Uma bebê de aproximadamente 3 meses foi encontrada sem vida dentro de casa, no Bairro Santa Cruz, em João Pinheiro, na madrugada do último sábado (15). A perícia criminal esteve no local e, em análise preliminar, não identificou sinais aparentes de violência. A causa da morte ainda não foi estabelecida e depende de exames do Instituto Médico-Legal.
Segundo o relato registrado no atendimento, a mãe contou que amamentou a filha por volta das 21h de sexta-feira (14). Já por volta das 4h de sábado, ela acordou, percebeu um sangramento na região nasal da criança e pediu socorro imediatamente.
O que aconteceu no atendimento em João Pinheiro
A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência chegou à residência e iniciou manobras de reanimação cardiopulmonar, incluindo massagem cardíaca. Apesar do esforço, a bebê já estava em óbito quando o socorro chegou.
A médica responsável pelo atendimento informou que, em avaliação preliminar, não constatou sinais aparentes de violência física na criança. Foi essa mesma avaliação que motivou o acionamento da perícia criminal, procedimento padrão sempre que uma morte ocorre sem causa definida e fora de ambiente hospitalar.
A perícia chegou ao endereço por volta das 5h. Após os trabalhos, a perita responsável também registrou, em análise preliminar, que o corpo não apresentava sinais de violência, e liberou a área.

Exames do IML vão apontar a causa
O corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico-Legal, onde serão realizados os exames necroscópicos. É esse laudo que deve indicar o que provocou a morte. Enquanto ele não fica pronto, qualquer explicação sobre a causa é especulação, e a Folha não vai antecipar hipótese nenhuma.
O laudo necroscópico costuma levar semanas para ser concluído, prazo que varia conforme a necessidade de exames complementares, como os toxicológicos e os histopatológicos. Em mortes de bebês sem causa aparente, esses exames adicionais são frequentes justamente porque o exame externo não basta para explicar o ocorrido.
A ocorrência foi registrada e o caso segue com a Polícia Judiciária, responsável por apurar as circunstâncias. Investigar não significa que haja suspeita contra alguém: a apuração é obrigatória em morte sem causa determinada, e serve tanto para esclarecer o que houve quanto para afastar hipóteses.
Onde fica João Pinheiro
João Pinheiro fica na porção noroeste de Minas Gerais. Segundo o IBGE, o município tinha 46.801 habitantes no Censo de 2022 e população estimada em 48.725 pessoas para 2025, distribuídos por uma área de 10.727 quilômetros quadrados, uma das maiores extensões territoriais do estado.
O município conta com atendimento do SAMU e com unidade da Polícia Civil, que responde pelos casos que exigem apuração criminal. As ocorrências que demandam perícia técnica são atendidas pelo Instituto de Criminalística, vinculado à Polícia Civil de Minas Gerais.
Por que esta reportagem não identifica a família
A Folha optou por não divulgar nomes, endereço exato ou qualquer elemento que permita identificar a família envolvida. Trata-se da morte de uma criança de colo, sem causa estabelecida e sem qualquer imputação a ninguém até aqui. Expor a identidade de quem está de luto, num caso ainda em apuração, não acrescenta informação de interesse público e pode causar dano irreversível se o laudo confirmar uma causa natural.
Pela mesma razão, esta reportagem não descreve detalhes clínicos além do necessário para explicar o atendimento e a sequência dos fatos. As informações reproduzidas aqui são as que constam do registro da ocorrência e das avaliações preliminares feitas no local.
Como acompanhar o caso
Informações oficiais sobre inquéritos e ocorrências em Minas Gerais são divulgadas pela Polícia Civil de Minas Gerais. A Folha de Patrocínio vai acompanhar o desfecho dos exames em João Pinheiro e atualizar esta reportagem quando houver posicionamento oficial sobre a causa da morte.
Outras notícias da região podem ser acompanhadas na editoria de Região da Folha de Patrocínio.

