Danilo de Castro é o vice de Mateus Simões (PSD) na chapa que vai disputar a reeleição ao governo de Minas Gerais. A federação formada por União Brasil e PP confirmou o nome do ex-secretário em nota oficial divulgada na noite de quarta-feira (5), horas depois de fechar apoio à candidatura do governador.

A nota também resolveu outra pendência da articulação: Marcelo Aro (PP), que havia rompido com Simões para tentar viabilizar a própria candidatura ao governo, vai disputar uma vaga no Senado em vez do Palácio Tiradentes.

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O que diz a nota oficial

Segundo o texto assinado pela federação, o acordo com Simões “amplia a base política do projeto e reforça a construção de uma frente voltada para a continuidade do desenvolvimento do estado”. A costura, antecipada dias antes pelo portal O Fator, foi fechada pelos presidentes estaduais das duas siglas e chancelada pelos presidentes nacionais, Antônio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP).

Com a indicação de Danilo de Castro, o vice de Mateus Simões passa a ser um nome de peso da própria federação: ex-secretário de Governo do Estado e ex-deputado federal, ele já vinha sendo cotado ao lado do ex-deputado Bilac Pinto nos primeiros dias da negociação, mas foi o escolhido final do bloco.

Aro isolado na disputa ao Senado

A definição também empurra Marcelo Aro para uma corrida mais disputada. Com o retorno à pré-candidatura ao Senado, ele passa a dividir o palanque justamente com o adversário que motivou o rompimento com Simões: o senador Carlos Viana, do PSD, que também tenta a reeleição na Casa. Um terceiro nome, Marco Antônio Costa, o Superman, do partido Novo, completa o trio de pré-candidaturas ao Senado que devem disputar o pleito de forma independente.

Aro e Viana carregam desavenças desde a época em que eram colegas de partido no extinto PHS, e foi essa rusga, mais do que a disputa pelo governo em si, que travou por dias a adesão de União Brasil e PP à chapa de Simões.

Do rompimento ao acordo, em uma semana

Até a semana passada, o cenário era outro. Aro havia comunicado a Simões a decisão de romper com o grupo governista e disse que passaria a trabalhar pela própria candidatura ao comando do Executivo mineiro. Sem Aro na federação, União Brasil e PP chegaram a se aproximar do Republicanos e avaliaram apoiar o senador Cleitinho Azevedo na disputa pelo governo, enquanto o parlamentar ainda estava indeciso sobre a própria candidatura.

O plano de apoiar Cleitinho perdeu força depois que o Republicanos descartou reconsiderar a retirada da candidatura do senador, mesmo diante de um apelo público dele por uma nova chance. Sem essa alternativa no radar, União Brasil e PP voltaram à mesa com o PSD nesta quarta-feira, resultando no acordo agora confirmado.

Novo também queria o vice de Mateus Simões

Antes da confirmação de Danilo de Castro, o partido Novo, legenda do ex-governador Romeu Zema, também disputava a vaga: chegou a apresentar dois nomes à disposição, a vereadora de Belo Horizonte Fernanda Altoé e o deputado federal Tiago Mitraud. Simões vinha repetindo que a palavra final sobre o vice caberia exclusivamente a Zema, que comanda o Novo em Minas e no país, mas o posto acabou ficando com a federação União Brasil-PP.

Com o acordo fechado, Simões amplia o tempo de TV e a estrutura partidária disponível para a campanha, ao mesmo tempo em que isola politicamente o Republicanos, que ficou sem o bloco União-PP na negociação com Cleitinho e viu o senador desistir da candidatura ao governo dias atrás. Falta agora ao PSD anunciar a chapa completa, com o vice de Mateus Simões e o restante da composição, antes da corrida de outubro.

vice de Mateus Simões: governador em coletiva de imprensa cercado por fotógrafos
Mateus Simões (PSD) concede entrevista a jornalistas em Belo Horizonte. Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG

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Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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