# Sala-cofre de Willer Tomaz: advogado abre o local achado pela PF e acusa a Globo de campanha

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- Published: 2026-10-22T17:14:59-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

O advogado e empresário Willer Tomaz publicou nesta quarta-feira (22) um vídeo em
que mostra a sala-cofre encontrada pela Polícia Federal num hangar do Aeroporto 
Internacional de Brasília. Ele diz que a sala de Willer Tomaz serve a transportadoras
de valores, nega qualquer irregularidade e acusa a TV Globo de fazer campanha ao
levar o caso ao Jornal Nacional a quatro dias do 2º turno.

A reportagem foi ao ar na terça-feira (21) e informou que a PF suspeita que o espaço
era usado para guardar dinheiro vivo. Willer é apontado nas reportagens como amigo
do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência no 2º turno contra Lula(
PT). No vídeo, o advogado diz que Flávio não tem relação com a empresa de táxi aéreo
nem com as transportadoras.

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 * [O que a PF encontrou na sala-cofre de Willer Tomaz](https://folhadepatrocinio.com/noticias/sala-cofre-de-willer-tomaz/#O_que_a_PF_encontrou_na_sala-cofre_de_Willer_Tomaz)
 * [A versão do advogado](https://folhadepatrocinio.com/noticias/sala-cofre-de-willer-tomaz/#A_versao_do_advogado)
 * [Acusação de campanha contra a Globo](https://folhadepatrocinio.com/noticias/sala-cofre-de-willer-tomaz/#Acusacao_de_campanha_contra_a_Globo)
 * [Reta final da eleição](https://folhadepatrocinio.com/noticias/sala-cofre-de-willer-tomaz/#Reta_final_da_eleicao)

## O que a PF encontrou na sala-cofre de Willer Tomaz

Segundo as reportagens publicadas desde terça, a sala foi encontrada em agosto, 
quando agentes cumpriam mandados de busca da Operação Sem Desconto no aeroporto 
da capital federal. A PF teria chegado ao local depois de uma denúncia anônima sobre
uma “parede falsa” no hangar, usado por empresas de aviação ligadas ao advogado.
A entrada, aparentemente blindada, ficava atrás de um painel de madeira que imitava
uma parede.

Lá dentro, de acordo com o relatório da PF citado na imprensa, não havia dinheiro.
Os policiais acharam malas vazias, uma máquina de contar cédulas e uma estrutura
gradeada e dividida em compartimentos, que o relatório descreve como típica de ambiente
destinado à custódia de valores. A suspeita dos investigadores é que o local possa
ter servido para movimentar dinheiro vivo transportado em aviões particulares. Nenhuma
acusação formal contra Willer por causa da sala foi divulgada até agora.

A Operação Sem Desconto foi deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-
Geral da União em abril de 2025 para apurar descontos não autorizados em aposentadorias
e pensões do INSS. Segundo a [CGU](https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/noticias/2025/04/fraude-no-inss-aposentados-e-pensionistas-tiveram-quase-r-6-3-bi-em-descontos-sem-autorizacao),
as entidades investigadas podem ter descontado cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados
e pensionistas entre 2019 e 2024. A investigação já teve outras fases, a mais recente
em maio de 2026.

![Porta blindada da sala-cofre de Willer Tomaz no hangar do Aeroporto de Brasília](
https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/10/sala-cofre-de-willer-tomaz-
2.webp)

Porta blindada da sala no hangar do Aeroporto de Brasília, mostrada por Willer Tomaz
no vídeo. Imagem: reprodução

## A versão do advogado

No vídeo, Willer diz que a sala fica no hangar de uma empresa de táxi aéreo da qual
é sócio e que existe porque a empresa presta serviço a transportadoras de valores,“
algumas das maiores do país”, com contrato. Ele mostra trechos de contratos com 
os nomes tarjados, segundo ele por segurança, e trechos da lei que regula a segurança
privada e o transporte de valores.

Segundo ele, transportadora de valores leva dinheiro e objetos de valor, faz uma
atividade “legal, regulada, fiscalizada” e precisa de um lugar seguro antes e depois
do deslocamento. Ele mostra a porta blindada, a grade e a máquina de contar cédulas,
e diz que a própria reportagem registra que a PF não achou dinheiro no local. “O
relatório diz que a estrutura é compatível com custódia de valores. Exatamente, 
é pra isso que ela serve”, diz.

## Acusação de campanha contra a Globo

O ataque mais duro do vídeo vai para a emissora. Willer lembra que a PF esteve no
hangar em agosto e que a reportagem só foi ao ar em outubro, a quatro dias do 2º
turno, com o nome de Flávio no meio. “Sem o nome dele não teria reportagem”, afirma.
Para o advogado, o caso foi montado com palavras como “suspeita”, “seria compatível”
e “pode ter sido”. “Isso não é investigação, isso é campanha. Eu respondo com documentos”,
diz.

Até a publicação desta matéria, a Globo não havia comentado o vídeo, e a PF não 
divulgou nova informação sobre o caso. A Folha vai atualizar o texto se houver resposta.

## Reta final da eleição

O caso chega na última semana de campanha, que também teve a disputa sobre os [sigilos de Lula e Flávio no TSE](https://folhadepatrocinio.com/noticias/sigilos-no-tse/).
A votação do 2º turno é no domingo (25). Os números mais recentes estão na página
de [pesquisas do 2º turno](https://folhadepatrocinio.com/noticias/pesquisas-do-segundo-turno/),
e a Folha terá [apuração em tempo real](https://folhadepatrocinio.com/noticias/apuracao-em-tempo-real/),
com o resultado de Patrocínio (MG) por escola.
