Guerra dos canais: Exército do Lula passa de 7 milhões no WhatsApp, Tropa do Flávio tem 2 milhões, e o TSE ainda não julgou o caso
Em nove dias, o canal de Janones quase dobrou e o de Nikolas cresceu 43%. A regra que tiraria os dois do ar no fim de semana foi descartada, e o plenário do TSE ainda não julgou o pedido de Flávio.

A guerra dos canais de WhatsApp chega aos três últimos dias da campanha com o Exército do Lula, do deputado federal André Janones (Rede-MG), acima de 7 milhões de seguidores, e a Tropa do Flávio, criada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), com cerca de 2 milhões. Os números são de quarta-feira (21). Em 12 de outubro, o canal pró-Lula tinha 3,7 milhões de seguidores, e o pró-Flávio, 1,4 milhão. Os dois donos dos canais são deputados eleitos por Minas Gerais, e o do Exército do Lula ainda espera uma decisão do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Quanto cada canal cresceu em nove dias
Entre 12 e 21 de outubro, o Exército do Lula ganhou cerca de 3,3 milhões de seguidores e quase dobrou de tamanho. Passou de 5 milhões no dia 17 e de 6 milhões na noite de terça (20), quando marcava 6,3 milhões. A Tropa do Flávio cresceu cerca de 600 mil no mesmo período, alta de 43%. A diferença entre os dois, que era de 2,3 milhões no dia 12, chegou a 5 milhões. Janones atribuiu parte do crescimento à tentativa de suspender o canal.
Seguidor de canal não é eleitor. O WhatsApp não mostra quantas pessoas leem cada mensagem, e uma mesma pessoa pode seguir os dois canais. O número mede o alcance que cada lado tem para distribuir conteúdo, não a intenção de voto. Lula chegou a prometer, em vídeo com Janones, que entraria no canal quando ele batesse 5 milhões, episódio que a Folha contou em Lula diz não ter dinheiro para celular.
Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.
O processo no TSE
O canal de Janones está em disputa no TSE desde 11 de outubro. Naquele dia, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu o Exército do Lula a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusa o canal de distribuir conteúdo que o tribunal já havia considerado falso. No mesmo dia, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, revogou a suspensão, considerou insuficientes as provas apresentadas e mandou o caso ao plenário. Em 13 de outubro, Nunes Marques voltou a tirar o canal do ar por falta de registro na Justiça Eleitoral. A campanha de Lula registrou o canal como ferramenta oficial, e ele voltou no dia 14. A sequência está em Canal Exército do Lula.
Em 15 de outubro, o plenário derrubou, por unanimidade, a exigência de prazo de 48 horas para canais usados na propaganda. O pedido da campanha de Flávio contra o canal, porém, ainda não foi julgado pelo plenário até esta quinta-feira (22). Um parecer da área técnica do TSE não encontrou notícia falsa específica no canal entre 2 e 11 de outubro, mas apontou “evidências de atuação coordenada e centralizada para inflar conteúdos digitais”. Na terça (20), a defesa de Flávio pediu que a Meta, dona do WhatsApp, explique por que disse não ter identificado esse tipo de comportamento. Nenhuma decisão do tribunal declarou o canal ilegal.
A regra que caiu antes de valer
Na quarta-feira (21), veio a público uma minuta preparada pelo vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, para restringir canais de conteúdo político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores no período que vai de 48 horas antes até 24 horas depois da votação. Se aprovada, a regra atingiria os dois canais a partir desta sexta-feira (23). Nunes Marques disse que a proposta está superada e que não entra na pauta antes do segundo turno, porque é contra mudar regras às vésperas da eleição. Em nota, o gabinete de Mendonça afirmou que “a minuta não é uma iniciativa individual” e que o texto saiu de reuniões entre os ministros nos dias 16 e 20.
Alpha for Men
Hashtags, live e a reta final
A disputa também chegou ao X. Hashtags como #LiveDoLulaComSeuExercito, #7MilhoesDeSoldadosDoLula e #10MilhoesDeSoldadosDoLula apareceram entre os assuntos mais comentados no Brasil nas últimas 24 horas, segundo agregadores de tendências da rede. Janones anunciou uma live com Lula nesta quinta, às 19h, no canal dele no YouTube, e outra transmissão de 24 horas, que começa depois do debate da TV Globo, na sexta (23), e vai até as 23h de sábado (24), véspera da votação.
Os dois donos dos canais têm base em Minas. Janones começou a carreira política em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, onde foi candidato a prefeito em 2016. Nikolas, de Belo Horizonte, foi o deputado federal mais votado do estado em 2026 e teve 16.152 votos em Patrocínio, 33,08% dos válidos para o cargo, como mostrou Efeito Nikolas em Patrocínio. No primeiro turno, Flávio teve 61,18% dos votos válidos na cidade, contra 30,44% de Lula, conforme Voto de Flávio em Patrocínio.
O segundo turno é no domingo (25), das 8h às 17h. Sem a minuta, os dois canais podem continuar funcionando até a votação, a menos que o plenário do TSE decida o pedido da campanha de Flávio antes disso. Os números oficiais da votação estarão na página de apuração em tempo real.
Crédito da imagem de destaque: Montagem com fotos de Geraldo Magela/Agência Senado (CC BY-SA 4.0) (Flávio) e Lula Marques/Agência Brasil (Lula).
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






