# Midterms nos EUA: democratas saem na frente na apuração e viram cadeira no Senado na Carolina do Norte

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- Published: 2026-11-03T23:04:25-03:00
- Author: Caio Menezes

As midterms nos EUA começaram com vantagem democrata na contagem das primeiras projeções.
Até as 20h59 de Washington (22h59 em Brasília) desta terça-feira (3), os democratas
tinham 64 cadeiras projetadas na Câmara dos Representantes, contra 30 dos republicanos,
e haviam virado uma vaga no Senado, na Carolina do Norte. Ainda faltavam 341 das
435 cadeiras da Câmara, e o controle das duas casas do Congresso seguia indefinido.

Os números são parciais e mudam a cada hora, conforme os estados fecham as urnas
e as redes de TV americanas projetam os vencedores. Os estados do Oeste, como a 
Califórnia, só terminam a votação mais tarde, e boa parte das disputas apertadas
deve ficar para a madrugada ou para os próximos dias.

Table of Contents

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 * [O que está em jogo nas midterms nos EUA](https://folhadepatrocinio.com/noticias/midterms-nos-eua/#O_que_esta_em_jogo_nas_midterms_nos_EUA)
 * [As disputas já decididas](https://folhadepatrocinio.com/noticias/midterms-nos-eua/#As_disputas_ja_decididas)
 * [As pesquisas de véspera](https://folhadepatrocinio.com/noticias/midterms-nos-eua/#As_pesquisas_de_vespera)

## O que está em jogo nas midterms nos EUA

A eleição de meio de mandato renova todas as 435 cadeiras da Câmara, 35 das 100 
do Senado e 36 governos estaduais. Hoje, os republicanos controlam as duas casas:
têm uma maioria apertada na Câmara e 53 senadores, contra 47 da bancada democrata.
Para ter maioria na Câmara, um partido precisa de 218 cadeiras. No Senado, um empate
em 50 a 50 é decidido pelo voto do vice-presidente, o republicano J.D. Vance, e 
por isso os democratas precisam chegar a 51.

O resultado define como será a segunda metade do mandato de Donald Trump. Se os 
democratas tomarem a Câmara, passam a controlar as comissões de investigação e a
pauta de votações, o que permite barrar projetos do governo e abrir investigações
sobre a administração.

![Tabela com a apuração parcial das midterms nos EUA na Câmara e no Senado](https://
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Cadeiras projetadas até 20h59 de Washington (22h59 de Brasília). Números parciais.
Arte: Folha de Patrocínio; imagens de fundo geradas por IA (Gemini)

## As disputas já decididas

No Senado, a virada democrata veio na Carolina do Norte, onde o ex-governador Roy
Cooper foi projetado vencedor para a vaga que era dos republicanos. Os democratas
também mantiveram as cadeiras de Jon Ossoff, na Geórgia, de Mark Warner, na Virgínia,
e de Chris Pappas, em New Hampshire. Do lado republicano, Ashley Moody venceu a 
eleição especial na Flórida. Somando quem não estava em disputa, o Senado tinha 
43 democratas e 33 republicanos definidos até a parcial.

Entre as disputas ainda abertas no início da noite, os democratas apareciam à frente
no Michigan, com Abdul El-Sayed contra Mike Rogers, e no Texas, onde James Talarico
liderava contra Ken Paxton com cerca de 38% das urnas apuradas. Em Ohio, Sherrod
Brown estava à frente de Jon Husted. No Kansas e no Mississippi, os candidatos democratas
também apareciam à frente dos senadores republicanos Roger Marshall e Cindy Hyde-
Smith nas primeiras parciais, no Mississippi por margem estreita. Maine e Carolina
do Sul ainda não tinham projeção. Essas parciais podem se inverter até o fim da 
apuração.

## As pesquisas de véspera

As pesquisas da reta final já indicavam um ambiente difícil para os republicanos.
Na última sondagem nacional da AtlasIntel, feita de 28 de outubro a 1º de novembro,
o candidato democrata ao Congresso tinha 55,5% das intenções de voto, contra 41,4%
do republicano, e a aprovação de Trump estava em 40,3%. Na mesma pesquisa, Marco
Rubio aparecia como o favorito dos republicanos para 2028, como a Folha mostrou 
na reportagem sobre [Rubio em 2028](https://folhadepatrocinio.com/noticias/rubio-em-2028/).

A votação acontece em meio a tensões externas do governo Trump, como o [ataque dos EUA ao Irã no Estreito de Ormuz](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ataque-dos-eua-ao-ira/),
e às críticas do presidente ao Brasil depois da reeleição de Lula, quando ele disse
que o país virou [“esquerda radical”](https://folhadepatrocinio.com/noticias/trump-esquerda-radical/).
Os resultados oficiais de cada estado são publicados pelas autoridades eleitorais
locais, e a lista de disputas pode ser acompanhada no [portal do governo americano](https://www.usa.gov/midterm-elections).

A imagem de abertura desta reportagem é uma ilustração gerada por IA (Gemini) e 
não é foto do fato.

A Folha vai atualizar esta reportagem ao longo da apuração, com a definição do controle
da Câmara e do Senado.
