Marcados para agosto, os planos do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) para o governo de Minas Gerais podem sair do papel bem antes do previsto. Segundo avaliação de aliados citada pelo portal O Fator, a candidatura de Cleitinho pode ser anunciada ainda em julho, empurrada por um ultimato do próprio partido e por problemas pessoais que vinham travando a decisão do senador.

O prazo do Republicanos para a candidatura de Cleitinho

O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, chegou a fixar o dia 19 de julho como data limite para Cleitinho bater o martelo sobre a candidatura de Cleitinho ao Palácio da Liberdade, prazo que coincidiu, por acaso, com a final da Copa do Mundo. O senador, no entanto, já vinha sinalizando que preferia esperar até o último dia possível: 5 de agosto, quando se encerram as convenções partidárias e vence o prazo da Justiça Eleitoral para o registro oficial de candidaturas.

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Para não depender só do sim de Cleitinho, o partido desenhou um plano alternativo, já confirmado pelo Republicanos em nota anterior: o ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios, Luís Eduardo Falcão, foi convidado para compor a chapa como vice. Caso Cleitinho recue, porém, é o próprio Falcão quem assume o posto de candidato ao governo pelo partido.

Cleitinho lidera pesquisas em Minas

O impasse chama atenção porque, nas pesquisas mais recentes do instituto Datatempo, Cleitinho aparece na liderança da corrida ao governo de Minas, com 27,7% das intenções de voto, à frente de nomes como o próprio governador Zema e outros pré-candidatos de oposição. É esse desempenho que dá força ao ultimato do Republicanos: para a legenda, faz pouco sentido abrir mão do nome mais bem posicionado nas pesquisas por indefinição pessoal, ainda que a saúde e a vida particular do senador sejam apontadas como parte do motivo da demora. Quanto mais a candidatura de Cleitinho demora a sair do papel, maior fica a pressão interna para que o Republicanos destrave logo o impasse e comece a organizar palanques pelo estado.

Candidatura de Cleitinho discursando no plenário do Senado
Cleitinho Azevedo durante discurso no Senado Federal. Crédito: Reprodução/Instagram @ofatoroficial

Quem é Cleitinho

Cleiton Gontijo de Azevedo, o Cleitinho, nasceu em Divinópolis em 1982 e construiu carreira como comerciante e músico antes da política. Passou por vereador e deputado estadual em Minas até se eleger senador em 2022, com 41,52% dos votos, superando nomes como o então titular da cadeira, Alexandre Silveira. No Senado, construiu identidade em torno de pautas como a crítica a privilégios da classe política e a defesa de direitos de consumidores e de animais, temas que ajudam a explicar por que seu nome desperta tanta expectativa entre os aliados no Republicanos.

O que muda com uma decisão antecipada

Antecipar o anúncio da candidatura de Cleitinho para julho, em vez de esperar até agosto, dá ao Republicanos mais tempo de fôlego para organizar palanques regionais e fechar alianças municipais antes do prazo eleitoral. A disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026 já reúne outros nomes de peso, incluindo o atual governador Romeu Zema (Novo), que soma histórico de embates políticos com o senador. Enquanto Cleitinho não confirma nada oficialmente, o Republicanos segue tratando o nome do senador como prioridade, mesmo com o prazo de 19 de julho já vencido sem resposta, segundo reportagem do O Tempo.

A definição, para o bem ou para o mal do calendário do partido, deve mesmo sair apenas quando Cleitinho decidir. Até lá, Minas Gerais segue sem saber se vai às urnas com o senador na disputa ao Palácio da Liberdade ou com o nome de Luís Eduardo Falcão à frente da chapa. De um jeito ou de outro, o desfecho da candidatura de Cleitinho deve ser um dos capítulos mais comentados da corrida ao governo mineiro em 2026.