# Feminicídio em Rifaina: jovem de Perdizes é morta a tiros e suspeito foge

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- Published: 2026-10-28T20:21:36-03:00
- Author: Caio Menezes

Uma jovem de Perdizes (MG) foi morta a tiros na noite de terça-feira (27), na rodovia
Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina (SP). Priscila Lacerda Custódio tinha 24 
anos. O feminicídio em Rifaina foi registrado pela Polícia Civil, que procura o 
principal suspeito, um pecuarista de 62 anos com quem ela mantinha um relacionamento,
segundo o boletim de ocorrência. Ele fugiu e, até a última atualização consultada
pela Folha, não havia sido localizado.

O crime aconteceu perto de uma propriedade rural às margens da rodovia, no quilômetro
463. A Folha reuniu o que a polícia registrou, o que as testemunhas contaram e o
que ainda falta esclarecer.

Table of Contents

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 * [O que a polícia registrou](https://folhadepatrocinio.com/noticias/feminicidio-em-rifaina/#O_que_a_policia_registrou)
 * [O que as testemunhas contaram](https://folhadepatrocinio.com/noticias/feminicidio-em-rifaina/#O_que_as_testemunhas_contaram)
 * [O que ainda não se sabe](https://folhadepatrocinio.com/noticias/feminicidio-em-rifaina/#O_que_ainda_nao_se_sabe)
 * [O que diz a lei sobre feminicídio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/feminicidio-em-rifaina/#O_que_diz_a_lei_sobre_feminicidio)
 * [Como pedir ajuda](https://folhadepatrocinio.com/noticias/feminicidio-em-rifaina/#Como_pedir_ajuda)
 * [Outros casos que a Folha noticiou](https://folhadepatrocinio.com/noticias/feminicidio-em-rifaina/#Outros_casos_que_a_Folha_noticiou)

## O que a polícia registrou

De acordo com o boletim de ocorrência, Priscila foi a Rifaina para devolver uma 
caminhonete ao suspeito. Ela estava acompanhada do irmão e de uma amiga. Segundo
os relatos registrados, houve uma discussão na entrada da propriedade, e o homem
sacou uma arma e atirou contra a jovem. Em seguida, apontou a arma para o irmão 
dela, que se protegeu, e deixou o local na mesma caminhonete.

O irmão levou Priscila ao hospital de Rifaina, mas ela não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Militar foi acionada, fez buscas na propriedade do suspeito e não o encontrou.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, apreendeu o celular da vítima
para perícia, e o local do crime também passou por perícia.

## O que as testemunhas contaram

A amiga de Priscila disse à polícia que, quatro dias antes, na sexta-feira (23),
a jovem relatou ter sido agredida pelo homem e apresentava lesões. Ela também afirmou
que ele fez ameaças e que havia suspeita de que Priscila estivesse sendo monitorada
por outras pessoas. O irmão contou que a discussão começou por causa de um celular
e que o suspeito apontou a arma na direção dele.

Esses relatos constam do boletim e dos depoimentos e fazem parte de uma investigação
que ainda não terminou. A Polícia Civil não divulgou a motivação do crime, e a versão
do suspeito não é conhecida: a defesa dele não foi localizada.

## O que ainda não se sabe

Não há confirmação de prisão do suspeito. A Folha não publica o nome do homem enquanto
a polícia não o identificar oficialmente ou ele for preso. Também não há, até agora,
nota pública da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo com a delegacia responsável
pelo caso e a tipificação formal; a classificação como feminicídio consta do registro
da Polícia Civil, segundo o boletim.

O corpo de Priscila foi levado para Perdizes, cidade onde ela nasceu, e o sepultamento
estava previsto para esta quarta-feira (28).

## O que diz a lei sobre feminicídio

Feminicídio é o homicídio de uma mulher por razões da condição do sexo feminino,
o que inclui a violência doméstica e familiar e o menosprezo ou a discriminação 
por ela ser mulher. Desde a [Lei 14.994/2024](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14994.htm),
o feminicídio é um crime autônomo, previsto no artigo 121-A do Código Penal, com
pena de reclusão de 20 a 40 anos. Antes disso, era uma qualificadora do homicídio,
criada pela Lei 13.104/2015.

A classificação feita na delegacia pode mudar ao longo do inquérito. Quem decide
se houve o crime é a Justiça, em processo com direito de defesa para o acusado.

## Como pedir ajuda

A [Lei Maria da Penha](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm)
prevê medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor, que a mulher
pode pedir na delegacia. Para denunciar violência ou pedir orientação, o Ligue 180
funciona de graça, a qualquer hora do dia. Em risco imediato, a ligação é para o
190.

## Outros casos que a Folha noticiou

A violência contra a mulher já apareceu em outras reportagens do site neste mês.
Em Santa Juliana, [uma mulher de 31 anos foi achada morta e o companheiro foi preso](https://folhadepatrocinio.com/noticias/santa-juliana-mulher-morta/).
Em Patos de Minas, uma [tentativa de feminicídio terminou com tiros contra a PM](https://folhadepatrocinio.com/noticias/tentativa-de-feminicidio/).
E um [pastor foi preso por feminicídio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/pastor-preso-por-feminicidio/),
suspeito de matar a ex na festa do filho.

A Folha atualiza esta matéria quando a Polícia Civil divulgar o nome do suspeito,
uma prisão ou a motivação do crime.
