Flávio na Globo diz que Moraes virou “articulador político do Lula” e defende o STF
O candidato citou a Lei do Impeachment contra Moraes, disse que Kassio Nunes Marques também está "abaixo da lei" e quer tirar do STF o julgamento de parlamentares.

Na entrevista de Flávio na Globo, ao vivo na noite de sexta-feira (16), o candidato do PL a presidente separou o ministro Alexandre de Moraes do resto do Judiciário. “A magistratura toda, Renata, não é Alexandre de Moraes”, disse Flávio Bolsonaro à jornalista Renata Lo Prete, logo depois do Jornal Nacional. Ele voltou a atacar o ministro e, no mesmo bloco de perguntas, disse que o Supremo Tribunal Federal precisa ser protegido como instituição.
A entrevista, feita nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, faz parte da série com os dois candidatos do segundo turno. Lula (PT) foi entrevistado pela emissora na quinta-feira (15), quando falou de Trump e do acordo comercial com os Estados Unidos. A votação é no domingo, 25 de outubro, e a Folha reúne as datas dos confrontos na página dos debates do segundo turno.
O que Flávio na Globo disse sobre Moraes
Perguntado sobre a reforma do Judiciário, Flávio disse que o ministro “virou o articulador político do Lula em Brasília” e acusou Moraes de interferir em assuntos demais e de perseguir adversários do governo. Ele defende que o ministro seja investigado e responda a um processo de impeachment. A entrevistadora lembrou essa posição e ligou o caso às relações de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Para justificar o pedido de impeachment, o candidato citou a Lei 1.079, de 1950, que define os crimes de responsabilidade e o rito para afastar ministros do Supremo. Pela lei, o pedido é julgado pelo Senado, Casa em que Flávio cumpre mandato. “Qualquer pessoa, qualquer ministro do Supremo que infrinja a lei tem que obviamente responder por isso”, afirmou.

“Proteger a instituição”: a outra metade da resposta
No mesmo bloco, Flávio defendeu a reforma do Judiciário como um jeito de recuperar a credibilidade das instituições. “Do jeito que está hoje, de fato, nós temos que proteger a instituição Supremo Tribunal Federal”, disse.
Lo Prete também perguntou sobre o ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro. Flávio respondeu que “todo mundo tem que estar abaixo da lei”, e disse que qualquer ministro deve ser investigado se houver indício.
As propostas para o Judiciário estão no plano de governo que a chapa registrou no Tribunal Superior Eleitoral. Entre elas, tirar do STF o julgamento criminal de deputados e senadores, reduzir o peso das decisões individuais de ministros e restringir a atuação de parentes de integrantes da Corte em processos que chegam ao tribunal. Flávio disse ainda que o Judiciário também vai ter de cortar privilégios, dentro de um corte de penduricalhos nos três Poderes que ele estima em R$ 24 bilhões por ano.
Alpha for MenA mesma disputa já apareceu do lado de Lula
O Supremo virou tema dos dois lados na reta final. No começo do mês, Lula disse, em entrevista a um podcast, que o STF tomou decisões políticas e defendeu mandato fixo para os ministros, como a Folha mostrou em Lula no Flow. Flávio, por sua vez, tem relação direta com decisões de Moraes: foi o ministro quem autorizou as visitas do senador a Jair Bolsonaro, com a proibição de uso eleitoral dos encontros.
Nenhum dos dois candidatos pode mudar sozinho a composição ou as regras do Supremo. Mudar o foro de parlamentares depende de emenda à Constituição, com três quintos dos votos na Câmara e no Senado, em dois turnos, e limitar decisões individuais de ministros também passa pelo Congresso. Já o pedido de impeachment de um ministro não passa pela Câmara: a lei manda direto ao Senado.
O que vem antes do dia 25
Os dois candidatos voltam a se encontrar no debate da Band, no domingo (18), às 20h, e no debate da Globo, na sexta-feira (23). Os números mais recentes estão na página de pesquisas do segundo turno, e o resultado da votação sai na apuração em tempo real da Folha.
Em Patrocínio, Flávio teve 61,18% dos votos válidos no primeiro turno, contra 30,44% de Lula, segundo o TSE. Outras notícias da campanha estão na editoria de Política.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






