,7 pontos sobre Lula no primeiro turno, segundo o resultado oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
O que vem agora
A votação vai das 8h às 17h deste domingo. A contagem pode ser acompanhada na apuração em tempo real da Folha, e o resultado oficial é divulgado no site do Tribunal Superior Eleitoral.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






