A pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostra o governo de Minas Gerais em aberto agora que o senador Cleitinho está fora da corrida pelo Republicanos. Levantamento encomendado pelo Genial/Quaest ouviu 1.482 eleitores em 69 municípios mineiros entre os dias 22 e 26 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e 95% de confiança. Sem o senador na disputa, o pelotão de cabeça aparece embolado, e a maior parte do eleitorado segue sem definição de voto.

Pesquisa Quaest mostra empate técnico na liderança

O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) aparece na frente com 15% das intenções de voto, seguido pelo ex-ministro Patrus Ananias (PT), com 13%, e pelo atual governador Mateus Simões (PSD), com 9%. Pela margem de erro do instituto, os três estão tecnicamente empatados na liderança, o que deixa a corrida sem um favorito claro a três semanas do fim do prazo para convenções partidárias. Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, aparece logo atrás com 6%, dentro da margem de erro em relação a Simões.

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A pesquisa Quaest testou dois cenários distintos, variando apenas o nome do PL: um com o empresário Flávio Roscoe, presidente licenciado da Fiemg, que pontuou 4%, e outro com o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli, com 3%. Os demais nomes testados somaram pouco: Ben Mendes (Missão) marcou 2%, Maria da Consolação (PSOL) ficou com 1%, e Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB), incluídos apenas no cenário com Roscoe, não pontuaram.

Mateus Simões, um dos nomes à frente na pesquisa Quaest ao governo de Minas, durante entrevista coletiva
O governador Mateus Simões (PSD) aparece com 9% na pesquisa Quaest, tecnicamente empatado com Kalil e Patrus Ananias. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado.

Metade do eleitorado ainda não decidiu o voto

O dado que mais chama atenção na pesquisa Quaest é o tamanho da indecisão: entre 50% e 51% dos entrevistados aparecem como indecisos, brancos, nulos ou dizem que vão se abster, dependendo do cenário considerado. É um patamar alto mesmo para uma eleição ainda distante, e reforça que nenhum dos nomes testados conseguiu, até aqui, se firmar como opção natural do eleitorado mineiro diante da ausência de Cleitinho.

Parte dessa indefinição tem relação direta com o próprio imbróglio do Republicanos. Cleitinho liderava pesquisas anteriores com folga, e a confirmação de que o partido não vai lançá-lo como candidato tirou do tabuleiro o nome que concentrava a maior fatia de intenções de voto. Sem ele, o eleitorado se divide entre nomes que, fora de suas bases regionais, ainda são pouco conhecidos.

PL ainda negocia entre Roscoe e Medioli

A divisão do cenário em duas versões mostra que o PL segue sem fechar quem vai representar o partido na disputa. Roscoe é apontado como preferência de setores ligados a Flávio Bolsonaro, enquanto Medioli mantém base própria construída à frente da prefeitura de Betim. A diferença de desempenho entre os dois nomes na pesquisa Quaest, de 4% contra 3%, está dentro da margem de erro, o que na prática configura um empate e deixa a decisão em aberto até a convenção estadual da sigla.

O prazo para as convenções partidárias em Minas Gerais segue valendo até 5 de agosto, conforme o calendário eleitoral divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral, com registro de candidaturas possível até 15 de agosto. Isso significa que tanto o PL quanto o próprio Republicanos ainda têm poucos dias para formalizar seus nomes ao governo do estado.

O que muda para o Alto Paranaíba

Para o eleitorado de Patrocínio e da região do Alto Paranaíba, o resultado da pesquisa Quaest reforça um cenário de indefinição que já vinha se desenhando desde a nota do Republicanos sobre Cleitinho. Nenhum dos nomes testados tem, até agora, uma base consolidada na região, o que deve manter as atenções locais voltadas para os desdobramentos das convenções partidárias nas próximas semanas, incluindo o desfecho da candidatura de vice ligada a Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito da vizinha Patos de Minas.

Até a divulgação da pesquisa Quaest, nenhum dos partidos citados havia atualizado oficialmente sua posição sobre o nome definitivo ao governo de Minas. A Folha de Patrocínio segue acompanhando os próximos capítulos da disputa na editoria de Política, incluindo a novela em torno da candidatura de Cleitinho.


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Retrato oficial do prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro
Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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