Uma nota oficial do Republicanos, divulgada nesta quinta-feira (6) pelo Diretório Estadual do partido em Minas Gerais, confirmou que a legenda lançará candidatos a governador, vice-governador e senador nas eleições de 2026. O documento não cita nomes, mas chega horas depois de o senador Cleitinho Azevedo protagonizar semanas de idas e vindas na disputa pelo Palácio da Liberdade.

O aviso foi publicado no perfil oficial do próprio Cleitinho no Instagram, acompanhado de uma legenda de apenas duas palavras: “Vem reviravolta?”. A postagem já passa de 5 mil curtidas e reúne quase mil comentários de apoiadores, entre eles pedidos diretos por “Cleitinho governador” e desabafos de quem diz estar cansado da indefinição do partido.

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O que diz a nota oficial do Republicanos

O texto é direto: “O Diretório Estadual do Republicanos em Minas Gerais informa que na tarde de ontem definiu que o partido lançará candidatos a Governador, Vice-Governador e Senador nas Eleições 2026. Os registros serão realizados em tempo hábil, conforme o calendário eleitoral.” O documento está datado de Belo Horizonte, 6 de agosto de 2026, e assinado pelo Diretório Estadual do Partido Republicanos.

Segundo apuração do Diário do Comércio, a nota foi assinada pelo presidente estadual da sigla, Euclydes Pettersen, e protocolada na Justiça Eleitoral na madrugada desta quinta-feira. O documento prevê ainda que o partido pode abrir mão de uma das duas vagas ao Senado para apoiar um nome de partido aliado, caso não consiga viabilizar duas candidaturas próprias. O nome que encabeçará a chapa ao governo, porém, segue em aberto.

Nota oficial do Republicanos anuncia candidatos ao governo de Minas Gerais
Nota oficial do Republicanos foi divulgada no perfil do senador Cleitinho Azevedo. Crédito: Reprodução/Instagram @cleitinhosenadormg

Cleitinho, Falcão e a queda de braço no partido

A nota oficial do Republicanos chega no momento mais tenso da novela política que já dura semanas em Minas Gerais. Cleitinho era apontado como favorito natural à cabeça de chapa, mas viveu uma sequência de reviravoltas: confirmou a candidatura, recuou depois da morte do irmão, interrompeu a convenção nacional do partido para pedir a retomada do nome e foi publicamente repreendido pelo presidente nacional da legenda, Marcos Pereira.

Nos bastidores, Pereira já deixou claro publicamente que prefere o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios, Luís Eduardo Falcão, como candidato ao governo, deixando Cleitinho como opção para o Senado. A indecisão sobre qual caminho seguir travou as negociações do Republicanos com os partidos aliados, União Brasil e PL, que aguardavam uma definição para fechar suas próprias chapas.

Enquanto o Republicanos hesitava, o cenário eleitoral mineiro se mexeu sem esperar. O PL confirmou o ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe como pré-candidato ao governo, e a federação União-PP retomou o apoio à reeleição do governador Mateus Simões (PSD), fechando espaço que antes era negociado com o próprio Republicanos.

Como fica o tabuleiro do governo de Minas

Com a nota oficial do Republicanos, o partido mostra que não vai abrir mão de disputar os três principais cargos do estado, mesmo sem um nome fechado para a cabeça de chapa. Na prática, isso mantém tanto Cleitinho quanto Falcão como opções em aberto, e ainda deixa uma incógnita sobre quem disputará o Senado ao lado de nomes já lançados por outras siglas, como Marcelo Aro (PP), Domingos Sávio (PL), Marco Antônio Costa (Novo) e Carlos Viana (PSD).

Os partidos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral, segundo apurou o Diário do Comércio. Até lá, a expectativa é que o Diretório Estadual do Republicanos, sob comando de Euclydes Pettersen, defina o nome que assumirá a disputa ao governo e feche o rearranjo das candidaturas ao Senado, encerrando um dos capítulos mais movimentados da corrida eleitoral em Minas Gerais.

O impasse tem peso reforçado pela base eleita pelo próprio Republicanos no estado. A sigla elegeu 83 prefeitos em Minas Gerais nas eleições municipais, a maior bancada de prefeitos do partido em todo o país, o que ajuda a explicar por que a definição da chapa a governador, vice-governador e senador vem sendo tratada como prioridade máxima pela cúpula estadual. Enquanto a nota oficial do Republicanos não vira um nome concreto na cabeça de chapa, a novela política mineira segue rendendo reviravoltas quase diárias, da ata que evitou citar Cleitinho até o rearranjo de candidaturas ao Senado que já mobiliza outros quatro partidos.


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Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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