O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), confirmou nesta quinta-feira (30/07) a saída de Marcelo Aro (PP) da equipe do governo estadual. Aro havia deixado formalmente a Secretaria de Governo em março, mas continuava mantendo influência direta sobre a pasta, hoje sob comando de Castellar Neto (PP). O rompimento definitivo veio depois de uma reunião entre os dois nesta quinta-feira para tratar do fim da aliança.
A confirmação foi feita pelo próprio Simões em comunicado enviado à imprensa, no mesmo dia em que a notícia circulou amplamente nas redes sociais mineiras. Até agora, é o rompimento mais claro entre o governador e um ex-aliado que ele próprio chamou de “meu aluno”.


O que Simões disse sobre a saída de Marcelo Aro
Em nota, Mateus Simões relatou que foi o próprio Aro quem o procurou para comunicar o movimento. “O ex-secretário Marcelo Aro me comunicou hoje que está há algumas semanas negociando a candidatura dele ao governo do estado. Disse que eu deveria estar esperando isso, já que ele não estava satisfeito com a presença de Carlos Viana na minha chapa”, afirmou o governador.
Simões também comentou o desgaste pessoal da ruptura. “Eu digo que a decepção acaba perseguindo a gente na política porque a gente lida com gente de todos os tipos. Mas no caso dele, especificamente, que foi meu aluno, a decepção é um pouco maior, porque foi obrigado no governo durante quatro anos”, disse, em referência à passagem de Aro à frente da Secretaria de Governo.
Como Aro chegou a esse ponto de ruptura
Marcelo Aro deixou o comando da Secretaria de Governo em março deste ano para viabilizar uma pré-candidatura ao Senado, dentro da própria chapa de Simões, que tentará a reeleição ao governo de Minas em 2026. Mesmo fora do cargo formal, ele seguiu mantendo equipe e influência na pasta, hoje chefiada por Castellar Neto.
Nos bastidores, porém, o nome de Aro ganhou força para disputar o governo do estado, e não mais uma vaga ao Senado. Um dos fatores apontados é a insatisfação dele com a provável presença do senador Carlos Viana (PSD) na chapa de Simões, já que Viana também tentará a reeleição à Câmara Alta. Diante desse cenário, a relação entre os dois políticos se deteriorou até o desembarque anunciado nesta quinta-feira.
Repercussão da saída de Marcelo Aro do governo de Minas
A notícia repercutiu rapidamente entre apoiadores e críticos de ambos os lados nas redes sociais mineiras, com internautas dividindo opiniões sobre as chances eleitorais de Aro caso ele avance mesmo com uma candidatura própria ao governo do estado, fora da chapa de Simões. A disputa rumo às eleições de 2026 em Minas Gerais segue fragmentada, com outros nomes soltos no tabuleiro, entre eles os movimentos recentes em torno da candidatura do senador Cleitinho Azevedo.
Até a publicação desta matéria, Marcelo Aro não havia se pronunciado publicamente sobre a fala do governador.
Contexto: a trajetória de Marcelo Aro no governo de Minas
Marcelo Aro construiu carreira política como vereador e deputado federal antes de assumir a Secretaria de Governo de Minas Gerais na gestão de Mateus Simões, posto que ocupou por cerca de quatro anos, segundo o próprio governador. A pasta é uma das mais estratégicas do primeiro escalão estadual, responsável pela articulação política do governo com prefeituras, Assembleia Legislativa e demais partidos da base aliada.
Mesmo após deixar o cargo formalmente em março, Aro manteve influência direta sobre a equipe da secretaria, sinal do peso político que ainda tinha dentro do governo até a ruptura anunciada nesta quinta-feira. A saída de Marcelo Aro deixa em aberto quem assume, de fato, a articulação política do Palácio da Liberdade a partir de agora.
A Folha de Patrocínio segue cobrindo os principais movimentos da política estadual que afetam diretamente o cenário eleitoral de 2026 em Minas Gerais, incluindo os desdobramentos da corrida ao governo do estado. Mais informações sobre a nota oficial podem ser conferidas na cobertura do jornal O Tempo, que teve acesso à primeira publicação do caso.
Enquete: avalie a gestão do prefeito de Patrocínio

A Folha de Patrocínio quer ouvir você: como está sendo, na sua avaliação, este 1 ano e 6 meses de gestão do prefeito Gustavo Brasileiro à frente da Prefeitura de Patrocínio? Vote na enquete abaixo.
