# Split payment em 2027: Pix e TED devem separar o imposto em agosto e boleto em outubro, mas o ato oficial ainda não saiu

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- Published: 2026-10-28T21:50:39-03:00
- Author: Caio Menezes

O split payment em 2027 já tem um calendário previsto. Pelo cronograma que circula
entre quem desenvolve a ferramenta, a separação automática do imposto no momento
do pagamento fica disponível para todas as empresas em 2 de agosto de 2027 no Pix
com chave, no Pix com QR Code estático, na TED e na TEF. Em 4 de outubro de 2027
entram o boleto e o Pix com QR Code dinâmico e automático. A Receita Federal e o
Comitê Gestor do IBS ainda não publicaram ato oficial com essas datas, e o calendário
pode mudar.

O que a Receita confirmou é a fase anterior: desde 15 de outubro de 2026 a plataforma
está em testes com instituições de pagamento, em ambiente controlado, sem recolher
imposto de verdade.

Table of Contents

 [Toggle](https://folhadepatrocinio.com/noticias/split-payment-em-2027/#)

 * [O que é o split payment](https://folhadepatrocinio.com/noticias/split-payment-em-2027/#O_que_e_o_split_payment)
 * [O calendário previsto para o split payment em 2027](https://folhadepatrocinio.com/noticias/split-payment-em-2027/#O_calendario_previsto_para_o_split_payment_em_2027)
 * [O que já está em teste](https://folhadepatrocinio.com/noticias/split-payment-em-2027/#O_que_ja_esta_em_teste)
 * [Quem sente mais no caixa](https://folhadepatrocinio.com/noticias/split-payment-em-2027/#Quem_sente_mais_no_caixa)

## O que é o split payment

O split payment é a forma de recolher os dois tributos novos da reforma tributária,
a CBS, federal, e o IBS, de estados e municípios, prevista na Lei Complementar 214/
2025. Quando uma empresa paga outra, a instituição financeira separa a parte do 
imposto e manda direto para o governo. Só o valor líquido cai na conta de quem vendeu.

Hoje o caminho é outro. A empresa recebe o valor cheio, fica com o dinheiro do imposto
até o vencimento da guia e só depois paga. Com o split payment, essa sobra de caixa
desaparece, porque o tributo sai no ato da venda. Os créditos das compras continuam
abatendo o imposto devido.

![Edifício sede do Banco Central, responsável pelo Pix, que terá split payment em
2027](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/10/split-payment-em-
2027-2.webp)

Sede do Banco Central, em Brasília. O Pix com chave é um dos primeiros meios previstos
no split payment. Foto: Senado Federal (CC BY 2.0)

## O calendário previsto para o split payment em 2027

Antes da liberação geral, o cronograma prevê três etapas de piloto, com um grupo
pequeno de empresas. Em 1º de março de 2027 começa a TEF entre contas da mesma instituição.
Em 3 de maio entram a TED, o Pix com chave e o Pix com QR Code estático. Em 1º de
julho chegam o boleto e o Pix com QR Code dinâmico ou automático.

Depois vêm as duas datas de abertura para todas as empresas, 2 de agosto e 4 de 
outubro. Nos primeiros anos o uso deve ser opcional. A obrigatoriedade nas vendas
entre empresas está prevista para até dois anos depois do lançamento de cada meio
de pagamento.

Algumas coisas ficam de fora, pelo menos no começo. O sistema vale só para operações
entre empresas que emitem nota com os tributos novos, e a venda ao consumidor final
não tem previsão. Cartão de crédito e de débito não entram na estrutura inicial.
As datas ainda dependem da Receita, do Serpro, do Comitê Gestor e das instituições
de pagamento ficarem prontos a tempo.

## O que já está em teste

A fase técnica começou em 15 de outubro com cerca de cinco empresas, segundo os 
relatos, e a ideia é chegar a perto de 20 até o fim do ano. Pelas regras divulgadas
pela Receita, os testes não processam nenhuma transação de forma definitiva e as
instituições participantes não sofrem penalidade. Os fluxos testados incluem Pix,
boleto, TED e TEF. As inscrições das demais instituições de pagamento abrem em 16
de novembro, como explica o [comitê dos secretários estaduais de Fazenda](https://comsefaz.org.br/novo/split-payment-entra-em-fase-de-testes-a-partir-de-15-de-outubro-saiba-o-que-muda/).

## Quem sente mais no caixa

O impacto maior deve ser em quem vende a outras empresas, recebe à vista ou em prazo
curto e tem poucos créditos de compras para abater. Prestadores de serviço, em que
a folha de pagamento é o principal custo, estão nesse grupo, porque salário não 
gera crédito. Para essas empresas, o dinheiro que hoje gira algumas semanas no caixa
vai embora na hora do pagamento, e o preço e o capital de giro precisam ser revistos
antes de a ferramenta ficar obrigatória.

A reforma muda outras contas em 2027. A Folha já mostrou [quanto sobe o ICMS dos combustíveis no ano que vem](https://folhadepatrocinio.com/noticias/icms-sobre-combustiveis-em-2027/),
como as [compras internacionais de até US$ 50 podem ter CBS](https://folhadepatrocinio.com/noticias/taxa-das-blusinhas-cbs-2027/)
e como funciona o [cashback da CBS que já está na lei](https://folhadepatrocinio.com/noticias/vira-pix/).
Em Patrocínio, os efeitos da reforma no agronegócio foram tema de um [painel realizado na cidade](https://folhadepatrocinio.com/noticias/reforma-tributaria-no-agro/)
em agosto.

Esta reportagem será atualizada quando a Receita Federal e o Comitê Gestor publicarem
o ato com o calendário oficial.
