# Morte no bairro Santa Terezinha: homem agredido pela companheira é identificado; velório é nesta sexta

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- Published: 2026-10-29T18:01:16-03:00
- Author: Caio Menezes

O homem que morreu depois de ser agredido pela companheira no bairro Santa Terezinha,
em Patrocínio (MG), foi identificado como Rodrigo Junior Rocha, de 38 anos. A morte
no bairro Santa Terezinha aconteceu na UTI da Santa Casa de Misericórdia, onde ele
estava internado desde a noite de sábado (24). O velório será nesta sexta-feira (
30), a partir das 8h, na Funerária Fênix, e o sepultamento está marcado para as 
10h30, no Cemitério Municipal de Patrocínio, segundo a nota de falecimento divulgada
pela funerária.

Rodrigo era filho de Joana Darc Rocha, já falecida, e deixa as irmãs Leidiane e 
Micheline, além de tios, primos e amigos, de acordo com a nota.

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 * [A data da morte ainda não está fechada](https://folhadepatrocinio.com/noticias/morte-no-bairro-santa-terezinha/#A_data_da_morte_ainda_nao_esta_fechada)
 * [O que a PM relatou sobre a agressão](https://folhadepatrocinio.com/noticias/morte-no-bairro-santa-terezinha/#O_que_a_PM_relatou_sobre_a_agressao)
 * [O que falta esclarecer sobre a morte no bairro Santa Terezinha](https://folhadepatrocinio.com/noticias/morte-no-bairro-santa-terezinha/#O_que_falta_esclarecer_sobre_a_morte_no_bairro_Santa_Terezinha)
 * [Outros casos e como denunciar](https://folhadepatrocinio.com/noticias/morte-no-bairro-santa-terezinha/#Outros_casos_e_como_denunciar)

## A data da morte ainda não está fechada

Não há informação oficial sobre o dia exato da morte. A Polícia Militar, a Polícia
Civil e a Santa Casa não divulgaram nota até a publicação desta reportagem. Os relatos
que circulam em Patrocínio desde quarta-feira (28) dizem que Rodrigo morreu na madrugada
de terça-feira (27). Já a nota de falecimento da Funerária Fênix, publicada nesta
quinta-feira (29), diz que ele morreu “ontem”, o que apontaria para quarta-feira(
28). Um dos relatos também fala em quatro dias de internação, conta que não fecha
com a madrugada de terça.

A Folha noticiou a agressão no dia 26, quando Rodrigo ainda estava intubado na UTI,
e atualizou a reportagem na quarta-feira (28), quando a morte foi relatada. O certo,
pelas fontes disponíveis, é que ele morreu na Santa Casa entre terça e quarta-feira,
depois de dias internado em estado grave. A data oficial deve constar da certidão
de óbito e do laudo do Instituto Médico Legal.

![Rodrigo Junior Rocha, de 38 anos, morto após agressão no bairro Santa Terezinha,
em Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/10/morte-no-
bairro-santa-terezinha-2.webp)

Rodrigo Junior Rocha, de 38 anos, em foto da família divulgada na nota de falecimento.
Foto: arquivo da família

## O que a PM relatou sobre a agressão

Segundo a Polícia Militar, os militares e o Samu foram chamados na noite de sábado
para atender uma ocorrência de lesão corporal no cruzamento das ruas Miguel Marques
e Lindolfo Pereira Guimarães. Rodrigo estava caído no chão, com intenso sangramento
no nariz e dificuldade para respirar. Testemunhas disseram aos policiais que uma
mulher o atingiu com vários socos e chutes no rosto e que um homem que passava tentou
interromper as agressões.

Ele tinha hematomas pelo corpo, trauma no rosto, suspeita de fratura e um corte 
no supercílio esquerdo. Pela gravidade dos ferimentos, foi intubado e levado à Santa
Casa, onde ficou na Unidade de Terapia Intensiva até morrer.

Equipes da PM procuraram a suspeita pelas ruas próximas e a encontraram na Rua Manuel
Damas. Segundo a PM, ela confessou as agressões e disse que atacou o companheiro
depois de descobrir uma suposta traição. A mulher recebeu voz de prisão e foi levada
à Delegacia de Polícia Civil, onde ficou à disposição da Justiça. A Folha não divulga
o nome dela, porque não há nota oficial que o identifique.

A suposta traição é a versão que a suspeita deu aos policiais e não foi comprovada.
A investigação vai apurar o que aconteceu antes e durante a briga. A mulher é suspeita,
e a culpa só é definida pela Justiça.

## O que falta esclarecer sobre a morte no bairro Santa Terezinha

A Folha não conseguiu confirmar se a suspeita continua presa, se a prisão foi convertida
em preventiva nem se ela já foi indiciada. A Polícia Civil não divulgou o andamento
do inquérito. A ocorrência de sábado foi registrada pela PM como lesão corporal,
e com a morte cabe à Polícia Civil definir se o caso muda de natureza. O Ministério
Público decide a acusação.

O laudo de necropsia, feito pelo Instituto Médico Legal, vai dizer se a causa da
morte foram os ferimentos da agressão. Esse documento pesa na classificação do crime.
Se a investigação concluir que houve intenção de matar, o enquadramento é homicídio,
previsto no artigo 121 do [Código Penal](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm),
com pena de 6 a 20 anos de reclusão. Se a conclusão for de que a agressora quis 
ferir, mas não matar, o caso é de lesão corporal seguida de morte (artigo 129, parágrafo
3º), com pena de 4 a 12 anos.

O fato de os dois serem companheiros também conta. O Código Penal manda agravar 
a pena quando o crime é cometido aproveitando relações domésticas ou de convivência,
e essa regra vale para vítima de qualquer sexo. A Lei Maria da Penha, que prevê 
medidas protetivas e juizado próprio, protege apenas mulheres. A Folha explicou 
essa diferença na reportagem [sobre o termo machinicídio, que não existe na lei](https://folhadepatrocinio.com/noticias/machinicidio-em-patrocinio/).

## Outros casos e como denunciar

A reportagem original sobre a [agressão no bairro Santa Terezinha](https://folhadepatrocinio.com/noticias/agressao-no-bairro-santa-terezinha/)
foi publicada quando Rodrigo ainda estava internado. Neste mês, a Folha também noticiou
uma [tentativa de homicídio em Iraí de Minas que terminou com seis presos em Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/homicidio-em-irai-de-minas/)
e, nesta semana, o [feminicídio de uma jovem de Perdizes em Rifaina (SP)](https://folhadepatrocinio.com/noticias/feminicidio-em-rifaina/),
outro caso de violência entre pessoas que tinham um relacionamento.

Quem presenciar uma agressão deve ligar para o 190, informar o endereço exato e 
dizer se há feridos. O Samu atende pelo 192. Se não for seguro intervir, o mais 
útil é afastar curiosos, deixar espaço para o socorro e guardar o que viu, porque
o depoimento de testemunhas costuma pesar na investigação. Informações sobre o caso
podem ser passadas à Polícia Civil ou ao Disque Denúncia, pelo 181, sem identificação.

Homens e mulheres que sofrem violência dentro de casa podem registrar ocorrência
na Delegacia de Polícia Civil de Patrocínio. Em situação de perigo, a ligação é 
para o 190. A Folha atualiza esta reportagem quando a Polícia Civil divulgar o andamento
do inquérito ou a data oficial da morte.
