As convenções partidárias em MG começam nesta segunda-feira (20) e vão definir candidatos e coligações para as eleições deste ano. O calendário se estende até 5 de agosto e decide quem disputa o governo do estado, um dos palanques mais observados da eleição presidencial.
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo. Desde 1989, todos os presidentes eleitos no Brasil também venceram a disputa no estado. Por isso a corrida para o governo mineiro tem peso direto na eleição nacional, e os partidos tratam a escolha de candidato com mais cautela do que o calendário sugere.

Cenário indefinido às vésperas das convenções
Apesar do início oficial dos encontros nesta segunda, boa parte das principais siglas ainda não fechou nome. O senador Cleitinho, do Republicanos e líder na pesquisa Quaest de abril para o governo do estado, não confirmou se será candidato.
O PSD, partido do governador Mateus Simões (que assumiu o cargo após a renúncia de Romeu Zema, do Novo, para concorrer à Presidência), é a exceção: a expectativa é que a sigla oficialize a candidatura à reeleição em 2 de agosto, data em que também está marcada a convenção do PSB.
Já o PT chegou perto da própria convenção sem fechar o nome. O partido do presidente Lula só indicou o deputado federal Patrus Ananias para a disputa na sexta-feira (17), segundo apurou o g1, depois de duas tentativas anteriores não vingarem: o senador Rodrigo Pacheco, do PSB, recusou publicamente o convite em maio, e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos optou por manter a pré-candidatura ao Senado. Uma reunião entre representantes do partido nesta segunda-feira deve confirmar Ananias antes da convenção oficial, prevista só para o fim do mês.
No PL, a indefinição é ainda maior. A sigla não decidiu se apoia uma candidatura de Cleitinho ou lança nome próprio para representar o grupo de Flávio Bolsonaro no estado. Nesse segundo cenário, os cotados são o ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe e o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli.
Veja a agenda das convenções partidárias em Minas Gerais
A programação abaixo reúne as datas já confirmadas pelas siglas até esta atualização. Por regra, os partidos podem alterar horários e até adiar encontros, então vale conferir de novo perto da data.
20 de julho (segunda-feira): Solidariedade (9h), PRD (9h), Democrata (9h), UP (18h30)
22 de julho (quarta-feira): Missão (14h)
24 de julho (sexta-feira): PSTU (18h30)
25 de julho (sábado): Republicanos (10h), PCB (14h)
26 de julho (domingo): PDT (9h), PSOL (10h), Rede (11h)
27 de julho (segunda-feira): PL (14h)
30 de julho (quinta-feira): Mobiliza (10h), PV (19h)
31 de julho (sexta-feira): PT (horário a definir, data ainda pode mudar)
1º de agosto (sábado): MDB (9h), PP (10h), PCO (14h)
2 de agosto (domingo): PSD (9h, data ainda pode mudar), PSB (15h)
Partidos sem data definida
Agir, Avante, Cidadania, DC, Novo, Podemos, PRTB, PSDB e União Brasil ainda não divulgaram quando realizam suas convenções em Minas Gerais.
Como funcionam as convenções partidárias
A convenção é o rito formal em que um partido oficializa perante a Justiça Eleitoral quem vai disputar cada cargo (governador, vice, senador, deputados estaduais e federais) e fecha as coligações com outras siglas, quando houver. É nesse encontro, e não em anúncios prévios à imprensa, que a candidatura passa a existir oficialmente para efeitos legais, o que explica por que partidos com pré-candidato praticamente definido, como o PT, ainda tratam a escolha como reunião interna até a convenção confirmar.
Depois de realizada a convenção, o partido tem prazo para registrar a candidatura na Justiça Eleitoral. É esse fluxo, reunião interna, convenção e registro, que os partidos mineiros percorrem entre agora e o início de agosto.
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