Analfabetismo no Nordeste é o dobro da média do Brasil, mostra IBGE
A região concentra 4,8 milhões dos 8,4 milhões de analfabetos do país e tem a maior proporção de pobres, mesmo com a queda de 47,2% para 39,4% em um ano.

De cada 100 nordestinos com 15 anos ou mais, quase 11 não sabem ler nem escrever. O analfabetismo no Nordeste ficou em 10,6% em 2025, mais que o dobro da média brasileira, de 4,9%, segundo o módulo de educação da PNAD Contínua divulgado pelo IBGE. A região também tem a maior proporção de pessoas pobres do país.
Os números saem a três dias do 2º turno e falam da região onde o PT teve suas maiores votações nas últimas eleições presidenciais. Somados os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, o partido está no quinto mandato na Presidência. Os dados mostram queda nos dois indicadores nos últimos anos, mas o Nordeste continua atrás de todas as outras regiões.
Analfabetismo no Nordeste é o dobro da média nacional
Dos 8,4 milhões de brasileiros que não sabiam ler nem escrever em 2025, cerca de 4,8 milhões moravam nos nove estados do Nordeste, o equivalente a 57,4% do total do país. Na comparação entre regiões, o Norte aparece com 5,7%, o Centro-Oeste com 3,3%, o Sul com 2,4% e o Sudeste com 2,3%.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.A taxa nordestina caiu de 13,9% em 2016, primeiro ano da série, para 10,6% em 2025. No país, o índice ficou abaixo de 5% pela primeira vez, depois de marcar 5,3% em 2024 e 6,7% em 2016. O IBGE aponta que o problema se concentra nos mais velhos: pessoas com 60 anos ou mais são 58% dos analfabetos, e a taxa nessa faixa chega a 13,8%.
O Plano Nacional de Educação previa acabar com o analfabetismo no país até 2024. A meta não foi cumprida, e o Nordeste concentra mais da metade das pessoas que ainda não leem nem escrevem.

Pobreza recua, mas segue mais alta na região
Pela linha de US$ 6,85 por dia usada pelo IBGE na Síntese de Indicadores Sociais, a proporção de pobres no Nordeste caiu de 47,2% em 2023 para 39,4% em 2024, a maior redução entre as regiões no período. Ainda assim, é a taxa mais alta do país. No Brasil como um todo, a proporção de pobres passou de 27,3% para 23,1%, o menor nível da série iniciada em 2012. Cerca de 8,6 milhões de pessoas deixaram a pobreza entre um ano e outro.
O tema já apareceu na campanha. Em agosto, Lula questionou em discurso no Rio Grande do Norte por que a região continua mais pobre, como a Folha mostrou na matéria sobre Lula e a pobreza do Nordeste. Na campanha, os mesmos números servem para cobrar resultados das duas décadas de governos do PT e também para mostrar a queda recente dos índices.
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Em Patrocínio (MG), o Censo 2022 do IBGE registrou taxa de alfabetização de 94,83% entre as pessoas de 15 anos ou mais. Isso corresponde a um analfabetismo de cerca de 5,2%, abaixo da média de Minas Gerais no mesmo censo (5,8%) e da média nacional da época (7,0%). Os dados do Censo e os da PNAD Contínua usam metodologias diferentes e não devem ser comparados ano a ano.
O desempenho das escolas da cidade nas avaliações federais está no levantamento do Ideb de cada escola de Patrocínio.
Onde ver os dados
Os números de analfabetismo estão na divulgação do IBGE sobre a PNAD Contínua Educação, e os de pobreza, na Síntese de Indicadores Sociais. A votação do 2º turno é no domingo (25), e a Folha terá apuração em tempo real. As últimas pesquisas estão na página de pesquisas do 2º turno.
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