Assalto à mansão Matsunaga termina com 3 mortos em SP
A Rota matou três suspeitos e prendeu um quarto no Alto de Pinheiros. A PM diz que um policial foi baleado no ombro e que todos os reféns foram libertados.

Uma quadrilha armada invadiu na tarde desta quarta-feira (14) a mansão Matsunaga, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, e a ação terminou em tiroteio com a Rota: três suspeitos morreram, um quarto foi preso e um policial militar foi baleado no ombro. Os dados são da Polícia Militar, que informou ainda que todas as vítimas foram libertadas sem ferimentos.
O que se sabe sobre o assalto à mansão Matsunaga
Segundo as investigações, os criminosos chegaram durante a tarde, renderam duas empregadas domésticas e as ameaçaram. Um motorista que presta serviço à família apareceu no meio da ação e foi agredido. Os funcionários foram levados para um cômodo da casa principal, e um deles conseguiu acionar a polícia, o que levou a Rota ao endereço. O número de pessoas mantidas como reféns varia entre os relatos: há versões que falam em duas funcionárias e um motorista, e outras em seis integrantes da família.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Uma das linhas que a polícia apura é que o grupo procurava um cofre dentro da mansão Matsunaga. Os investigadores também querem saber se os criminosos sabiam de quem era a casa, que pertence à família do empresário Marcos Matsunaga, morto em 2012.

Como foi o confronto com a Rota
A PM informou que as equipes da Rota, tropa de elite da corporação paulista, foram acionadas e houve troca de tiros dentro do terreno da mansão. De acordo com a corporação, três suspeitos foram baleados e morreram. A PM informou que um quarto envolvido foi preso sem ferimentos. Segundo as investigações, quando a Rota chegou um dos suspeitos correu para os fundos da propriedade, e os outros três trocaram tiros com os policiais em um imóvel de lazer no mesmo terreno.
Um policial foi atingido por disparo de arma de fogo, levado ao Hospital das Clínicas e, de acordo com a PM, não corre risco de morte. Como em toda morte em confronto com a polícia, o caso deve passar por investigação e perícia. Até a publicação desta matéria, a Folha não localizou um balanço detalhado da Secretaria da Segurança Pública sobre as armas apreendidas e a identificação dos mortos.
O que a polícia ainda apura
Os investigadores trabalham com a possibilidade de um quinto envolvido, que pode ter sido motorista de fuga ou responsável pelo planejamento. Também é preciso entender como a quadrilha entrou na mansão Matsunaga, que tem segurança particular, patrulhamento e guarita. Segundo relatos, as câmeras do local não registraram a invasão. A polícia ainda não divulgou a identidade dos suspeitos mortos nem se havia ligação do grupo com outros assaltos a casas de alto padrão da capital.
Alpha for MenA mansão Matsunaga já tinha sido alvo em 2023
Não é a primeira vez que a residência aparece em ocorrência policial. Em agosto de 2023, a mesma casa foi invadida por criminosos que renderam um casal de idosos e uma neta. Na ocasião, foram levados cerca de R$ 20 mil, joias, relógios, celulares, um notebook e duas pistolas registradas em nome do idoso. A polícia ainda não disse se há relação entre os dois episódios.
Outras ocorrências policiais recentes cobertas pela Folha: a prisão de um acusado de feminicídio em Patos de Minas e o acidente na MGC-367. As demais estão na editoria Policial.
O que falta esclarecer sobre a segurança da casa
Os relatos até agora indicam que a presença de guarita e de segurança não impediu a entrada do grupo, e que o alerta partiu de um funcionário dentro da casa. A PM não informou se houve falha de procedimento no local, e a conclusão depende do inquérito.
Fonte: Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio das informações repassadas à imprensa em 14 e 15 de outubro de 2026. A foto de destaque mostra uma viatura da Rota em arquivo e não registra o fato. Foto de destaque: Lmportella/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).






