# Irmão morto a tiros em Paranaíta: homem de 52 anos é baleado em bar, e vizinhos citam briga por política e por terras

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- Published: 2026-11-02T02:01:25-03:00
- Author: Caio Menezes

Um homem de 52 anos foi morto a tiros num bar da zona rural de Paranaíta (MT), no
norte de Mato Grosso, no domingo (1º), e o suspeito é o próprio irmão dele, de 60
anos, que fugiu depois dos disparos. O irmão morto a tiros em Paranaíta foi identificado
como Gilmar Rodrigues da Silva. A Polícia Civil vai investigar o caso como homicídio.
Até a noite de domingo, o suspeito não tinha sido localizado.

Moradores da região contaram que os dois tinham divergências antigas, ligadas a 
assuntos de família, à divisão de terras no assentamento e à política: Gilmar apoiava
o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o irmão, o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT). Uma testemunha disse à Polícia Militar que eles não se falavam por causa
disso. A polícia, porém, não confirmou oficialmente a motivação do crime.

![Bar de madeira em estrada de terra com fita zebrada, ilustração do caso do irmão
morto a tiros em Paranaíta](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/
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Bar rural com fita de isolamento policial. Ilustração gerada por IA (Gemini), não
é foto do local do crime

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 * [Como foi o crime no bar](https://folhadepatrocinio.com/noticias/irmao-morto-a-tiros-em-paranaita/#Como_foi_o_crime_no_bar)
 * [O que a polícia investiga no caso do irmão morto a tiros em Paranaíta](https://folhadepatrocinio.com/noticias/irmao-morto-a-tiros-em-paranaita/#O_que_a_policia_investiga_no_caso_do_irmao_morto_a_tiros_em_Paranaita)
 * [A política dentro de casa](https://folhadepatrocinio.com/noticias/irmao-morto-a-tiros-em-paranaita/#A_politica_dentro_de_casa)

## Como foi o crime no bar

O bar fica na comunidade Santa Marta, perto do Assentamento São Pedro, a cerca de
840 quilômetros de Cuiabá. O relato do dono do estabelecimento à Polícia Militar
é a principal versão conhecida até agora. Segundo ele, o irmão mais velho já estava
no bar e tinha tomado três latas de cerveja quando Gilmar chegou, sentou-se em outra
mesa e pediu uma bebida.

Ainda pelo relato, o irmão passou a xingar Gilmar, que ficou calado. Quando Gilmar
se levantou para ir embora, o outro tirou um revólver da cintura e atirou. Gilmar
morreu ali mesmo, antes de receber atendimento médico. O número de disparos não 
foi divulgado.

Na tarde de domingo, policiais militares de Alta Floresta, cidade vizinha, encontraram
abandonada no bairro Renascer uma caminhonete ligada ao suspeito.

## O que a polícia investiga no caso do irmão morto a tiros em Paranaíta

O caso passa agora à Polícia Civil, que vai ouvir testemunhas e tentar localizar
o suspeito. A investigação deve apontar se o crime nasceu de uma discussão na hora,
de brigas de família acumuladas ou dos conflitos anteriores por política e por terra.
Por enquanto, essas explicações vêm de moradores e conhecidos, e não de uma conclusão
oficial.

Os relatos colhidos na comunidade citam desentendimentos dos irmãos sobre a divisão
de propriedades rurais no assentamento, mas os detalhes dessa disputa, como o tamanho
das áreas e há quanto tempo ela dura, ainda não foram confirmados por nenhum órgão
oficial.

Quem tiver informações sobre o paradeiro do suspeito pode procurar a [Polícia Civil de Mato Grosso](https://www.pjc.mt.gov.br/)
ou ligar para o 190 da Polícia Militar. A Folha não divulga o nome do suspeito enquanto
a polícia não se manifestar oficialmente sobre a autoria.

## A política dentro de casa

O caso chamou atenção nas redes porque aconteceu uma semana depois do segundo turno
de 25 de outubro, que reelegeu Lula com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% 
de Flávio Bolsonaro (PL). A divisão do país quase ao meio apareceu também em conflitos
de trabalho e de vizinhança depois da eleição, como no caso da prefeita acusada 
de demitir uma servidora por apoiar Lula, contado na reportagem sobre a [prefeita de Conceição do Jacuípe](https://folhadepatrocinio.com/noticias/prefeita-de-conceicao-do-jacuipe/).

Em Patrocínio, um áudio atribuído a um empresário que falava em demitir funcionários
por “fazer o L” circulou nos grupos de mensagem logo depois da votação, e a autoria
não foi confirmada, como mostrou a reportagem sobre o [áudio atribuído a empresário de Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/audio-atribuido-a-empresario-de-patrocinio/).
Entre os dois turnos, uma promoção com o mote “Fora Lula” levou donos de lojas à
delegacia no Vale do Aço, caso registrado na matéria sobre a [promoção Fora Lula](https://folhadepatrocinio.com/noticias/promocao-fora-lula/).

Casos de morte ligados a discussão política já aconteceram em outras eleições. O
mais conhecido foi o do guarda municipal Marcelo Arruda, tesoureiro do PT em Foz
do Iguaçu (PR), morto em julho de 2022 durante a própria festa de aniversário por
um policial penal que apoiava Bolsonaro. Em Paranaíta, a polícia ainda vai dizer
se a política teve peso no crime ou se foi só mais um capítulo de uma briga de família
que vinha de longe.
