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Política

Novo tem dois nomes para vice de Zema na chapa presidencial

Partido avalia o senador Eduardo Girão e o cientista político Luiz Felipe d'Ávila para compor a candidatura de Romeu Zema ao Planalto em 2026.

Romeu Zema fala à imprensa em coletiva, enquanto o Novo decide quem será o vice de Zema na chapa presidencial
Romeu Zema fala à imprensa em coletiva, enquanto o Novo decide quem será o vice de Zema na chapa presidencial

A escolha do vice de Zema na chapa presidencial deve sair até esta quarta-feira (5). O partido Novo trabalha hoje com dois nomes para a vaga ao lado do governador Romeu Zema na disputa pelo Planalto em 2026: o senador Eduardo Girão (Novo-CE) e o cientista político Luiz Felipe d’Ávila.

Os dois são filiados à legenda e passaram a concentrar as conversas internas depois que a possibilidade de uma aliança com o ex-ministro Joaquim Barbosa (DC) perdeu força nos bastidores. Sem esse acordo maior, o Novo se aproxima de uma chapa formada só por quadros do próprio partido.

Por que o impasse com Barbosa pesa na definição do vice de Zema

O imbróglio nas negociações com Joaquim Barbosa reacendeu uma ala do Novo que sempre defendeu uma candidatura “pura”, sem coligação com outra sigla na vice-presidência. Com esse cenário ganhando espaço na direção nacional, Girão e d’Ávila despontaram como as opções mais discutidas para fechar a chapa.

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A avaliação interna é que Girão reúne características consideradas estratégicas para reforçar a campanha. Ele representa o Nordeste, região onde Zema busca ampliar presença eleitoral, tem bom trânsito entre lideranças de direita e não enfrenta resistência relevante dentro do próprio partido. Para embarcar na chapa nacional, porém, o senador precisaria abrir mão da pré-candidatura ao governo do Ceará, corrida que já vinha construindo havia meses.

O que pesa a favor de Felipe d’Ávila

Do outro lado da disputa interna está Felipe d’Ávila, que concorreu à Presidência pelo Novo em 2022 e ficou em sexto lugar na disputa. Ele mantém prestígio entre quadros históricos da legenda e tem proximidade pessoal com Zema, dois fatores que também entram na conta na hora de fechar o nome.

Diferentemente de Girão, d’Ávila não precisaria abandonar outra candidatura para topar a vaga, já que hoje não disputa nenhum cargo majoritário. Isso reduz o custo político da escolha, mas o coloca como opção menos “estratégica” do ponto de vista eleitoral, já que sua base geográfica é mais concentrada em São Paulo, estado onde a legenda já tem outros nomes fortes na disputa proporcional.

Prazo apertado para o vice de Zema

O calendário eleitoral pressiona a decisão: as convenções partidárias para oficializar chapas têm prazo final nos próximos dias, e o Novo chegou a esta fase sem um nome fechado para a vice-presidência ao lado de Zema. A definição do vice de Zema, portanto, deve acontecer literalmente na última janela possível antes do fechamento das candidaturas.

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Enquanto isso, o próprio Zema tem evitado cravar publicamente qual dos dois nomes prefere, mantendo a disputa interna em aberto até o limite do prazo. A escolha final deve equilibrar dois cálculos diferentes: o ganho eleitoral de uma chapa geograficamente mais equilibrada, no caso de Girão, e o custo político mais baixo de manter d’Ávila, que já está livre de outros compromissos eleitorais.

O peso de Zema na disputa nacional

Zema chega a essa etapa da corrida presidencial como um dos nomes mais conhecidos do Novo fora de Minas Gerais, estado que governou por dois mandatos seguidos antes de repassar o cargo a Mateus Simões em março deste ano. A gestão em Minas, marcada pela agenda de privatizações e ajuste fiscal, virou a principal vitrine do partido para tentar crescer nacionalmente rumo a 2026.

Um eventual impasse na escolha do vice pode custar caro para essa estratégia. Se o Novo não fechar nome até o prazo final das convenções, o partido corre o risco de disputar a eleição presidencial numa posição mais frágil, sem tempo hábil para consolidar a chapa nos estados onde Girão ou d’Ávila poderiam agregar votos. Por isso a definição do vice de Zema é tratada internamente como decisão urgente, e não apenas protocolar.

Romeu Zema concede entrevista coletiva à imprensa, no momento em que o Novo define o vice de Zema para a chapa presidencial
O governador Romeu Zema (Novo) durante entrevista coletiva em Brasília. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Para mais contexto sobre a corrida presidencial do Novo, veja a reportagem do O Tempo sobre o prazo apertado das convenções partidárias. Outras matérias sobre a disputa política em Minas Gerais podem ser conferidas na editoria de Política da Folha de Patrocínio.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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