A assistência social em Patrocínio atendeu 45.628 famílias nos CRAS, CREAS e na secretaria municipal, distribuiu 3.421 cestas básicas e realizou 5.557 visitas domiciliares no período de 2025 a 2026, segundo o balanço de prestação de contas divulgado pela Prefeitura.

É o capítulo mais curto do documento, com duas páginas, mas concentra os números de maior alcance populacional de toda a publicação. O total de famílias atendidas supera a soma de moradores de vários bairros da cidade.

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Distribuição de cestas básicas pela assistência social em Patrocínio
Entrega de benefícios eventuais a famílias atendidas pela rede socioassistencial. Foto: Prefeitura de Patrocínio / Divulgação

O que dizem os números da rede socioassistencial

Além das 45.628 famílias atendidas, o balanço registra 5.215 famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. As 3.421 cestas básicas foram distribuídas por meio dos chamados benefícios eventuais, modalidade prevista na Lei Orgânica da Assistência Social para situações de vulnerabilidade temporária.

No Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, foram atendidos 765 crianças e adolescentes e 268 adultos e idosos. O município também contabiliza 1.420 abordagens sociais, procedimento voltado a pessoas em situação de rua.

As 5.557 visitas domiciliares são o indicador que mede a busca ativa da equipe, ou seja, quando o serviço vai até a família em vez de esperar que ela procure o equipamento público.

Fome Zero e o fortalecimento dos equipamentos

Entre as ações listadas está o Programa Fome Zero, apresentado no balanço sem detalhamento de escopo ou público atendido. A gestão também cita o fortalecimento dos serviços do CRAS, do CASI e do CREAS.

Vale explicar a diferença entre esses equipamentos, já que eles aparecem juntos no documento. O CRAS trabalha com proteção social básica, atendendo famílias em situação de vulnerabilidade antes que o vínculo se rompa. O CREAS entra quando já houve violação de direitos, como violência doméstica, abuso ou trabalho infantil. O CASI é a unidade de acolhimento institucional, destinada a pessoas que precisam de abrigo temporário. Saber a diferença entre eles evita que o morador percorra o equipamento errado e perca tempo em uma situação que costuma ser urgente.

Vale registrar a escala desses números em relação à cidade. Patrocínio tem pouco mais de 90 mil habitantes, segundo as estimativas mais recentes do IBGE. As 45.628 famílias atendidas não correspondem a 45.628 domicílios distintos, já que uma mesma família pode ser contabilizada em mais de um atendimento ao longo do período. Ainda assim, o volume mostra que a rede socioassistencial opera como porta de entrada frequente para serviços públicos na cidade.

Onde buscar atendimento

Moradores que precisam de atendimento socioassistencial devem procurar o CRAS de referência do próprio bairro. O cadastro no CadÚnico, porta de entrada para o Bolsa Família e outros programas federais, também é feito nesses equipamentos.

Situações que envolvem violação de direitos, incluindo violência contra criança, adolescente, idoso ou mulher, devem ser encaminhadas ao CREAS. Casos de emergência contam com os canais nacionais: Disque 100 para violações de direitos humanos e Central de Atendimento à Mulher no número 180. As duas centrais funcionam 24 horas, são gratuitas e aceitam denúncia anônima.

O que o balanço da assistência social em Patrocínio não mostra

O documento não informa quantos equipamentos CRAS o município mantém, sua distribuição pelos bairros nem o número de profissionais na rede. Também não há dado sobre a fila de espera para atendimento ou o tempo médio entre a solicitação e o primeiro contato.

Outro ponto ausente é o orçamento executado pela pasta no período, informação que permitiria comparar o investimento em assistência social com o de outras áreas da administração. Esses dados costumam estar disponíveis nos relatórios do Conselho Municipal de Assistência Social e no portal da transparência.

A publicação completa está no site oficial da Prefeitura de Patrocínio. A Folha acompanha pautas sociais da cidade na editoria de Cidade.