Senadores eleitos em Alagoas: Arthur Lira e Marina JHC ficam com as duas vagas
Renan Calheiros, no Senado desde 1995, ficou em terceiro. A primeira suplente de Marina é a sogra, Dra. Eudócia, que ocupa hoje a vaga deixada por Rodrigo Cunha.

O deputado federal Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara, e a ex-primeira-dama de Maceió Marina JHC (PSDB) garantiram as duas vagas de Alagoas no Senado na eleição deste domingo (4). Com 99,86% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 22h15, Lira somava 947.394 votos (28,87% dos válidos) e Marina, 925.148 (28,20%). Os dois são os senadores eleitos em Alagoas pela conta, embora o TSE ainda não tivesse marcado a situação de eleito de nenhum deles no horário desse dado.
Marina, a segunda colocada, tinha 194.966 votos a mais que o terceiro, o senador Renan Calheiros (MDB), e o eleitorado das seções que faltavam totalizar somava 4.397 pessoas. Mesmo que todos esses eleitores votassem em Renan, a ordem não mudaria.
Como ficou a disputa dos senadores eleitos em Alagoas
Cada eleitor deu dois votos para o Senado nesta eleição, porque Alagoas, como os outros estados e o Distrito Federal, renovou duas das três cadeiras. Os percentuais são calculados sobre os 3.281.139 votos válidos dados aos candidatos ao Senado, que somam as duas escolhas de cada eleitor. Juntos, os senadores eleitos em Alagoas tinham 1.872.542 votos, 57,07% dos válidos, e Lira estava 22.246 votos à frente de Marina.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Os dois saíram pela coligação Alagoas Gigante II, de PP, PL, PSDB, União, PDT, Cidadania, PRD, Solidariedade e DC. Renan e Dr. Wanderley (MDB) disputaram pela Pra Alagoas Fazer História de Novo, de MDB, PT, PSD, PSB, Podemos, PCdoB, PV, Avante e Agir, o grupo do ex-governador Renan Filho (MDB), candidato ao governo do estado.
Renan Calheiros, que tentava o quinto mandato seguido, teve 730.182 votos (22,25%). Dr. Wanderley ficou em quarto, com 357.838 (10,91%), e Davi Davino Filho (Republicanos) em quinto, com 292.107 (8,90%). Alexandre Fleming (UP) teve 0,79%, e Mariedson (Democrata), 0,07%. Os números atualizados ficam no portal de resultados do TSE, e as outras disputas estão na apuração em tempo real da Folha.

Quem é Arthur Lira
Arthur César Pereira de Lira tem 57 anos, nasceu em Maceió e é formado em direito pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Advogado, agropecuarista e empresário, é filho do ex-senador Benedito de Lira. Foi eleito vereador de Maceió em 1992 e cumpriu o mandato de 1993 a 1999. Depois, passou três mandatos como deputado estadual, de 1999 a 2011.
Chegou à Câmara dos Deputados em 2011 e está no quarto mandato seguido. Presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e comandou a Câmara de 2021 a 2025. A federação União Progressista, de PP e União Brasil, oficializou a candidatura dele ao Senado numa convenção em Maceió no dia 2 de agosto, segundo O Povo. Quando o deputado Alfredo Gaspar (PL) saiu da disputa para ser vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, Lira passou a contar com o apoio de Flávio, de acordo com o Congresso em Foco.

Quem é Marina JHC
Marina Antunes Candia e Figueiredo tem 35 anos e nasceu em Cuiabá (MT). Empresária, é casada com o ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas, o JHC, e foi primeira-dama da capital de 2021 a 2026. Na ficha da Agência Senado sobre os candidatos de Alagoas, essa é a única função pública listada na carreira dela.
No fim de março, Marina se filiou ao PSDB junto com JHC e com a senadora Dra. Eudócia, mãe dele. A troca de partido marcou o rompimento do então prefeito com Arthur Lira, segundo O Povo. JHC deixou a prefeitura em 4 de abril para disputar a eleição, e o vice, Rodrigo Cunha (Podemos), assumiu o cargo.
Marina era pré-candidata a deputada federal até agosto, quando registrou a candidatura ao Senado no lugar de Gaspar, conforme a coluna de Tales Faria no Correio da Manhã. Com isso, ela e Lira passaram a dividir a mesma coligação e o apoio de Flávio Bolsonaro. JHC disputou o governo do estado contra Renan Filho e, segundo o TSE às 22h15, tinha 52,19% dos votos válidos para governador, contra 47,39% de Renan Filho, e a Folha trata a vitória dele no primeiro turno como definida.
Quem deixa a cadeira em 2027
Os senadores eleitos por Alagoas em 2018 foram Renan Calheiros e Rodrigo Cunha. Renan está no Senado desde 1995 e presidiu a Casa de 2005 a 2007 e de 2013 a 2017. Antes, foi deputado estadual de 1979 a 1983 e deputado federal de 1983 a 1991, segundo a Agência Senado. Com o terceiro lugar, ele deixa o Senado ao fim do mandato, em 31 de janeiro de 2027, depois de 32 anos na Casa.
Rodrigo Cunha não estava entre os candidatos ao Senado. Ele foi eleito vice-prefeito de Maceió em 2024, na chapa de JHC, e desde 29 de dezembro de 2024 a cadeira é ocupada pela primeira suplente dele, Dra. Eudócia, como mostram os dados do Senado. Desde abril, Cunha é o prefeito da capital. Eudócia, que fica no Senado até 31 de janeiro de 2027, foi escolhida primeira suplente de Marina.
A terceira cadeira de Alagoas é de Renan Filho (MDB), eleito em 2022, com mandato até 2031. Ele voltou ao exercício do mandato em 1º de abril e vai dividir a bancada com os senadores eleitos em Alagoas neste domingo.
O que muda a partir de 2027
Os senadores eleitos em Alagoas tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandatos de oito anos, até 2035. Em 2026, o Senado renovou dois terços das cadeiras, 54 das 81, duas por estado.
Cada um dos senadores eleitos em Alagoas tem dois suplentes. Os de Arthur Lira são Luiz Romero (PL), o primeiro, e Gustavo Feijó (PP), o segundo. Na chapa de Marina JHC, a primeira suplente é Dra. Eudócia (PSDB) e o segundo, Jurandir Boia (PDT). Pela Constituição, o suplente assume a cadeira quando ela fica vaga, quando o titular vira ministro ou secretário de Estado ou quando tira licença de mais de 120 dias.
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