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Nacional

Canal Exército do Lula: coligação pede ao TSE para tirá-lo da campanha

A petição de sexta (16) diz que o canal de Janones é apoio espontâneo e chega no dia em que o TSE criou regra sobre canais de apoiadores. Antes, o canal foi suspenso duas vezes.

Deputado André Janones fala em vídeo, em imagem ligada ao canal Exército do Lula
Deputado André Janones fala em vídeo, em imagem ligada ao canal Exército do Lula

O canal Exército do Lula, que o deputado federal André Janones mantém no WhatsApp para apoiar o presidente, é ou não é um canal da campanha? A coligação de Lula (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira (16), que ele deixe de ser tratado como vinculado à candidatura. O pedido chega uma semana depois de o mesmo canal ter sido suspenso e liberado duas vezes pela Corte, em uma disputa aberta por uma ação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

O que a coligação pediu ao TSE

Na petição, a coligação Brasil Pronto pra Mais sustenta que o canal Exército do Lula é uma iniciativa individual de Janones, de apoio espontâneo ao candidato, e não faz parte da estrutura oficial da campanha. Segundo os advogados, o canal não recebe dinheiro, bens ou serviços da campanha, da coligação ou dos partidos que a integram. A defesa diz ainda que a candidatura não orienta o conteúdo, a frequência das mensagens nem as metas do canal, e que o endereço dele não é divulgado nos perfis oficiais de Lula.

O pedido foi feito no mesmo dia em que o TSE aprovou mudanças na resolução que regula a propaganda eleitoral. A Folha não localizou, até a publicação, decisão da Corte sobre a petição.

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Lula e André Janones lado a lado em 2022, em foto ligada ao canal Exército do Lula
Lula e Janones em agosto de 2022, na campanha daquele ano. Foto: Lula Oficial (CC BY-SA 4.0)

A regra nova sobre canais de apoiadores

As mudanças acrescentaram três artigos, do 33-E ao 33-G, à Resolução 23.610/2019 do TSE. Eles definem quando um canal de mensagens, um fórum ou uma plataforma de terceiros passa a contar como canal de uma campanha. Entram na conta o uso de recursos da candidatura, o compartilhamento habitual de material oficial, o suporte técnico, a divulgação do link nos perfis do candidato e a orientação da campanha sobre o que publicar e com que frequência.

A norma também diz o que, sozinho, não cria vínculo: a iniciativa individual de apoio espontâneo e a menção isolada ao canal por um candidato. É nesse ponto que a coligação de Lula se apoia para pedir que o Exército do Lula fique de fora.

Como o canal Exército do Lula chegou ao TSE

A briga começou no domingo (11). A pedido da campanha de Flávio, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, mandou suspender o canal. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a decisão e o canal voltou ao ar. Na terça (13), Nunes Marques reexaminou o caso e suspendeu o canal de novo, por entender que a falta de comunicação formal do endereço à Justiça Eleitoral bastava para isso. A retomada foi autorizada desde que a campanha de Lula registrasse o canal no TSE, e ele voltou a funcionar na noite de quarta (14).

O canal tem mais de 4 milhões de inscritos e virou alvo de críticas da oposição. A Folha mostrou em reportagem sobre o vídeo do deputado Jeffrey Chiquini como o canal virou munição contra a campanha petista.

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O que muda se o pedido for aceito

Se o TSE aceitar a petição, o Exército do Lula deixa de ser tratado como canal de comunicação da campanha e passa a contar como iniciativa de um apoiador. O registro feito na semana passada, exigido para que o canal voltasse ao ar, foi feito pela própria campanha de Lula. A coligação tenta agora desfazer esse vínculo com base na regra nova. Se o pedido for negado, o canal continua registrado como da campanha.

A disputa acontece a uma semana do segundo turno, marcado para o domingo, 25 de outubro. As pesquisas do segundo turno mostram uma disputa apertada entre Lula e Flávio, e a contagem dos votos terá apuração em tempo real na Folha. A reportagem será atualizada quando o TSE decidir sobre o canal Exército do Lula.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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