# Médico preso em Patos de Minas é suspeito de estuprar jovem de 21 anos em festa

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- Published: 2026-10-13T23:11:47-03:00
- Author: Folha de Patrocinio

O médico preso em Patos de Minas (MG) na manhã desta terça-feira (13) tem 28 anos
e é suspeito de estuprar uma jovem de 21 durante uma festa de inauguração de residência.
A prisão foi feita pela Polícia Militar. Por enquanto, tudo o que se sabe vem de
relatos sobre a ocorrência, e o homem não foi condenado por nada.

De acordo com as informações que circularam ao longo do dia, o crime teria acontecido
na madrugada, entre 3h e 4h, durante a comemoração em uma casa da cidade. O nome
do suspeito e o da jovem não foram divulgados, e a Folha também não os publica.

Até a publicação desta matéria, a Folha não localizou nota oficial da Polícia Militar
nem da Polícia Civil com a versão completa. Por isso, o endereço da festa, a relação
entre as duas pessoas e os elementos que levaram à prisão ainda não estão confirmados.
A defesa do suspeito também não foi identificada, e o espaço segue aberto para manifestação.

![Viatura da Polícia Militar de Minas Gerais em frente à Delegacia de Plantão da
Polícia Civil, onde o médico preso em Patos foi apresentado](https://folhadepatrocinio.
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Viatura da Polícia Militar em frente à Delegacia de Plantão, em Patos de Minas. 
Foto: Reprodução

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 * [Médico preso em Patos: o que a lei prevê](https://folhadepatrocinio.com/noticias/medico-preso-em-patos/#Medico_preso_em_Patos_o_que_a_lei_preve)
 * [O que acontece depois da prisão](https://folhadepatrocinio.com/noticias/medico-preso-em-patos/#O_que_acontece_depois_da_prisao)
 * [Onde buscar ajuda](https://folhadepatrocinio.com/noticias/medico-preso-em-patos/#Onde_buscar_ajuda)

## Médico preso em Patos: o que a lei prevê

O estupro está previsto no artigo 213 do [Código Penal](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm):
constranger alguém, com violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar
outro ato libidinoso. A pena vai de 6 a 10 anos de reclusão. Quando a vítima não
tem condições de resistir, por qualquer motivo, o enquadramento pode ser o de estupro
de vulnerável (artigo 217-A), com pena de 8 a 15 anos.

Qual dessas hipóteses vale para o caso é decisão da Polícia Civil, que conduz o 
inquérito, e depois do Ministério Público, que decide se apresenta denúncia à Justiça.
A polícia ainda não informou o enquadramento.

## O que acontece depois da prisão

Quem é preso em flagrante é levado à delegacia de plantão, onde a autoridade policial
registra o auto de prisão. Em até 24 horas, o preso passa por audiência de custódia,
na qual um juiz verifica se a prisão foi legal e decide se mantém o suspeito preso
ou o solta, com ou sem medidas cautelares.

Em crimes sexuais, a investigação costuma reunir o relato da vítima, o exame pericial,
mensagens, imagens de câmeras e o depoimento de quem estava no local. É nesse conjunto
que o inquérito se apoia. A Constituição garante a presunção de inocência: ninguém
é considerado culpado antes de sentença definitiva, e isso vale para o médico preso
em Patos de Minas como para qualquer outro suspeito.

Processos por crimes contra a dignidade sexual correm em segredo de justiça, conforme
o artigo 234-B do Código Penal. A regra protege a vítima e pode limitar as informações
divulgadas nas próximas semanas, mesmo depois de eventual denúncia.

A Folha já noticiou outros casos de violência sexual na região, como o do [jovem preso em Patos de Minas por estupro de vulnerável](https://folhadepatrocinio.com/noticias/estupro-de-vulneravel/),
o da [adolescente que escapou de importunação sexual em uma fazenda](https://folhadepatrocinio.com/noticias/importunacao-sexual/)
da cidade e o do [homem de 39 anos preso em Lagoa Formosa](https://folhadepatrocinio.com/noticias/preso-em-lagoa-formosa/).
Em outra ocorrência da cidade, uma [tentativa de feminicídio terminou com tiros contra a PM](https://folhadepatrocinio.com/noticias/tentativa-de-feminicidio/).

## Onde buscar ajuda

Quem sofre violência sexual pode registrar ocorrência em qualquer delegacia, ligar
para o 190 em caso de emergência ou procurar o Ligue 180, a Central de Atendimento
à Mulher, gratuito e disponível 24 horas. A vítima também tem direito a atendimento
imediato no SUS, incluindo exames e medicação preventiva, conforme a Lei 12.845/
2013, sem necessidade de boletim de ocorrência prévio.

A Folha segue acompanhando o caso do médico preso em Patos de Minas e atualiza a
matéria assim que a Polícia Militar ou a Polícia Civil divulgar a versão oficial.
