# Patrocínio publica regras para fiscalização eleitoral em vias públicas

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- Published: 2026-09-02T10:28:52-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

Bandeira, wind banner e cavalete de campanha plantados em calçada, canteiro central
ou rotatória de Patrocínio passam a ter um roteiro claro de fiscalização eleitoral.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Defesa Social publicou a Nota Técnica
nº 36/2026 com as diretrizes que os Agentes de Mobilidade Urbana vão seguir até 
o fim do período de campanha.

O documento não proíbe a propaganda. Ele define quando o material precisa sair da
via, e a régua é uma só: segurança. Nas palavras da própria nota, nada pode prejudicar
o trânsito de pessoas e veículos, a visibilidade da sinalização ou a segurança de
quem usa a via.

Table of Contents

 [Toggle](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fiscalizacao-eleitoral/#)

 * [Quando o material é retirado](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fiscalizacao-eleitoral/#Quando_o_material_e_retirado)
 * [Como a fiscalização eleitoral vai funcionar na prática](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fiscalizacao-eleitoral/#Como_a_fiscalizacao_eleitoral_vai_funcionar_na_pratica)
 * [Juízo Eleitoral e Ministério Público foram avisados](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fiscalizacao-eleitoral/#Juizo_Eleitoral_e_Ministerio_Publico_foram_avisados)
 * [Contexto](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fiscalizacao-eleitoral/#Contexto)
 * [Onde reclamar](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fiscalizacao-eleitoral/#Onde_reclamar)

## Quando o material é retirado

A SEMDES listou as situações em que a fiscalização eleitoral autoriza a remoção.
São cinco, e todas partem de um risco concreto:

 * obstrução de placas de sinalização e semáforos;
 * redução da visibilidade em rotatórias e cruzamentos;
 * invasão de áreas de circulação de veículos;
 * obstrução de calçadas e de rampas de acessibilidade;
 * risco de queda ou de deslocamento do material sobre a via.

Fora dessas hipóteses, o material fica onde está. A nota é explícita num ponto que
costuma gerar discussão em ano eleitoral: a quantidade de peças, sozinha, não justifica
retirada. Se dez bandeiras de um mesmo candidato estão alinhadas num canteiro sem
atrapalhar visibilidade nem passagem, elas não são recolhidas só por serem muitas.

![Bandeiras e placas de campanha apoiadas na calçada de uma rua comercial](https://
folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/09/fiscalizacao-eleitoral-corpo.jpg)

Material de campanha ocupando calçada em eleição anterior, em Brasília. Imagem ilustrativa,
sem relação com candidatos de Patrocínio. Foto: Senado Federal/Wikimedia Commons(
CC BY 2.0)

## Como a fiscalização eleitoral vai funcionar na prática

A avaliação é caso a caso, feita no local pelo agente. O critério declarado é exclusivamente
técnico, ligado à circulação e à segurança viária, sem entrar no mérito do conteúdo
da peça nem em quem a colocou ali.

A nota também impõe isonomia: o mesmo padrão vale para todos os candidatos e partidos,
sem exceção. E cria uma exigência de rastro. Toda remoção precisa ser documentada
com fotos ou vídeos antes de o material ser recolhido, e o que for retirado fica
em guarda temporária do município, disponível para quem quiser buscar.

Esse desenho responde a duas queixas clássicas de campanha em cidade do interior.
De um lado, quem reclama que a fiscalização eleitoral bate sempre no mesmo lado 
da disputa. De outro, quem reclama que o material some sem registro e ninguém sabe
dizer para onde foi. A documentação obrigatória e a guarda temporária existem justamente
para responder a essas duas coisas por escrito.

## Juízo Eleitoral e Ministério Público foram avisados

A SEMDES comunicou o Juízo Eleitoral de Patrocínio e o Ministério Público Eleitoral
sobre o teor da nota técnica. Não é formalidade: é o que permite que uma remoção
contestada por um candidato seja examinada depois contra um critério já conhecido
pela Justiça Eleitoral, em vez de contra a versão de cada lado.

A base legal desse tipo de restrição é a Lei das Eleições, a Lei nº 9.504/1997, 
que trata da propaganda em bens de uso comum e em áreas públicas. A nota municipal
não substitui a legislação eleitoral nem as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral.
Ela organiza o trabalho do agente municipal dentro desse marco, dizendo o que ele
deve olhar e o que precisa registrar.

## Contexto

A campanha em Patrocínio corre desde 16 de agosto, quando a propaganda eleitoral
foi liberada para as eleições gerais de 2026, como a Folha registrou na [reportagem sobre o início do período eleitoral](https://folhadepatrocinio.com/noticias/propaganda-eleitoral-2026/).
De lá para cá, o volume de peças em vias públicas cresceu, e com ele a chance de
conflito entre campanha e trânsito.

A secretaria vinha reforçando a estrutura de fiscalização antes disso. No fim de
agosto, a pasta recebeu uma viatura nova para o trabalho de campo, movimento que
a Folha detalhou em [reportagem sobre a fiscalização da mobilidade urbana](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fiscalizacao-da-mobilidade-urbana/).
A nota técnica chega como a peça normativa que faltava para esse mesmo time.

## Onde reclamar

Morador que encontrar material de campanha bloqueando calçada, rampa de acessibilidade
ou a visão de quem entra numa rotatória pode acionar a SEMDES pelos canais da Prefeitura
de Patrocínio. Denúncia sobre conduta eleitoral em si, que foge do recorte de trânsito
desta fiscalização eleitoral municipal, vai para o Juízo Eleitoral ou para o Ministério
Público Eleitoral, que já receberam cópia das diretrizes.

O caso foi divulgado pela [Rádio Difusora 95.3 FM](https://difusora95.com.br/noticias/bandeiras-e-wind-banners-de-propaganda-eleitoral-em-vias-publicas-entram-no-foco-da-fiscalizacao-em-patrocinio/).
