# Falso agente de saúde em Patrocínio tenta vender aparelho a idoso no Morada Nova

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- Published: 2026-10-16T18:47:59-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

Um homem bateu na porta de um idoso no bairro Morada Nova, em Patrocínio (MG), na
quinta-feira (15), dizendo falar em nome da Secretaria Municipal de Saúde. Na mão,
ele levava um aparelho de fisioterapia para vender. A família do idoso desconfiou,
denunciou, e a Prefeitura emitiu um alerta sobre o falso agente de saúde em Patrocínio.

No comunicado, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que nenhum servidor ou agente
público de saúde realiza vendas de produtos ou cobranças na porta das residências.
Segundo a pasta, os responsáveis pela abordagem, que podem ser mais de um, usaram
indevidamente o nome de órgãos públicos para dar credibilidade à oferta.

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 * [Como agiu o falso agente de saúde em Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/falso-agente-de-saude-em-patrocinio/#Como_agiu_o_falso_agente_de_saude_em_Patrocinio)
 * [Quem visita casas de verdade, e o que essas pessoas não fazem](https://folhadepatrocinio.com/noticias/falso-agente-de-saude-em-patrocinio/#Quem_visita_casas_de_verdade_e_o_que_essas_pessoas_nao_fazem)
 * [Comprou na porta de casa? O dinheiro pode voltar](https://folhadepatrocinio.com/noticias/falso-agente-de-saude-em-patrocinio/#Comprou_na_porta_de_casa_O_dinheiro_pode_voltar)
 * [Por que o idoso é o alvo preferido](https://folhadepatrocinio.com/noticias/falso-agente-de-saude-em-patrocinio/#Por_que_o_idoso_e_o_alvo_preferido)

## Como agiu o falso agente de saúde em Patrocínio

Na imagem divulgada pela Polícia Militar, o homem aparece de camiseta branca, com
crachá pendurado no pescoço, bolsa a tiracolo e uma prancheta com folhetos do produto.
O visual lembra o de quem trabalha de fato com visitas domiciliares, por isso o 
morador abre a porta achando que recebe um serviço público.

A orientação oficial é recusar qualquer compra feita sob pressão, não entregar dinheiro
nem dados pessoais e confirmar a visita pelos canais da Prefeitura antes de deixar
alguém entrar. Abordagem suspeita deve ser comunicada à Polícia Militar pelo 190.
A Prefeitura não informou se alguém chegou a pagar pelo aparelho nem se há boletim
de ocorrência registrado.

![Pacientes aguardam atendimento em unidade de saúde da rede municipal, sem relação
com o falso agente de saúde em Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/
uploads/2026/10/falso-agente-de-saude-em-patrocinio-2.webp)

O atendimento da rede municipal de saúde é gratuito e não envolve venda de produtos.
Foto: Prefeitura de Patrocínio

## Quem visita casas de verdade, e o que essas pessoas não fazem

Há visitas legítimas acontecendo na cidade. Os agentes comunitários de saúde acompanham
as famílias cadastradas nas unidades básicas, e os agentes de combate às endemias
estão nas ruas por causa da dengue, como a Folha mostrou na reportagem sobre os 
[focos de dengue em Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/focos-de-dengue/).
Essas equipes andam identificadas, com crachá e uniforme da Prefeitura, e o trabalho
delas é orientar, cadastrar e vistoriar quintais.

Nenhuma delas vende produto, cobra taxa ou pede pagamento por Pix. Quando a rede
municipal oferece algo, como a [vacina contra a bronquiolite nas UBS](https://folhadepatrocinio.com/noticias/vacina-contra-bronquiolite/),
o atendimento é gratuito e feito na unidade de saúde, não na calçada. Na dúvida,
o morador pode pedir o nome completo do visitante e ligar para a Secretaria Municipal
de Saúde, no (34) 3839-1818, antes de abrir o portão.

## Comprou na porta de casa? O dinheiro pode voltar

Quem já fechou negócio com um vendedor desse tipo tem um direito que pouca gente
conhece. O artigo 49 do [Código de Defesa do Consumidor](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm)
garante sete dias para desistir de qualquer compra feita fora de um estabelecimento
comercial, e isso inclui a venda na porta de casa. O prazo conta da assinatura ou
da entrega do produto, e o consumidor recebe de volta o que pagou, com correção,
sem precisar explicar o motivo.

Se o vendedor sumir, não atender o telefone ou se recusar a devolver o dinheiro,
o caminho é o Procon Municipal de Patrocínio, que atende pelo telefone (34) 3099-
2000, pelo WhatsApp (34) 99236-2036 e pelo e-mail procon@patrocinio.mg.gov.br, na
Rua Joaquim Carlos dos Santos, 170, no bairro Cidade Jardim. A Folha reuniu os demais
[canais de atendimento do Procon](https://folhadepatrocinio.com/noticias/canais-do-procon/)
em outra reportagem. Guardar nota, recibo, folheto e o número de quem vendeu ajuda
na reclamação.

## Por que o idoso é o alvo preferido

Esse tipo de abordagem mira quem passa o dia em casa, mora sozinho ou tem pouca 
familiaridade com os canais digitais para checar uma informação na hora. Aparelho
de fisioterapia, colchão terapêutico e equipamento “indicado pelo posto” aparecem
com frequência nesses casos porque falam de saúde e de dor, assuntos em que a pessoa
idosa tende a confiar em quem se apresenta como profissional.

A recomendação da Prefeitura vale como conversa de família: falar com os pais e 
avós antes que o vendedor apareça. Combinar que ninguém compra nada na porta sem
falar com um filho ou neto, deixar o número da Secretaria de Saúde e o 190 anotados
perto do telefone e avisar os vizinhos do Morada Nova e dos bairros próximos.

A Folha vai atualizar esta reportagem se a Polícia Militar ou a Prefeitura divulgarem
novas informações sobre o caso. Outras notícias da cidade estão na editoria de [Patrocínio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/category/patrocinio/).
