# Mulher pede medida protetiva após agressão em Patrocínio

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- Published: 2026-09-09T14:40:36-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

Uma mulher de 28 anos procurou a Polícia Militar em Patrocínio na segunda-feira (
7) e manifestou interesse em pedir uma **medida protetiva** de urgência contra o
companheiro, de 35 anos. Ela relatou aos militares ter sido agredida e ameaçada 
de morte dentro de casa, e chegou ao batalhão acompanhada do pai.

Segundo o registro da PM, as agressões teriam acontecido no domingo (6), por volta
das 20h, enquanto a mulher estava deitada. Ela contou que o companheiro usou um 
calçado e um pedaço de madeira para agredi-la e que, depois, cortou o cabelo dela
com uma máquina.

A vítima apresentava hematomas nos braços e nas pernas e lesões na região do pescoço,
que, conforme informou aos policiais, teriam sido causadas por uma corda. Nenhum
nome foi divulgado pelas autoridades, e a Folha de Patrocínio não publica dados 
que possam identificar a mulher.

Table of Contents

 [Toggle](https://folhadepatrocinio.com/noticias/medida-protetiva/#)

 * [O que diz o registro policial](https://folhadepatrocinio.com/noticias/medida-protetiva/#O_que_diz_o_registro_policial)
 * [O que é a medida protetiva de urgência](https://folhadepatrocinio.com/noticias/medida-protetiva/#O_que_e_a_medida_protetiva_de_urgencia)
 * [A denúncia que circulou nas redes na terça](https://folhadepatrocinio.com/noticias/medida-protetiva/#A_denuncia_que_circulou_nas_redes_na_terca)
 * [Onde buscar ajuda](https://folhadepatrocinio.com/noticias/medida-protetiva/#Onde_buscar_ajuda)
 * [Uma observação sobre nomes nos comentários](https://folhadepatrocinio.com/noticias/medida-protetiva/#Uma_observacao_sobre_nomes_nos_comentarios)

## O que diz o registro policial

Ainda de acordo com o relato registrado pela PM, o companheiro teria feito ameaças
de morte e dito que iria a Uberlândia buscar uma arma de fogo para matá-la. A mulher
afirmou que vinha sendo ameaçada com frequência e que o homem já tem histórico de
ocorrências ligadas à violência doméstica.

No 46º Batalhão da Polícia Militar, ela recebeu orientações sobre os mecanismos 
de proteção previstos em lei e disse querer solicitar a medida. A ocorrência foi
registrada e encaminhada às autoridades competentes. Até esta publicação, não há
informação oficial sobre prisão, e o homem não foi identificado publicamente nem
se manifestou.

Como se trata de um relato prestado à polícia, e não de conclusão de investigação,
os fatos descritos acima são a versão apresentada pela vítima no momento do registro.

## O que é a medida protetiva de urgência

A medida protetiva é um instrumento da [Lei Maria da Penha, a Lei nº 11.340/2006](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm),
e serve para interromper o risco antes que o processo criminal termine. Ela pode
determinar o afastamento do agressor de casa, proibir que ele se aproxime da mulher,
dos filhos e das testemunhas, e suspender a posse ou o porte de arma de fogo.

O pedido pode ser feito pela própria mulher na Delegacia de Polícia Civil, sem necessidade
de advogado, e também pode partir do Ministério Público. Desde 2019, a autoridade
policial pode conceder a medida em caráter imediato quando há risco atual à vida
da vítima e não é possível esperar a decisão judicial, com envio ao juiz em 24 horas.

O descumprimento tem consequência criminal própria: desde 2018, desrespeitar uma
medida protetiva é crime, com pena de três meses a dois anos de detenção, independentemente
do processo pela agressão em si.

## A denúncia que circulou nas redes na terça

![Cronologia do caso que levou ao pedido de medida protetiva em Patrocínio](https://
folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/09/medida-protetiva-cronologia.jpg)

Como o caso chegou ao conhecimento público, dia a dia. Arte: Folha de Patrocínio

Na terça-feira (8), a Folha de Patrocínio [publicou que circulava nas redes sociais da cidade](https://folhadepatrocinio.com/noticias/violencia-domestica-em-patrocinio/)
a denúncia de um caso de violência doméstica em que a vítima, descrita como grávida
de seis meses, teria tido o cabelo raspado e sido amarrada com cordas. Na ocasião,
o caso não tinha nenhuma confirmação policial, e a matéria registrou isso de forma
explícita.

Os elementos coincidem em pontos específicos: o corte do cabelo, o uso de corda 
e a relação com o companheiro, na mesma cidade e na mesma semana. A cronologia também
é compatível, já que o registro na PM é de segunda-feira e a denúncia começou a 
circular na manhã de terça.

Mesmo assim, a Folha de Patrocínio não trata os dois como o mesmo episódio. A PM
não faz essa ligação, o registro policial não menciona gravidez e nenhuma autoridade
se manifestou sobre a relação entre os relatos. A reportagem segue apurando junto
à Polícia Civil e atualizará esta matéria se houver posição oficial.

## Onde buscar ajuda

Mulheres em situação de violência doméstica podem ligar para a Central de Atendimento
à Mulher, no número 180, que funciona 24 horas, é gratuita e sigilosa. Em situação
de risco imediato, a orientação das autoridades é acionar a Polícia Militar pelo
190, que atende na hora.

A denúncia também pode ser feita pelo Disque 100, canal do Governo Federal para 
violações de direitos humanos, ou presencialmente na Delegacia de Polícia Civil 
de Patrocínio. O pedido de medida protetiva pode ser apresentado por qualquer pessoa
que tenha conhecimento da violência, não apenas pela vítima.

Em Patrocínio, o Centro de Atendimento Social Integrado participou da programação
do Agosto Lilás, mês nacional de combate à violência contra a mulher, e a rede de
proteção do município já se reuniu em seminário para discutir o enfrentamento ao
problema. O registro desta segunda-feira passou por um desses canais: a mulher chegou
ao batalhão por conta própria, acompanhada do pai, e saiu de lá sabendo o que podia
pedir.

## Uma observação sobre nomes nos comentários

Nomes apontados espontaneamente em comentários de publicações nas redes sociais 
não são confirmação de autoria. Identificar suspeito é atribuição da investigação
policial, e a divulgação de um nome errado expõe pessoas inocentes e pode prejudicar
a apuração e a própria segurança da vítima.
