O filho de um casal morto em um acidente na BR-116 em Dom Cavati também não resistiu. Ele tinha sido socorrido com vida na tarde de segunda-feira (24), mas morreu no hospital, confirmou a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na manhã desta terça-feira (25).

Como aconteceu o acidente na BR-116 em Dom Cavati

A colisão frontal aconteceu por volta das 15h15 de segunda-feira, no km 475 da rodovia, entre um Volkswagen Fox preto e um caminhão. Segundo o motorista do caminhão contou à polícia, ele seguia em direção a Engenheiro Caldas quando viu o carro invadir a pista contrária. Disse ter tentado frear, mas não conseguiu evitar a batida.

No Fox estavam três pessoas da mesma família: um homem de 58 anos, uma mulher de 52 e o filho do casal, de 28, no banco de trás. A frente do carro ficou destruída.

Pais morreram no local, filho não resistiu

O homem e a mulher, pais do jovem, morreram ainda no local. Ficaram presos às ferragens, e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) precisou cortar as portas e rebater o teto do carro para retirar os corpos.

O filho foi socorrido com vida por uma equipe da concessionária que administra o trecho e encaminhado para atendimento médico. Segundo a Polícia Civil, não resistiu aos ferimentos. “O casal que estava no automóvel morreu no local. O filho foi socorrido com vida e encaminhado para atendimento médico, porém não resistiu aos ferimentos”, informou a corporação.

Nenhuma das três vítimas teve a identidade divulgada oficialmente.

Linha do tempo do acidente na BR-116 em Dom Cavati

  • Segunda-feira (24), por volta das 15h15: colisão frontal entre o Fox e o caminhão, no km 475 da BR-116.
  • Segunda-feira, minutos depois: CBMMG e equipe da concessionária chegam ao local. Os pais são encontrados sem vida, o filho é retirado com vida do carro.
  • Segunda-feira à noite: primeiros boletins de imprensa registram duas mortes confirmadas e um sobrevivente em estado grave.
  • Terça-feira (25), de manhã: a Polícia Civil confirma que o filho também morreu, elevando para três o total de vítimas do acidente na BR-116 em Dom Cavati.
Caminhão tombado e viatura policial em rodovia federal, imagem ilustrativa do acidente na BR-116 em Dom Cavati
Imagem de arquivo de atendimento policial a acidente em rodovia federal (sem relação com o caso de Dom Cavati). Foto: Paulo RS Menezes/Wikimedia Commons

O que aconteceu depois do acidente

O motorista do caminhão ficou no local e não se feriu. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) controlou o trânsito e registrou a ocorrência, enquanto a perícia técnica da Polícia Civil fez os primeiros levantamentos para tentar entender a dinâmica da colisão.

Os corpos das três vítimas foram levados ao Posto Médico-Legal (PML) de Caratinga, onde passaram por exames antes de serem liberados às famílias. A Polícia Civil informou que a investigação continua.

Onde fica Dom Cavati e o trecho do acidente

Dom Cavati é um município do Vale do Rio Doce, no Leste de Minas Gerais, a cerca de 350 km de Patrocínio. O km 475 da BR-116 corta um trecho de pista simples que liga cidades como Tarumirim, Engenheiro Caldas e Ipatinga.

A BR-116 está entre as rodovias federais com mais acidentes do país, e o trecho mineiro não foge à regra: na semana passada, a mesma estrada teve dois acidentes com ônibus em menos de duas horas, com três mortes, em outro ponto de Minas Gerais. A Folha de Patrocínio já cobriu outro acidente fatal na BR-116, em Teófilo Otoni, no mesmo trecho leste do estado. Especialistas em segurança viária apontam a duplicação de trechos de pista simples como uma das medidas mais eficazes contra colisões frontais como a de Dom Cavati.

Por que uma vítima socorrida com vida pode não resistir

Casos como o do filho do casal, socorrido com vida e levado ao hospital, mas que morre horas depois, não são raros em acidentes graves. Traumas internos, hemorragias e lesões na coluna ou no crânio às vezes só se revelam por completo depois que a vítima é retirada do veículo, mesmo quando o socorro inicial consegue estabilizá-la no local. É por isso que mortes assim, mesmo ocorrendo já dentro de um hospital, continuam entrando nas estatísticas como vítimas do mesmo acidente.