O Ministério da Saúde apresentou o Padi Brasil, novo programa de atenção domiciliar que amplia o atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pessoas idosas. A proposta permite que quem tem 60 anos ou mais e enfrenta dificuldade de locomoção, ou está restrito ao domicílio, receba acompanhamento de profissionais de saúde sem precisar se deslocar até uma unidade.
Segundo o Ministério, a iniciativa busca reduzir internações evitáveis e desafogar prontos-socorros, ao levar consultas, monitoramento e cuidados básicos diretamente à casa do paciente. A medida deve funcionar como uma camada extra da atenção primária já prestada pelas equipes de Saúde da Família.


Como funciona o programa de atenção domiciliar
De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, o Padi Brasil prevê visitas regulares de equipes multiprofissionais, com consultas médicas e de enfermagem, orientação a familiares e cuidadores, e a montagem de um plano de cuidado individual para cada paciente. O objetivo é acompanhar de perto quadros crônicos e situações de fragilidade que dificultam o deslocamento até postos de saúde ou hospitais.
Podem ser encaminhados ao programa idosos que já sejam acompanhados pela rede pública e que se enquadrem nos critérios de elegibilidade definidos pelo Ministério, como restrição ao lar por doença, sequelas de acidentes ou limitações de mobilidade. A entrada costuma ocorrer por indicação da equipe de saúde da família responsável pela área onde o paciente mora.
Por que o governo ampliou a atenção domiciliar
O Brasil tinha, em 2024, mais de 34 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, segundo o IBGE, parcela da população que cresce mais rápido que qualquer outra faixa etária no país. O aumento da expectativa de vida eleva também a demanda por cuidados contínuos a idosos com mobilidade reduzida, um dos motivos citados pelo Ministério da Saúde para reforçar a atenção domiciliar dentro do SUS.
Algumas prefeituras e planos de saúde privados já mantêm serviços próprios de visita domiciliar a idosos, o que explica por que parte dos comentários no post que anunciou o Padi Brasil questionou a novidade da proposta. Ainda assim, o programa federal se diferencia por padronizar critérios de acesso e financiamento em nível nacional, em vez de depender de iniciativas isoladas de cada município.
Como pedir o atendimento pelo SUS
A porta de entrada para o Padi Brasil é a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro onde o idoso reside. Segundo o Ministério, o pedido pode ser feito pelo próprio paciente, por um familiar ou pelo cuidador responsável, diretamente na unidade ou por meio da equipe de Saúde da Família que já atende a região. Cabe à equipe local avaliar se o caso se enquadra nos critérios do programa e organizar as visitas domiciliares.
A publicação do programa gerou repercussão nas redes sociais, com comentários de usuários que relataram experiências prévias com atendimento domiciliar oferecido por prefeituras ou planos de saúde. O Ministério não detalhou ainda um cronograma de expansão do Padi Brasil por estado ou município, o que deve ficar mais claro em normas complementares.
Moradores de Patrocínio que tenham idosos sob cuidados em casa podem procurar a Secretaria Municipal de Saúde para saber se o município já aderiu ao programa e quais unidades vão operacionalizar o atendimento na cidade. Mais notícias sobre saúde pública estão disponíveis na editoria Nacional da Folha de Patrocínio.
Informações adicionais sobre elegibilidade e funcionamento do Sistema Único de Saúde podem ser consultadas no site oficial do Ministério da Saúde.
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