# Greyce Elias assina pedido para ministro explicar relatório apócrifo

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- Published: 2026-09-10T10:58:29-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

A deputada federal Greyce Elias (PL-MG), nascida em Patrocínio, é uma das 38 assinaturas
de um requerimento que tenta levar o ministro da Justiça ao plenário da Câmara para
explicar o relatório apócrifo atribuído à Polícia Federal. O pedido foi protocolado
na noite de quarta-feira (9) e recebeu o número 4.214/2026.

O texto pede a convocação do ministro Wellington César Lima e Silva e convida o 
diretor-geral da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues, e o diretor de Inteligência
Policial, Leandro Almada da Costa. Os três teriam de falar sobre “a elaboração, 
autoria, tramitação, difusão e utilização” do documento, segundo a redação do próprio
requerimento.

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 [Toggle](https://folhadepatrocinio.com/noticias/relatorio-apocrifo/#)

 * [O que o requerimento do relatório apócrifo pede](https://folhadepatrocinio.com/noticias/relatorio-apocrifo/#O_que_o_requerimento_do_relatorio_apocrifo_pede)
 * [Quem assina, e onde entra Greyce Elias](https://folhadepatrocinio.com/noticias/relatorio-apocrifo/#Quem_assina_e_onde_entra_Greyce_Elias)
 * [O caso que levou ao pedido](https://folhadepatrocinio.com/noticias/relatorio-apocrifo/#O_caso_que_levou_ao_pedido)
 * [A frente aberta no Senado](https://folhadepatrocinio.com/noticias/relatorio-apocrifo/#A_frente_aberta_no_Senado)
 * [O que a Folha conferiu](https://folhadepatrocinio.com/noticias/relatorio-apocrifo/#O_que_a_Folha_conferiu)

## O que o requerimento do relatório apócrifo pede

O documento pede duas coisas diferentes, e a distinção importa. Para o ministro,
pede **convocação**: quando aprovada, ela obriga a autoridade a comparecer, e a 
ausência sem justificativa pode ser tratada como crime de responsabilidade. Para
os dois diretores da Polícia Federal, o texto usa **convite**, que não tem força
de obrigação e depende do aceite de quem é chamado.

A audiência pedida não é numa comissão temática. O requerimento quer o plenário 
da Câmara reunido em **Comissão Geral**, um formato em que a Casa inteira se transforma
em comissão para debater um assunto, com direito a fala de convidados. É um instrumento
usado com pouca frequência e reservado a temas que a Mesa considera de grande repercussão.

## Quem assina, e onde entra Greyce Elias

O primeiro autor é o deputado Rodrigo Valadares (PL-SE). Greyce Elias aparece na
décima quarta posição da lista de assinaturas, entre 38 parlamentares, quase todos
da oposição. Estão no documento nomes como Marcel van Hattem, Carlos Jordy, Caroline
de Toni, Zé Trovão, General Pazuello e Sargento Fahur.

Vale registrar o que o pedido sobre o relatório apócrifo é e o que não é: um requerimento
coletivo de bancada, assinado por dezenas de deputados, não uma iniciativa individual
dela. Até a manhã desta quinta-feira (10), a única movimentação registrada no sistema
da Câmara era a apresentação, às 17h50 de quarta. O requerimento ainda depende de
despacho da Mesa e de votação para produzir efeito.

## O caso que levou ao pedido

O relatório apócrifo está no centro da crise que envolve a Polícia Federal e o Supremo
Tribunal Federal há mais de uma semana. Segundo o noticiário nacional, o documento
teria monitorado a movimentação do ministro do STF André Mendonça e do procurador-
geral da República, Jorge Messias. “Apócrifo” quer dizer sem autoria identificada,
e é assim que os autores do requerimento qualificam a peça.

Foi esse episódio que puxou a sequência de decisões judiciais dos últimos dias. 
Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada; Flávio
Dino reintegrou os dois horas depois; e o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu
as duas decisões e [levou o caso ao Plenário, com sessão extraordinária marcada para 15 de setembro](https://folhadepatrocinio.com/noticias/comando-da-policia-federal/).
Até lá, Andrei segue no comando da corporação.

![Plenário do Senado, onde corre a outra frente de pedidos sobre o relatório apócrifo](
https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/09/relatorio-apocrifo-corpo.
jpg)

O Senado abriu frente paralela sobre o mesmo caso, com pedido de reunião da CCAI.
Foto de arquivo: Senado Federal (CC BY-SA 4.0), março de 2026

## A frente aberta no Senado

A ofensiva não ficou só na Câmara. No mesmo dia 9, o senador Espiridião Amin (PP-
SC) e o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) protocolaram pedidos para convocar 
o ministro da Justiça e apurar a atuação da Polícia Federal, incluindo a convocação
de reunião extraordinária da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência,
a CCAI, que reúne senadores e deputados.

São caminhos paralelos e independentes sobre o mesmo relatório apócrifo: um requerimento
pode andar e o outro não. A Comissão Geral pedida na Câmara precisa passar pela 
Mesa e pelo plenário; a reunião da CCAI depende da presidência da comissão mista.
Enquanto isso, o julgamento no STF em 15 de setembro segue como a data que deve 
definir quem comanda a Polícia Federal.

## O que a Folha conferiu

O requerimento e a lista completa de assinaturas foram conferidos direto na [ficha de tramitação da Câmara dos Deputados](https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2646302),
não em material de assessoria. A posição de Greyce Elias na lista, a data e a hora
de apresentação e o texto da ementa vêm dessa mesma fonte. O conteúdo atribuído 
ao relatório, por não ser documento público, está reproduzido aqui como alegação
do noticiário e dos autores do pedido, sem confirmação oficial da Polícia Federal
ou do Ministério da Justiça.

A Folha acompanha a atuação da deputada em [série diária baseada em atos parlamentares verificáveis](https://folhadepatrocinio.com/noticias/emendas-de-greyce-elias/),
e procura o mandato para comentar o requerimento.
