# Fraude no INSS em Minas Gerais: PF prende 25 e mira R$ 86 milhões

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- Published: 2026-08-25T09:52:52-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Leste do Espinhaço
para desmontar um esquema de fraude no INSS em Minas Gerais que teria causado prejuízo
superior a R$ 86 milhões aos cofres públicos. A Justiça Federal autorizou 91 medidas
ao todo, entre prisões preventivas, buscas e bloqueio de bens dos investigados.

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 * [Como funcionava o esquema de fraude no INSS em Minas Gerais](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fraude-no-inss-em-minas-gerais/#Como_funcionava_o_esquema_de_fraude_no_INSS_em_Minas_Gerais)
 * [Cidades alvo da operação](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fraude-no-inss-em-minas-gerais/#Cidades_alvo_da_operacao)
 * [Prisões, buscas e bloqueio de bens](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fraude-no-inss-em-minas-gerais/#Prisoes_buscas_e_bloqueio_de_bens)
 * [Contexto: INSS na mira de fraudes bilionárias](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fraude-no-inss-em-minas-gerais/#Contexto_INSS_na_mira_de_fraudes_bilionarias)
 * [Como verificar se um benefício foi afetado](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fraude-no-inss-em-minas-gerais/#Como_verificar_se_um_beneficio_foi_afetado)
 * [O que diz a Polícia Federal](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fraude-no-inss-em-minas-gerais/#O_que_diz_a_Policia_Federal)

## Como funcionava o esquema de fraude no INSS em Minas Gerais

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado criava pessoas que não existiam e
falsificava documentos, certidões de nascimento, carteiras de identidade, comprovantes
de residência, para solicitar benefícios previdenciários de forma irregular. A maioria
dos pedidos fraudulentos mirava benefícios destinados a idosos de baixa renda.

As investigações identificaram 457 benefícios previdenciários com indícios de fraude.
Desse total, 240 ainda estavam ativos quando o esquema foi descoberto: o INSS seguia
pagando esses valores até a ação da polícia começar.

## Cidades alvo da operação

Os mandados foram cumpridos em nove municípios de Minas Gerais: Ipatinga, Timóteo,
João Monlevade, Ipaba, Belo Oriente, Matozinhos, Ribeirão das Neves e Engenheiro
Caldas, além de São João do Manteninha. A ação chegou também a São Gabriel da Palha,
no Espírito Santo.

A Justiça Federal determinou o cumprimento de 25 mandados de prisão preventiva, 
33 de busca e apreensão e outras 33 medidas de bloqueio patrimonial. Durante as 
diligências, agentes apreenderam veículos e duas armas de fogo, um revólver e uma
pistola, encontrados com pessoas ligadas ao esquema.

![Agentes da Polícia Federal caminhando durante ação ligada a fraude no INSS em 
Minas Gerais](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/08/fraude-inss-
mg-figura-scaled.jpg)

Imagem de arquivo de agentes da Polícia Federal em ação (operação anterior, sem 
relação direta com o caso). Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

## Prisões, buscas e bloqueio de bens

As medidas patrimoniais autorizadas pela Justiça Federal permitem congelar bens 
e valores dos investigados. Isso deve garantir o ressarcimento dos danos causados
ao INSS, o pagamento de eventuais multas ou a perda dos valores obtidos com a fraude
no INSS em Minas Gerais, caso a Justiça confirme as acusações ao longo do processo.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de estelionato qualificado e associação
criminosa, segundo a Polícia Federal. Nenhum nome dos investigados foi divulgado
oficialmente até a publicação desta matéria.

## Contexto: INSS na mira de fraudes bilionárias

A Operação Leste do Espinhaço é um caso à parte, mas não é o único a colocar o INSS
sob investigação em 2025 e 2026. A mais conhecida dessas apurações, a Operação Sem
Desconto, deflagrada em abril de 2025, mira descontos associativos não autorizados
em benefícios de aposentados e pensionistas, com prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões
e cerca de 4,1 milhões de beneficiários possivelmente afetados em todo o país.

Esse outro esquema, que a [Folha de Patrocínio já cobriu na reportagem sobre a lobista Roberta Luchsinger](https://folhadepatrocinio.com/noticias/roberta-luchsinger/),
é apurado separadamente e funciona de outro jeito: descontos indevidos direto na
folha de pagamento das aposentadorias, não a criação de beneficiários fictícios 
como na fraude no INSS em Minas Gerais. São investigações distintas, mas ambas mostram
o mesmo alvo: o sistema previdenciário.

A Operação Sem Desconto já resultou na prisão do ex-presidente do INSS Alessandro
Stefanutto, em novembro de 2025, e levou o Congresso a instalar uma Comissão Parlamentar
Mista de Inquérito para apurar o caso. O governo federal começou a devolver valores
descontados indevidamente em julho de 2025, e já tinha ressarcido R$ 292 milhões
até junho deste ano, segundo balanço oficial.

## Como verificar se um benefício foi afetado

Quem recebe aposentadoria, pensão ou outro benefício do INSS e suspeita de irregularidade
pode conferir o histórico de pagamentos e descontos pelo aplicativo ou site Meu 
INSS, com login gov.br, na aba de extratos. Também é possível ligar para a Central
135, gratuita, ou procurar uma agência do INSS presencialmente para contestar cobranças
ou solicitar a revisão de um benefício.

Em caso de suspeita de fraude por terceiros, como abertura de benefício em nome 
de alguém sem o conhecimento da pessoa, a orientação do próprio INSS é registrar
boletim de ocorrência e formalizar a denúncia pelo canal oficial da Ouvidoria, o
que ajuda a Polícia Federal a mapear novos casos ligados a esquemas como o investigado
na Operação Leste do Espinhaço.

## O que diz a Polícia Federal

A Polícia Federal informou que a Operação Leste do Espinhaço segue em andamento 
e que novas fases podem ser deflagradas conforme o avanço das investigações. Mais
detalhes sobre operações da corporação ficam disponíveis no [site oficial da Polícia Federal](https://www.gov.br/pf/pt-br).
