A carreta tomba na BR-354 nesta terça-feira (22), na Curva do Belvedere, entre Rio Paranaíba e Arapuá, e deixa um homem de 36 anos ferido. O veículo, com placas de São Gotardo, virou por volta das 10h05, no km 301 da rodovia.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para o local depois do aviso do tombamento. Segundo o Samu, quando a equipe chegou ao km 301, o motorista já estava consciente e havia sido retirado do veículo, permanecendo no interior de outro carro parado no acostamento da rodovia enquanto aguardava atendimento.

Atendimento do Samu ao motorista
O motorista apresentava uma escoriação no membro superior esquerdo e uma queimadura na região lombar esquerda. Conforme o Samu, ele negava ter perdido a consciência e não apresentava náuseas ou outras queixas no momento da avaliação.
A equipe médica realizou a limpeza da escoriação e prestou atendimento conforme os protocolos de emergência antes de encaminhar o motorista ao Pronto Atendimento para avaliação. As circunstâncias que levaram ao tombamento da carreta não foram informadas até a última atualização desta reportagem.
Segunda vez que uma carreta tomba na BR-354 no mesmo trecho
A Curva do Belvedere, no km 301 da BR-354, já teve outro caso de carreta tomba na BR-354 registrado nas últimas semanas. Em 26 de agosto, uma carreta com placas do Alagoas, carregada com abóboras, tombou no mesmo ponto ao entrar na curva, sem deixar feridos, segundo reportagem do Patos 1. Em outra ocasião, uma carreta carregada com cenouras também tombou no local.
A repetição de acidentes no mesmo ponto da rodovia chama atenção de moradores e motoristas que trafegam entre Rio Paranaíba, São Gotardo e Arapuá, região que concentra tráfego pesado de carretas ligadas ao escoamento da produção agrícola do Alto Paranaíba. São Gotardo, cidade de origem das placas da carreta envolvida no acidente desta terça, é outro polo agrícola da região, ligado a Rio Paranaíba e Arapuá pela própria BR-354.
A BR-354 é uma das principais rotas de ligação entre municípios do Alto Paranaíba e corta a região por onde passa boa parte da carga agrícola do Cerrado Mineiro, o que ajuda a explicar o volume de carretas na via e, consequentemente, o histórico de acidentes na Curva do Belvedere.
A própria BR-354 já teve outro acidente grave em agosto, no trecho de Chaves, o que reforça o histórico de ocorrências na rodovia ao longo deste ano.
Rodovia federal concentra tráfego de carretas na região
Por ser rodovia federal, a BR-354 fica sob responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que costuma ser chamada para registrar a ocorrência e organizar o tráfego em casos de tombamento de carga. Até a última atualização desta reportagem, a Folha não teve confirmação sobre eventual interdição total ou parcial da pista no trecho da Curva do Belvedere durante o atendimento.
O trecho entre Rio Paranaíba e Arapuá corta uma área de relevo ondulado, com curvas fechadas que exigem redução de velocidade de veículos pesados. Carretas carregadas com produção agrícola, como as cargas de abóbora e cenoura registradas em ocorrências anteriores na mesma curva, tendem a ficar mais instáveis em curvas nesse tipo de terreno, especialmente quando o carregamento não está bem distribuído ou a velocidade não é reduzida a tempo.
A Folha de Patrocínio vai acompanhar o caso e atualizar esta reportagem caso a Polícia Rodoviária Federal ou o Samu divulguem novas informações sobre as causas do acidente desta terça, no mesmo ponto em que a carreta tomba na BR-354 há semanas.
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