# Homicídio em Patrocínio: mulher que matou ex-companheiro no último dia 9 é liberada e segue investigada

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- Published: 2026-07-12T17:34:05-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

**Homicídio em Patrocínio** na tarde da última quinta-feira (9) terminou com um 
homem morto a golpes de faca. A ex-companheira dele, de 43 anos, é apontada como
autora. Dias depois, a Polícia Civil veio a público esclarecer que a mulher foi 
liberada após depor, mas continua sendo investigada.

![Foto do casal envolvido no homicídio em Patrocínio, com o rosto da investigada
preservado, e viatura da Polícia Civil de Minas Gerais](https://folhadepatrocinio.
com/wp-content/uploads/2026/07/homicidio-patrocinio-eneas-aguiar.jpg)

O rosto da investigada foi preservado pela Folha. Foto: reprodução/redes sociais
e Polícia Civil de Minas Gerais

Table of Contents

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 * [O que se sabe sobre o homicídio em Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/homicidio-mulher-mataex/#O_que_se_sabe_sobre_o_homicidio_em_Patrocinio)
 * [Histórico de violência doméstica no relacionamento](https://folhadepatrocinio.com/noticias/homicidio-mulher-mataex/#Historico_de_violencia_domestica_no_relacionamento)
 * [O que ainda será apurado](https://folhadepatrocinio.com/noticias/homicidio-mulher-mataex/#O_que_ainda_sera_apurado)
 * [Onde buscar ajuda](https://folhadepatrocinio.com/noticias/homicidio-mulher-mataex/#Onde_buscar_ajuda)
 * [O que é a medida protetiva](https://folhadepatrocinio.com/noticias/homicidio-mulher-mataex/#O_que_e_a_medida_protetiva)

## O que se sabe sobre o homicídio em Patrocínio

Segundo a Polícia Militar, o caso aconteceu por volta das 17h20 na Rua Maria Correia
de Queiroz, no bairro Enéas Aguiar. Durante uma discussão, a mulher desferiu golpes
de faca contra Marcos Ferreira de Melo, de 27 anos. Um dos golpes atingiu o tórax
da vítima e foi fatal. O corpo foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) para necropsia.

Ainda de acordo com a corporação, foi a própria autora quem chamou a Polícia Militar
e se entregou. No depoimento, ela disse que sofria agressões e que temia uma nova
investida do ex-companheiro. Os celulares dos dois foram apreendidos para ajudar
na apuração.

Com a repercussão do caso na cidade, a Polícia Civil se manifestou para esclarecer
a situação da mulher. Ela foi ouvida pela 2ª Central Estadual do Plantão Digital
e, depois de prestar depoimento, foi liberada. A corporação fez questão de reforçar
que ela segue investigada e que a liberação não significa arquivamento do caso.

A Polícia Civil informou ainda que requisitou perícia técnica, que o exame de necropsia
foi feito no Posto Médico-Legal e que os celulares da vítima e da autora foram apreendidos.
As investigações sobre o homicídio em Patrocínio continuam para apurar todas as 
circunstâncias que levaram ao desfecho fatal.

## Histórico de violência doméstica no relacionamento

Segundo as informações repassadas pelas polícias, o relacionamento já tinha um histórico
de registros ligados à violência doméstica. A vítima respondia por agressão e por
descumprimento de medida protetiva, prevista na [Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006)](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm),
e o casal era acompanhado pela Rede de Proteção. A versão da mulher, de que agiu
com medo de uma nova agressão, será apurada ao longo do inquérito.

## O que ainda será apurado

Até agora, nada foi confirmado como legítima defesa. Caberá à investigação e, depois,
à Justiça definir o enquadramento do caso. Por isso, a Folha preserva a identidade
da autora, que não teve o nome divulgado oficialmente e responde apenas na condição
de investigada.

Mais notícias policiais de Patrocínio e região estão na editoria de [Policial](https://folhadepatrocinio.com/noticias/category/policial/),
e mais notícias da cidade estão na editoria de [Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/category/patrocinio/).
As informações oficiais sobre inquéritos e delegacias ficam no site da [Polícia Civil de Minas Gerais](https://www.policiacivil.mg.gov.br/).

## Onde buscar ajuda

Quem vive uma situação de violência doméstica pode e deve pedir ajuda. A Central
de Atendimento à Mulher atende pelo telefone **180**, de graça e em sigilo, 24 horas
por dia. Em caso de emergência, o número da Polícia Militar é o **190**. As denúncias
também podem ser registradas na Delegacia de Polícia Civil de Patrocínio.

## O que é a medida protetiva

Prevista na Lei Maria da Penha, a medida protetiva é uma ordem judicial que pode,
entre outras providências, proibir o agressor de se aproximar ou de manter contato
com a vítima. O descumprimento é crime e pode levar à prisão. No caso, segundo as
polícias, havia registro anterior de descumprimento dessa medida, ponto que também
deve ser considerado ao longo da investigação em curso.
