O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Patrocínio está de mudança. A entidade fechou uma permuta com a Prefeitura, vai atender num edifício da região central a partir de outubro e ganhou de quebra um terreno onde pretende erguer sede própria daqui a alguns anos.

O presidente Joel de Carvalho detalhou o negócio em entrevista à Rádio Difusora 95.3 FM. A troca passou por avaliação dos imóveis, aprovação da Câmara Municipal e aprovação dos próprios associados em assembleia.

Como ficou o negócio

A permuta não saiu no zero a zero. O sindicato já começou a pagar a diferença apurada entre os imóveis trocados e agora cuida da parte cartorial, com escritura e registro dos bens.

O prédio que a entidade recebeu fica na região central da cidade e já passa por adaptação. Estão sendo feitas a divisão de salas, a montagem de móveis e os ajustes necessários para o funcionamento do atendimento. A diretoria espera abrir as portas no novo endereço em outubro.

A promessa é de estrutura mais ampla e moderna para os associados e suas famílias, com espaço maior do que o atual para o atendimento do dia a dia.

O que um sindicato de trabalhadores rurais resolve

Entidades desse tipo funcionam como balcão de serviço para quem vive da terra. O carro-chefe costuma ser a orientação previdenciária: reunir a documentação que comprova o tempo de atividade rural, um processo que exige papel que muita gente do campo não guarda organizado.

Também entram no cardápio a emissão de declarações de exercício de atividade rural, o apoio em questões trabalhistas do campo e a organização de assembleias e representação da categoria. Para os trabalhadores rurais que descem do sítio uma vez por semana, ter isso a poucos quarteirões do Centro muda a logística de resolver a vida.

Estrada de terra cortando área de pastagem na zona rural mineira
Estrada rural em Minas Gerais. Imagem ilustrativa. Foto: Túllio F/Wikimedia Commons (CC0)

O terreno do Morada do Sol

A outra ponta da negociação é uma área de grande extensão no bairro Morada do Sol, perto do supermercado, que o sindicato recebeu na permuta com a Prefeitura. O plano é que ali seja construída a sede definitiva.

O calendário desenhado por Joel de Carvalho é longo e vai por etapas. Na assembleia de novembro, a diretoria pretende pedir autorização aos associados para começar os estudos e os projetos técnicos, incluindo o arquitetônico, o elétrico, o civil e o industrial.

O ano de 2027 seria dedicado a desenvolver esses projetos e a aprová-los na Prefeitura de Patrocínio. A expectativa da diretoria é que a construção comece em 2028 ou 2029.

É um horizonte de três a quatro anos, o que costuma assustar quem lê, mas é o prazo realista de uma obra que depende de assembleia, projeto aprovado e caixa. O prédio do Centro resolve o atendimento enquanto isso.

Por que isso importa em Patrocínio

O município é o maior produtor de café do Brasil e tem economia amarrada ao campo, o que dá peso ao número de trabalhadores rurais ligados a essas entidades. Programas municipais que passam pelo produtor movimentam volume grande: só na distribuição de calcário deste ano, a Prefeitura destinou mais de 7 mil toneladas, como a Folha detalhou em reportagem sobre as requisições.

A representação do campo em Patrocínio também vem discutindo mudanças de regra que mexem no bolso de quem produz, tema de um painel sobre reforma tributária no agro realizado na cidade em agosto e registrado em outra reportagem da Folha.

Onde procurar o sindicato

Até a mudança se completar, o atendimento aos trabalhadores rurais segue no endereço atual. A entidade não divulgou o número exato do novo endereço no Centro nem a data precisa da abertura, apenas a previsão de outubro. Quem depende de documento com prazo faz bem em confirmar antes de se deslocar.

As informações foram divulgadas pela Rádio Difusora 95.3 FM.


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Retrato oficial do prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro
Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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