A menos de três meses da eleição presidencial de outubro, o eleitor de Patrocínio e do Alto Paranaíba já pode se informar sobre um critério que costuma pesar na hora de votar: a formação acadêmica dos candidatos à Presidência 2026. A lista reúne desde quem parou nos primeiros anos do ensino fundamental até quem tem doutorado e pós-doutorado por uma das principais universidades do país.

Doze nomes já apareciam entre os mais cotados para a disputa até esta segunda-feira (27), segundo levantamento do portal ND+ que cruza dados de escolaridade e profissão de cada pré-candidato à Presidência 2026. A Folha de Patrocínio organizou essas informações em um guia rápido, sem entrar em quem tem a formação “melhor”: a ideia é dar ao eleitor um panorama para pesquisar antes de decidir o voto.

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Urna eletrônica da Justiça Eleitoral usada nas votações dos candidatos à Presidência 2026
Urna eletrônica da Justiça Eleitoral, equipamento usado na votação desde 1996. Foto: Divulgação/TSE

Veja a formação de cada um dos candidatos à Presidência 2026

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não concluiu o ensino superior: sua escolaridade formal se limita à educação primária, equivalente aos primeiros anos do ensino fundamental atual, antes de seguir para o trabalho como metalúrgico e depois para a liderança sindical.

Flávio Bolsonaro (PL) é formado em Direito. Ronaldo Caiado (PSD), atual governador de Goiás, é médico com especialização em ortopedia. Já Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, construiu carreira como empresário à frente do Grupo Zema, sem formação superior detalhada nas fontes consultadas.

Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre e pré-candidato pelo partido Missão, cursou Direito na USP sem concluir a graduação. Aldo Rebelo, ex-presidente da Câmara dos Deputados, é formado em Jornalismo. Cabo Daciolo, ex-deputado federal, tem formação como bombeiro militar.

Augusto Cury, escritor best-seller conhecido por obras de autoajuda, é psiquiatra de formação. Hertz Dias, do PSTU, é professor de História na rede pública do Maranhão. Samara Martins, da Unidade Popular, é dentista e atua no Sistema Único de Saúde (SUS).

Rui Costa Pimenta, do PCO, é jornalista e escritor. Já Edmilson Costa, do PCB, tem a formação mais avançada da lista: é economista com doutorado e pós-doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Por que a formação acadêmica importa para o eleitor

Especialistas ouvidos por veículos como o próprio ND+ apontam que a formação acadêmica dos candidatos à Presidência 2026 costuma influenciar o discurso de cada um e atrai eleitores que se identificam com trajetórias parecidas com a sua. Não é, isoladamente, um critério que define competência para o cargo, mas é um dado factual que ajuda a compor o perfil de quem vai disputar o Palácio do Planalto.

Assim como Patrocínio acompanha de perto o desempenho de nomes locais na política estadual, caso da recente confirmação de Pedro Bom Negócio como pré-candidato a deputado estadual pelo PL, o levantamento nacional serve de referência para o eleitor do Triângulo Mineiro comparar trajetórias antes de outubro.

Perguntas frequentes sobre os candidatos à Presidência 2026

Quando são as eleições dos candidatos à Presidência 2026?
A votação para Presidente da República está marcada para outubro de 2026, no primeiro turno, com eventual segundo turno no mesmo mês caso nenhum candidato atinja maioria absoluta dos votos válidos.

A formação acadêmica é um requisito para ser candidato a presidente?
Não. A Constituição Federal exige apenas nacionalidade brasileira nata, pleno exercício dos direitos políticos, alistamento eleitoral, filiação partidária e idade mínima de 35 anos. Não há exigência de diploma de curso superior.

Onde posso conferir a lista oficial de candidatos mais perto da eleição?
O registro oficial das candidaturas é feito junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que passa a divulgar a lista definitiva depois do período de convenções partidárias, mais perto de outubro.

O que acontece a partir de agora

Os nomes citados ainda são pré-candidatos: a confirmação oficial de cada candidatura depende das convenções partidárias, previstas para o primeiro semestre de agosto, e do registro formal no TSE. Até lá, mudanças de partido, desistências e novas alianças ainda podem alterar essa lista. A Folha de Patrocínio volta a atualizar este panorama sobre os candidatos à Presidência 2026 conforme o cenário eleitoral se definir.


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Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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