Carol De Toni e Carlos Bolsonaro são os senadores eleitos em Santa Catarina; Amin fica em 3º
Dupla do PL soma 4,7 milhões de votos e deixa Esperidião Amin, senador desde 2019, fora da próxima legislatura; a partir de 2027 as três cadeiras catarinenses ficam com o partido.

Carol De Toni e Carlos Bolsonaro, os dois do PL, são os senadores eleitos em Santa Catarina na eleição deste domingo (4). Com 100% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h56, a deputada federal teve 2.694.918 votos, ou 33,46% dos válidos, e o ex-vereador do Rio de Janeiro, 2.041.840, ou 25,35%. Os dois disputaram pela coligação Fé no Trabalho e Pé na Tábua, que reuniu PL, Republicanos, Podemos, Novo, PSDB, Cidadania e mais três partidos, na chapa do governador Jorginho Mello (PL).
Nesse horário o TSE já registrava os dois como eleitos, sem nenhuma seção pendente. Carlos Bolsonaro, o segundo colocado, teve 808.806 votos a mais que o terceiro, o senador Esperidião Amin (PP).
Votação dos senadores eleitos em Santa Catarina
Cada eleitor votou duas vezes para o Senado nesta eleição, porque Santa Catarina, como os outros estados e o Distrito Federal, renovou duas das três cadeiras. Por isso os percentuais são calculados sobre a soma dos dois votos: foram 8.041.100 votos válidos, para um comparecimento de 4.634.550 eleitores. Juntos, os senadores eleitos em Santa Catarina somaram 4.736.758 votos, 58,91% dos válidos. Carol De Toni terminou 653.078 votos à frente do colega de partido.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Esperidião Amin, que tentava a reeleição, ficou em terceiro, com 1.233.034 votos (15,31%). Ele concorreu pela coligação Santa Catarina Acima de Tudo, de MDB, PSD, PP e União, que apoiou João Rodrigues (PSD) para o governo. O deputado estadual Antídio Lunelli (MDB), parceiro de chapa de Amin, teve 482.413 votos (5,99%). Pela coligação Coragem para Mudar, de PT, PSOL, PSB, PDT, PCdoB, PV e Rede, Décio Lima (PT) recebeu 823.200 votos (10,22%) e o vereador de Florianópolis Afrânio Boppré (PSOL), 657.451 (8,16%). Os outros sete candidatos tiveram menos de 1% cada. Os números de todos estão no portal de resultados do TSE.

Quem é Carol De Toni
Mais votada entre os senadores eleitos em Santa Catarina, Caroline Rodrigues de Toni tem 40 anos e nasceu em Chapecó, no oeste catarinense, segundo o perfil dos candidatos publicado pela Agência Senado. É advogada, formada pela Unochapecó, com mestrado em direito público. Foi eleita deputada federal em 2018, no primeiro cargo público, pelo PSL: teve 109.363 votos e foi a mulher mais votada do estado. Em 2022, já no PL, partido para o qual seguiu Jair Bolsonaro, reelegeu-se como a candidata mais votada de Santa Catarina, com 227.632 votos, de acordo com o Poder360.
Em 6 de março de 2024, foi escolhida presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, com 49 dos 58 votos. A vaga na disputa pelo Senado veio depois de meses de impasse no PL catarinense, que articulava uma chapa dela com Esperidião Amin até a entrada de Carlos Bolsonaro. Em 25 de fevereiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que o partido lançaria Carol e Carlos, conforme o Estado de Minas. O lançamento das duas pré-candidaturas foi feito em 9 de maio.

Quem é Carlos Bolsonaro
Carlos Nantes Bolsonaro tem 43 anos, nasceu em Resende, no interior do Rio de Janeiro, e é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Elegeu-se vereador da capital fluminense em 2000, aos 17 anos, e cumpriu sete mandatos seguidos na Câmara Municipal do Rio. Na eleição de 2024 foi o vereador mais votado da cidade, com 130.480 votos.
Em 11 de dezembro de 2025, anunciou a renúncia ao mandato para disputar o Senado por Santa Catarina, para onde transferiu o domicílio eleitoral. A cadeira no Rio ficou com a suplente Alana Passos (PL). Na despedida, negou que a saída tivesse relação com pressão política ou judicial e afirmou: “Não é uma fuga”, segundo o SBT News. Com a entrada dele, Amin ficou fora da chapa de Jorginho Mello e foi buscar a reeleição ao lado do MDB.
Quem deixa as cadeiras catarinenses no Senado
Os senadores eleitos em Santa Catarina ficam com as duas vagas conquistadas em 2018 por Esperidião Amin e por Jorginho Mello. Amin, de 78 anos, foi prefeito de Florianópolis, governador do estado por dois mandatos e senador entre 1991 e 1999, antes de voltar ao Senado em 2019. Esta foi a terceira vez que ele disputou uma vaga de senador, segundo o NSC Total. O mandato atual termina em 31 de janeiro de 2027.
Jorginho Mello deixou a cadeira ao se eleger governador em 2022, e a vaga passou à primeira suplente, Ivete da Silveira (MDB), viúva do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, que assumiu em janeiro de 2023. Em janeiro deste ano, ela informou ao NSC Total que não tentaria a reeleição. Jorginho foi reeleito governador de Santa Catarina no primeiro turno neste domingo. A terceira cadeira do estado segue com Jorge Seif (PL), eleito em 2022 para um mandato que vai até 2031.
O que muda a partir de 2027
Os senadores eleitos em Santa Catarina tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandatos de oito anos, até 2035. Em 2026 o Senado renovou dois terços das cadeiras, 54 das 81, sempre duas por estado. Cada eleito leva dois suplentes, que assumem se o titular deixar o cargo, como aconteceu com Ivete da Silveira. Os suplentes de Carol De Toni são Geraldo Wetzel Neto (Novo) e Andrey Tomazi (PL). Os de Carlos Bolsonaro são Rafael Caleffi e Balduino Rodrigues, ambos do PL.
Com os dois senadores eleitos em Santa Catarina, as três cadeiras do estado ficam com o PL a partir de 2027: Carol De Toni, Carlos Bolsonaro e Jorge Seif. A Folha acompanha os demais resultados no painel de apuração em tempo real.
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