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Nacional

Onde a terceira via pesou mais no 1º turno? Goiás lidera com 15,34%

A terceira via somou 7,81% dos votos válidos para presidente no 1º turno, ou 9,3 milhões de votos. Goiás teve 15,34%, Patrocínio 8,39% e Alagoas 4,82%, segundo o TSE.

Sede do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília, órgão que apura os votos do 1º turno (foto: TSE, domínio público)
Sede do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília, órgão que apura os votos do 1º turno (foto: TSE, domínio público)

A terceira via somou 7,81% dos votos válidos para presidente no 1º turno, o equivalente a 9.316.747 votos no país, e pesou mais em Goiás, onde chegou a 15,34%, do que em qualquer outro estado. Em Patrocínio (MG), os votos que não foram para Flávio Bolsonaro nem para Lula chegaram a 8,39%, um pouco acima da média nacional. Os números são da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a eleição de 4 de outubro, com 100% das seções apuradas.

Chamamos de terceira via, neste levantamento, todos os candidatos a presidente que não são Flávio nem Lula. No país, Augusto Cury teve 2,89%, Renan Santos 2,24%, Ronaldo Caiado 2,18% e Zema 0,27%. Os outros seis candidatos somam cerca de 0,2%. Flávio fechou o 1º turno com 47,03% e Lula com 45,16%, uma diferença de 2.224.965 votos.

Terceira via por estado: onde pesou mais

A tabela mostra os estados com a maior fatia de votos fora da disputa direta, mais Minas Gerais, Patrocínio, o Brasil e o estado com a menor fatia. O percentual é sobre os votos válidos para presidente em cada lugar.

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LugarTerceira via (% dos votos válidos)
Goiás15,34%
Distrito Federal10,58%
São Paulo9,87%
Paraná8,89%
Minas Gerais8,43%
Patrocínio (MG)8,39%
Brasil7,81%
Alagoas4,82%

O resultado de Goiás tem explicação direta nos números: Ronaldo Caiado, que é do estado, teve 12,33% dos votos válidos lá, contra 2,18% no Brasil. No Distrito Federal, Caiado teve 4,80%, Renan Santos 2,64% e Augusto Cury 2,59%. Em São Paulo, Cury teve 3,59% e Renan 3,23%. No Paraná, Cury teve 3,11% e Renan 2,69%.

Na ponta de baixo da lista, Alagoas teve 4,82%, a menor fatia entre os 27 estados. Os votos do exterior, que não entram na tabela por não formarem um estado, tiveram 8,94% para a terceira via.

Ordem de grandeza: quanto pesa essa fatia

Os 9,3 milhões de votos da terceira via são mais de quatro vezes a diferença entre Flávio e Lula no 1º turno, de 2,2 milhões. A comparação é só uma ordem de grandeza, e a Folha não faz previsão: ela mostra o tamanho do grupo de eleitores cujo voto no 2º turno, em 25 de outubro, ainda não está definido pelo resultado do 1º.

Esse eleitor não vota em bloco. Cada candidato teve um perfil de eleitor diferente, e o voto do 1º turno não diz para quem o eleitor vai no 2º, nem se ele vai comparecer. Há também os votos em branco e nulos, que ficam fora da conta dos votos válidos. As pesquisas registradas no TSE perguntam diretamente a esse eleitor, e a Folha tem mostrado os resultados em Flávio e Lula por região, com data, instituto e margem de erro.

O que impede uma leitura direta

O percentual da terceira via depende de quantos candidatos disputaram em cada lugar e de quem é o candidato local. Goiás destoa em boa parte porque Caiado é goiano. A soma também junta candidatos de campos diferentes, e por isso não permite dizer que a fatia pertence a um lado ou a outro. Os números descrevem o 1º turno e nada mais.

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Para ver como os dois candidatos do 2º turno foram em cada estado, a Folha publicou Estados do primeiro turno, e o recorte de Minas está em Maiores cidades de Minas.

Patrocínio e a região no recorte da terceira via

Em Patrocínio, Flávio teve 61,18% dos votos válidos e Lula 30,44%. Os 8,39% restantes foram para os demais candidatos, e Augusto Cury, com 3,60%, foi o terceiro mais votado na cidade. São 4.251 votos entre os 50.686 válidos do município. A votação completa da cidade está em Votos no Alto Paranaíba.

Na região, a fatia da terceira via ficou assim, calculada sobre os votos válidos de cada município: Araxá 11,53%, Patos de Minas 8,59%, Patrocínio 8,39%, Monte Carmelo 7,90%, Coromandel 7,77%, Carmo do Paranaíba 6,44% e Serra do Salitre 5,56%. Araxá e Patos de Minas ficaram acima da média de Minas Gerais, de 8,43%, e só Araxá passou de 10%.

O 2º turno será em 25 de outubro, das 8h às 17h, e Patrocínio tem 65.612 eleitores aptos, dos quais 81,28% compareceram em 4 de outubro.


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Retrato oficial do prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro
Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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