# Gleidson Azevedo, irmão de Cleitinho, diz que será o primeiro a votar a favor se houver impeachment de Lula

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- Published: 2026-10-27T19:49:25-03:00
- Author: Caio Menezes

Gleidson Azevedo, deputado federal eleito por Minas Gerais e irmão do governador
eleito Cleitinho Azevedo, disse nesta terça-feira (27) que será o primeiro a votar
a favor se houver um pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula 
da Silva (PT) em 2027. A fala foi publicada em vídeos nas redes sociais do parlamentar,
do Republicanos, e nenhum pedido desse tipo foi apresentado até agora.

_A imagem de destaque é uma montagem: um quadro do vídeo do deputado com um adesivo“
Fora Lula” acrescentado pela Folha. O adesivo é um elemento gráfico e não aparece
como foi colocado no vídeo original._

Table of Contents

 [Toggle](https://folhadepatrocinio.com/noticias/gleidson-azevedo-impeachment/#)

 * [O que o deputado eleito disse sobre o impeachment](https://folhadepatrocinio.com/noticias/gleidson-azevedo-impeachment/#O_que_o_deputado_eleito_disse_sobre_o_impeachment)
 * [O que ele criticou no governo Lula](https://folhadepatrocinio.com/noticias/gleidson-azevedo-impeachment/#O_que_ele_criticou_no_governo_Lula)
 * [Como funciona um pedido de impeachment de presidente](https://folhadepatrocinio.com/noticias/gleidson-azevedo-impeachment/#Como_funciona_um_pedido_de_impeachment_de_presidente)
 * [Quem é Gleidson Azevedo](https://folhadepatrocinio.com/noticias/gleidson-azevedo-impeachment/#Quem_e_Gleidson_Azevedo)
 * [O que a fala diz sobre o momento político](https://folhadepatrocinio.com/noticias/gleidson-azevedo-impeachment/#O_que_a_fala_diz_sobre_o_momento_politico)

## O que o deputado eleito disse sobre o impeachment

Em um dos vídeos, Gleidson afirmou que, se houver um impeachment de Lula no ano 
que vem, será o primeiro a votar a favor. Em outro, previu que a direita terá maioria
na Câmara e no Senado a partir de 2027 e que a oposição conseguirá barrar propostas
do governo. Ele também aderiu ao discurso de “fora, Lula”, que ganhou força entre
apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e do candidato derrotado Flávio Bolsonaro(
PL).

É preciso separar o que é declaração de intenção do que é fato jurídico. Gleidson
não protocolou nenhum pedido de impeachment, e a Folha não encontrou notícia de 
pedido apresentado contra Lula depois da reeleição. O que existe é um parlamentar
que ainda nem tomou posse dizendo como votaria numa hipótese. O mandato dele só 
começa em 1º de fevereiro de 2027.

## O que ele criticou no governo Lula

O deputado eleito também atacou duas promessas de campanha do presidente. Sobre 
o Prospera MEI, programa que prevê apoio de até R$ 5 mil para investimentos de microempreendedores,
ele disse que os benefícios aos pequenos empresários serão inferiores a R$ 400. 
A Folha não conferiu esse número em fonte oficial, e ele deve ser lido como a opinião
do parlamentar.

Sobre o fim da escala 6×1, Gleidson afirmou que nem todos os trabalhadores terão
a jornada reduzida, porque a proposta prevê exceções para atividades que exigem 
regulamentação específica. Os dois temas devem voltar ao Congresso no próximo ano,
quando o novo governo e a nova legislatura começam a trabalhar juntos, e é ali que
a oposição pretende medir força.

![Gleidson Azevedo, deputado federal eleito, em quadro de vídeo publicado nas redes
sociais](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/10/gleidson-azevedo-
impeachment-2.webp)

Gleidson Azevedo em quadro do vídeo que publicou nas redes sociais (reprodução),
sem o adesivo da montagem.

## Como funciona um pedido de impeachment de presidente

O processo é regido pela [Lei 1.079, de 1950](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l1079.htm),
e pela Constituição. Qualquer cidadão pode apresentar uma denúncia por crime de 
responsabilidade à Câmara dos Deputados. Cabe ao presidente da Câmara decidir se
dá andamento ao pedido ou se o arquiva. Se aceitar, o caso passa por uma comissão
especial e depois ao plenário.

Para o processo ser autorizado, são necessários os votos de dois terços dos deputados,
ou 342 dos 513. Só então o caso segue ao Senado, que julga o presidente e precisa
de 54 dos 81 votos para condená-lo. Isso significa que a frase de um único deputado,
por mais enfática que seja, depende de uma maioria muito ampla para sair do campo
da retórica. Também significa que a decisão inicial de aceitar ou não um pedido 
está nas mãos de quem presidir a Câmara a partir de fevereiro, o que ainda será 
definido na eleição interna da Casa.

## Quem é Gleidson Azevedo

Gleidson tem 44 anos, nasceu em Divinópolis e trabalhou no comércio da família antes
de entrar na política. Foi eleito prefeito da cidade em 2020, pelo PSC, e reeleito
em 2024, já pelo Novo, com 83.298 votos. Renunciou ao cargo em março de 2026 para
disputar uma vaga na Câmara pelo Republicanos e foi eleito com 126.248 votos, cerca
de 1,10% dos válidos. É a estreia dele no Legislativo federal.

O irmão gêmeo, Cleitinho, foi eleito governador no primeiro turno com 55,41%, como
a Folha mostrou na reportagem sobre a [eleição de Cleitinho em Minas](https://folhadepatrocinio.com/noticias/governador-de-minas-gerais/).
Os votos de Gleidson o colocam entre os 53 eleitos do estado, lista que a Folha 
detalhou em [Deputados federais de Minas: os 53 nomes, por votos](https://folhadepatrocinio.com/noticias/deputados-federais-de-minas/).

## O que a fala diz sobre o momento político

A declaração chega dois dias depois do segundo turno, em que Lula foi reeleito. 
O presidente já tem na mesa questões que dependem do Congresso e de acordos políticos,
como o debate sobre o [indulto a Bolsonaro](https://folhadepatrocinio.com/noticias/indulto-a-bolsonaro/)
e a conta da [dívida de Minas, de R$ 179,3 bilhões](https://folhadepatrocinio.com/noticias/divida-de-minas-e-lula/).
Cleitinho, o irmão de Gleidson, esteve ao lado de Flávio na [motociata de Belo Horizonte](https://folhadepatrocinio.com/noticias/motociata-de-flavio-em-bh/),
na véspera da votação.

O que acompanhar daqui para a frente é objetivo: se algum cidadão ou partido protocolar
um pedido de impeachment, quem presidirá a Câmara em 2027 e se a oposição reunirá
os 342 votos que o rito exige. Por ora, a fala de Gleidson é um sinal político, 
e não um passo do processo. A Folha atualiza esta reportagem se houver pedido formal
ou resposta do governo.

Leia também: [Flávio Bolsonaro fica sem mandato em 2027](https://folhadepatrocinio.com/noticias/flavio-sem-mandato-em-2027/).
Mais notícias de [política](https://folhadepatrocinio.com/noticias/category/politica/)
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