# WSJ e Washington Post criticam o STF no caso Flávio; Chiquini fala em “vergonha”

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- Published: 2026-10-30T15:55:36-03:00
- Author: Caio Menezes

Dois dos jornais mais influentes dos Estados Unidos criticaram o Supremo Tribunal
Federal (STF) e o governo Lula no caso de Flávio Bolsonaro (PL). WSJ e Washington
Post publicaram editoriais na quarta-feira (28), dia em que o senador chegou a Miami,
depois de deixar o Brasil mesmo com a ordem de entregar o passaporte. Editorial 
é o texto que expressa a opinião do próprio jornal, e não de um colunista.

O tema virou vídeo do deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo-PR), que chamou
os editoriais de “vergonha” para o país. Até a publicação desta matéria, nem o STF
nem o governo federal tinham se manifestado sobre os dois textos.

Table of Contents

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 * [O que dizem os editoriais do WSJ e Washington Post](https://folhadepatrocinio.com/noticias/wsj-e-washington-post/#O_que_dizem_os_editoriais_do_WSJ_e_Washington_Post)
 * [A opinião de Chiquini](https://folhadepatrocinio.com/noticias/wsj-e-washington-post/#A_opiniao_de_Chiquini)
 * [O que se sabe sobre o caso Flávio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/wsj-e-washington-post/#O_que_se_sabe_sobre_o_caso_Flavio)

## O que dizem os editoriais do WSJ e Washington Post

O Wall Street Journal deu ao editorial o título “To Brazil’s Victor Goes Political
Revenge”, algo como “ao vencedor no Brasil, a vingança política”. O jornal acusa
o governo Lula de perseguir o adversário derrotado e afirma que Flávio não foi formalmente
acusado de nenhum crime, mas tem motivos para temer um julgamento injusto se for
denunciado. Segundo o texto, a decisão de processar cabe ao procurador-geral da 
República, mas o ministro Alexandre de Moraes costuma ampliar a própria jurisdição
quando lhe convém.

O WSJ também chama de tendenciosa a votação que condenou Jair Bolsonaro, elogia 
o voto do ministro Luiz Fux pela absolvição e vê nos vistos americanos dados a Flávio
e à família uma oferta justificável de proteção política. O editorial termina dizendo
que não está claro se o Brasil vai conseguir preservar o Estado de Direito.

O Washington Post publicou “When judges become prosecutors”, ou “quando juízes se
tornam promotores”. Para o jornal, os ministros do STF passaram a atuar ao mesmo
tempo como investigadores, acusadores e julgadores. O texto cita a decisão de Moraes
que proibiu Flávio de deixar o país e critica a ordem do ministro Flávio Dino para
que a Polícia Federal investigue supostos contatos entre a campanha do senador e
a Rockbridge Network, grupo cofundado pelo vice-presidente americano J.D. Vance.

O Post, porém, não absolve o senador. Afirma que a saída do país não prova inocência
e que Flávio “deveria estar se preparando para liderar a oposição, em vez de se 
instalar no sul da Flórida”.

Trecho do vídeo em que Jeffrey Chiquini comenta os editoriais. As avaliações são
do deputado eleito. Vídeo: Jeffrey Chiquini

## A opinião de Chiquini

Chiquini gravou o vídeo num aeroporto, antes de embarcar numa viagem com outros 
parlamentares. Advogado criminalista, ele disse que os dois jornais afirmam, na 
prática, que o Supremo virou “um braço político que persegue opositores”. As avaliações
são dele.

O deputado eleito também questionou a pressa no caso do passaporte. Lembrou que 
o pedido da Polícia Federal saiu minutos depois do resultado da eleição e que, na
manhã seguinte, já havia uma decisão de ministro do STF mandando apreender o documento.“
Alguém acha isso verdadeiramente normal?”, perguntou. Para ele, muitos investigados
no país viajam com o passaporte em mãos enquanto o inquérito corre.

Chiquini já tinha gravado outro vídeo nesta semana, em que avisou que [não vai apoiar Alcolumbre nem Hugo Motta](https://folhadepatrocinio.com/noticias/jeffrey-chiquini-alcolumbre-motta/)
nas eleições do Senado e da Câmara.

![Deputado eleito Jeffrey Chiquini comenta os editoriais do WSJ e Washington Post](
https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/10/wsj-e-washington-post-2.
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Jeffrey Chiquini (Novo-PR) gravou o comentário num aeroporto, antes de embarcar 
numa viagem com outros parlamentares. Imagem: Reprodução

## O que se sabe sobre o caso Flávio

Flávio perdeu o 2º turno para Lula, que teve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21%
do senador. A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte dele sete minutos 
depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamar o resultado, na noite de
25 de outubro, e Moraes autorizou o pedido. O senador é investigado por lavagem 
de dinheiro e nega irregularidades.

Mesmo com a proibição, Flávio saiu do país e chegou aos Estados Unidos com a família,
onde [Donald Trump disse que não vai se envolver](https://folhadepatrocinio.com/noticias/trump-e-flavio-bolsonaro/)
no caso da carta divulgada pelo senador. Na mesma semana, o WSJ e o Financial Times
também [cobraram de Lula um plano para o déficit](https://folhadepatrocinio.com/noticias/lula-na-imprensa-estrangeira/).

Os editoriais podem ser lidos nos sites do [Wall Street Journal](https://www.wsj.com/)
e do Washington Post, que exigem assinatura. A Folha vai atualizar esta matéria 
se o STF, Moraes ou o governo responderem às críticas.
