# Advogada e filho de 6 anos são encontrados mortos em Cotia; ex-namorado é o principal suspeito, segundo a PM

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- Published: 2026-11-03T23:42:52-03:00
- Author: Caio Menezes

Uma advogada de 29 anos e o filho dela, de 6, foram encontrados mortos em Cotia,
na Grande São Paulo, na noite desta terça-feira (3). Os dois corpos estavam numa
residência no bairro Jardim Caiapia. Segundo informações da Polícia Militar divulgadas
no início da noite, o principal suspeito é um ex-namorado da advogada, que não foi
localizado.

Ainda de acordo com as primeiras informações, uma advogada que representa o suspeito
foi a uma delegacia da região para comunicar o caso, mas o homem não se apresentou
às autoridades. Até a publicação desta reportagem, a Secretaria da Segurança Pública
de São Paulo não tinha divulgado nota, e a causa das mortes não havia sido informada.
A Folha não publica o nome do suspeito porque não há confirmação oficial da Polícia
Civil sobre a autoria.

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 * [O que se sabe sobre os mortos em Cotia](https://folhadepatrocinio.com/noticias/mortos-em-cotia/#O_que_se_sabe_sobre_os_mortos_em_Cotia)
 * [Casos recentes de violência contra mulheres](https://folhadepatrocinio.com/noticias/mortos-em-cotia/#Casos_recentes_de_violencia_contra_mulheres)
 * [Como pedir ajuda](https://folhadepatrocinio.com/noticias/mortos-em-cotia/#Como_pedir_ajuda)

## O que se sabe sobre os mortos em Cotia

As informações iniciais sobre o local divergem. Os primeiros relatos falavam em 
um apartamento, e a versão atribuída à PM indica uma casa no Jardim Caiapia, que
seria do ex-namorado. Também não está claro qual era a relação atual entre os dois.
A investigação deve ficar com a Polícia Civil, que vai ouvir testemunhas, pedir 
os laudos do Instituto Médico Legal e tentar localizar o suspeito.

Se a investigação confirmar que a mulher foi morta pelo ex-companheiro por razões
de gênero, o crime é tratado pela lei como feminicídio, que tem pena prevista de
20 a 40 anos de prisão desde a mudança no Código Penal em 2024. A morte da criança
também depende da perícia para ter as circunstâncias esclarecidas.

A lei que criou o feminicídio como crime autônomo, em outubro de 2024, também prevê
aumento de um terço até a metade da pena quando o crime é cometido na presença de
filhos ou de pais da vítima, ou contra mulher que é mãe de criança. A mesma lei 
endureceu as regras para progressão de regime e proíbe que o condenado assuma cargo
público durante o cumprimento da pena. Essas regras só se aplicam se a Justiça entender,
ao fim do processo, que houve feminicídio.

Cotia fica a cerca de 30 quilômetros do centro de São Paulo, na região oeste da 
Grande São Paulo, e tem pouco mais de 270 mil moradores, segundo o Censo de 2022
do IBGE. A apuração das mortes cabe à Polícia Civil de São Paulo, com o apoio da
perícia técnica.

![Advogada de 29 anos, um dos mortos em Cotia](https://folhadepatrocinio.com/wp-
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A advogada de 29 anos encontrada morta com o filho em Cotia. Foto: reprodução / 
redes sociais

## Casos recentes de violência contra mulheres

O caso de Cotia se soma a uma sequência de crimes contra mulheres que a Folha acompanhou
nos últimos dias em Minas Gerais e em São Paulo. Em João Pinheiro, um homem foi 
preso suspeito de [estrangular a ex-companheira até ela desmaiar](https://folhadepatrocinio.com/noticias/estrangulamento-em-joao-pinheiro/).
Na região, a polícia investigou a morte da jovem de Perdizes Priscila Lacerda, e
o [suspeito de matá-la](https://folhadepatrocinio.com/noticias/suspeito-de-matar-priscila/)
foi encontrado morto dias depois em Rifaina. Em outro caso, um homem é suspeito 
de [arrancar os dentes da ex com um alicate](https://folhadepatrocinio.com/noticias/dentes-da-ex-com-alicate/).

## Como pedir ajuda

Mulheres em situação de violência podem ligar para o 180, a Central de Atendimento
à Mulher, que funciona 24 horas, é gratuita e também atende pelo WhatsApp no (61)
9610-0180. Em emergência, o número é o 190, da Polícia Militar. A [página do Ligue 180](https://www.gov.br/mulheres/pt-br/ligue180)
explica como fazer a denúncia, que pode ser anônima.

A Lei Maria da Penha garante medidas protetivas de urgência, como o afastamento 
do agressor e a proibição de contato, que podem ser pedidas na delegacia, inclusive
na Delegacia de Defesa da Mulher, ou direto ao juiz. Quem presenciar uma agressão
também pode denunciar.

A Folha vai atualizar esta reportagem quando a Polícia Civil ou a Secretaria da 
Segurança Pública divulgarem informações oficiais.
