A corrida pelo governo de Minas Gerais em 2026 ganhou um novo ingrediente no debate político: o peso das redes sociais. Uma análise que circula na internet coloca o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como favorito da disputa por causa da presença digital que ele construiu junto ao eleitorado mais jovem, e não da força dos partidos.

A leitura é do estrategista político Gustavo Dias, mestre em Comunicação pela UFMG, que publicou o argumento em suas redes. Segundo ele, siglas como PT, PL, PSD e PSB estariam caminhando para “entregar de bandeja” a eleição ao insistirem em candidaturas desconectadas do ambiente digital. A Folha reproduz a análise como parte do debate eleitoral, sem endossá-la.

Eleito senador por Minas Gerais em 2022, Cleitinho Azevedo construiu sua imagem pública com forte presença em vídeos e redes sociais, estilo que o tornou conhecido em todo o país. É justamente essa marca que a análise coloca no centro da disputa de 2026, em contraste com nomes mais ligados à política tradicional.
Por que a análise aponta Cleitinho Azevedo como favorito
O ponto central do raciocínio é geracional. De acordo com a análise, cerca de 40% do eleitorado de 2026 será formado pelas gerações Z e millennial, pessoas nascidas a partir de 1990. Esse público, sustenta o estrategista, conhece a política menos pela televisão, pelos jornais ou pelas siglas, e mais pelo feed das redes sociais.
Nesse terreno, Cleitinho Azevedo levaria vantagem. Conhecido pelo boné com a frase “político é empregado do povo” e por uma comunicação direta, o senador acumula audiência e engajamento que, na avaliação, se converteriam em capital eleitoral difícil de enfrentar com estratégias tradicionais.
Os nomes citados e as ressalvas
A análise menciona figuras com trajetória consolidada na política mineira, como Vittorio Medioli, Jarbas Soares Jr., Mateus Simões e Patrus Ananias. O contraste proposto é entre biografia e história, de um lado, e audiência, presença e conexão digital, de outro.
O próprio autor faz ressalvas importantes, que a Folha destaca para o equilíbrio da informação: “pesquisa não é urna, seguidor não é voto e campanha cria fatos novos”. Em outras palavras, um favoritismo digital não garante resultado nas urnas, e o cenário pode mudar ao longo da campanha.
Vale lembrar que a disputa de 2026 ainda está em fase pré-eleitoral. Não há candidaturas oficializadas, alianças fechadas nem pesquisas eleitorais registradas que confirmem esse quadro. O que existe, por ora, é a movimentação dos partidos e a leitura de analistas sobre tendências.
O que está em jogo em Minas
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e costuma ter peso decisivo no cenário nacional. Por isso, a forma como os pré-candidatos se comunicam com o eleitor mais jovem tende a ganhar espaço nos próximos meses.
Para além do favoritismo apontado, o debate levantado pela análise toca em uma questão prática: campanhas que ignoram o ambiente digital podem perder relevância diante de um eleitorado que se informa cada vez mais pelo celular. Essa é a tese em discussão, e não um veredito.
É importante separar o que é fato do que é projeção. Fato é que o eleitorado está mais jovem e mais conectado. Projeção é dizer quem vencerá por causa disso. A própria análise reconhece esse limite, ao afirmar que Cleitinho Azevedo “não é imbatível” e que a campanha ainda pode criar fatos novos.
A Folha de Patrocínio acompanha o desenrolar da pré-campanha em Minas e seguirá informando, com equilíbrio, sobre os movimentos dos partidos e dos pré-candidatos rumo a 2026.
