Mulher de 31 anos é achada morta em Santa Juliana; companheiro é preso
Rastro de sangue levou a PM do local até a casa da irmã do suspeito, onde havia roupas sujas. O homem de 33 anos foi preso em flagrante e a perícia investiga.

Um rastro de sangue na calçada levou a Polícia Militar até o homem preso nesta terça-feira (13) em Santa Juliana (MG), suspeito de matar a companheira, uma mulher de 31 anos. Segundo o relato da PM, o corpo dela foi encontrado dentro da casa, no bairro Céu Azul, com ferimentos graves. O suspeito, de 33 anos, foi preso em flagrante e levado à Polícia Civil, que investiga o caso.
O que a Polícia Militar encontrou em Santa Juliana
A ocorrência chegou à PM depois que vizinhos disseram ter ouvido gritos de socorro e o barulho de um portão batendo, na Rua Gregoriano Canedo. Na casa, os militares encontraram a mulher sem vida, com graves ferimentos e muita perda de sangue. A corporação confirmou o óbito e acionou a perícia.
Nas imediações, os policiais abordaram um homem que estava muito nervoso e usava uma camiseta com marcas que pareciam de sangue. Ele era o companheiro da vítima. Em seguida, os militares viram pingos e manchas de sangue na calçada, em frente à casa, e seguiram a trilha por várias ruas, até a casa da irmã do suspeito.
Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Restaurante GuritaA melhor comida da cidade.
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Roupas sujas de sangue e uma faca que sumiu
Com a autorização da dona da casa, a PM entrou na lavanderia e encontrou, dentro de um saco plástico preto, roupas sujas de sangue. A irmã do suspeito disse aos policiais que as peças eram do irmão e que não estavam lá no dia anterior. Ela também contou que uma faca da cozinha havia desaparecido.
Não há confirmação de que essa faca seja a arma usada no crime, e o registro não diz que ela tenha sido encontrada. A causa da morte e o instrumento usado dependem do laudo da perícia, que ainda não foi divulgado.
A versão do suspeito
Ao ser abordado, o homem contou à PM que esteve com a companheira em um bar até as 2h, que a acompanhou até em casa e que foi dormir na casa da irmã. Segundo ele, ao voltar, encontrou a mulher morta. A versão do suspeito consta do relato policial e não foi confirmada. A Folha não localizou, até a publicação, a defesa dele.
Ele é suspeito, e não condenado: a culpa só pode ser declarada pela Justiça, depois de investigação e processo. A prisão em flagrante será analisada pela Polícia Civil e, em seguida, pela Justiça, que decide se ele continua preso.
Alpha for MenO que ainda não foi informado em Santa Juliana
A PM e a Polícia Civil não divulgaram, até a publicação, os nomes da vítima e do suspeito, nem a motivação do crime. Também não há informação sobre o horário estimado da morte, sobre o resultado da perícia ou sobre a classificação penal que a Polícia Civil vai dar ao caso. A reportagem não encontrou menção a crianças ou adolescentes na casa.
Quando uma mulher é morta por razões da condição de sexo feminino, o que inclui a violência doméstica, o crime pode ser enquadrado como feminicídio, que desde 2024 é crime autônomo no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de reclusão. Se o inquérito vai apontar esse enquadramento em Santa Juliana, ainda não se sabe, porque ele depende do que a investigação concluir.

Outros casos recentes na região
A Folha tem mostrado casos de violência contra a mulher no Alto Paranaíba e no Triângulo Mineiro. Em Patos de Minas, uma mulher de 39 anos foi achada morta em casa, e o acusado de feminicídio foi preso escondido na garagem de um primo. Na mesma cidade, um homem de 61 anos perseguiu a esposa armado e atirou contra policiais militares. Em setembro, um homem que descumpriu medida protetiva invadiu a casa da ex com uma faca.
Onde pedir ajuda
Quem está em risco imediato deve ligar para a Polícia Militar, no 190. O Ligue 180, da Central de Atendimento à Mulher, funciona 24 horas, é gratuito e recebe denúncias e pedidos de orientação, inclusive de quem presenciou ou soube de uma agressão. A mulher pode registrar a ocorrência em qualquer delegacia da Polícia Civil, inclusive pedindo medida protetiva de urgência, prevista na Lei Maria da Penha, que a Justiça costuma analisar em até 48 horas.
Com informações do relato da Polícia Militar de Minas Gerais, ocorrência de 13 de outubro de 2026. Foto de arquivo: HVL (CC BY 4.0).






