# Fachin nega pedido de Moraes para julgar caso com Mendonça em conjunto

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- Published: 2026-09-12T14:13:46-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, negou nesta sexta-feira (
12) o pedido do ministro Alexandre de Moraes para que o plenário julgasse em conjunto
os processos que envolvem ele próprio e o ministro André Mendonça. Com a decisão,
Fachin nega julgamento conjunto e mantém intacto o calendário anterior: a sessão
de 15 de setembro segue dedicada só ao caso de Moraes, e a análise da conduta de
Mendonça fica para 23 de setembro.

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 * [O que Moraes pediu e por que Fachin negou](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fachin-nega-julgamento-conjunto/#O_que_Moraes_pediu_e_por_que_Fachin_negou)
 * [Fachin nega julgamento conjunto: o calendário que fica valendo](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fachin-nega-julgamento-conjunto/#Fachin_nega_julgamento_conjunto_o_calendario_que_fica_valendo)
 * [Contexto: uma crise com vários capítulos no mesmo mês](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fachin-nega-julgamento-conjunto/#Contexto_uma_crise_com_varios_capitulos_no_mesmo_mes)
 * [O que vem pela frente](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fachin-nega-julgamento-conjunto/#O_que_vem_pela_frente)

## O que Moraes pediu e por que Fachin negou

Moraes pedira que o plenário reunisse as Petições 16.662 (o próprio caso, aberto
a partir das mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master)
e 16.704 (a apuração sobre Mendonça). Ele argumentou haver conexão probatória entre
os dois processos e risco de decisões contraditórias caso fossem analisados separadamente.
Pediu também a quebra de sigilo de procedimentos ligados a uma terceira petição 
e a intimação de outros magistrados citados nos autos, em defesa das prerrogativas
do Judiciário.

Ao rejeitar o pedido de julgamento único, Fachin nega julgamento conjunto pela primeira
vez de forma explícita nesta fase do caso. Segundo o despacho, a instrução da Petição
16.704, sobre Mendonça, “ainda não foi concluída”, o que impede sua apreciação simultânea
pelo plenário, enquanto a Petição 16.662 já está pronta para julgamento, com prazo
das partes se encerrando em 14 de setembro, véspera da sessão marcada. Os pedidos
de sigilo, disse Fachin, já haviam sido solicitados por outra via, e a intimação
de magistrados “será analisada oportunamente”.

## Fachin nega julgamento conjunto: o calendário que fica valendo

Na prática, a decisão de Fachin separa de vez os dois processos no tempo. A sessão
plenária extraordinária de 15 de setembro trata exclusivamente da Petição 16.662,
sobre a troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Já a Petição
16.704, que apura a conduta de André Mendonça, entra em pauta apenas em 23 de setembro,
depois de concluída a instrução do processo. Ao recusar unificar os dois julgamentos,
Fachin nega julgamento conjunto e reforça que trata os dois processos como independentes,
mesmo diante da tentativa de Moraes de aproximá-los.

![Ministro Edson Fachin, presidente do STF, que nega julgamento conjunto entre Moraes
e Mendonça](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/09/destaque-fachin-
julgamento.jpg)

Edson Fachin, presidente do STF, manteve os julgamentos de Moraes e Mendonça em 
datas separadas. Foto: Agência Senado

## Contexto: uma crise com vários capítulos no mesmo mês

A decisão de hoje é mais um episódio de uma crise que já rendeu diversas matérias
da Folha de Patrocínio ao longo de setembro. O caso começou com a divulgação de 
mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro pela Polícia Federal, o que
levou Mendonça a [pedir o afastamento de Moraes a Fachin](https://folhadepatrocinio.com/noticias/afastamento-de-moraes/)
ainda no início do mês. Na sequência, Fachin chegou a [retirar do inquérito das fake news](https://folhadepatrocinio.com/noticias/fachin-retira-acusacoes/)
as acusações que Moraes fazia contra Mendonça, e depois [derrubou o sigilo do caso Master](https://folhadepatrocinio.com/noticias/sigilo-do-caso-master/)
antes da sessão de 15 de setembro. Um [prazo entre as partes já havia vencido](https://folhadepatrocinio.com/noticias/prazo-no-stf/)
na sexta-feira anterior, sinalizando que o julgamento de Moraes seguiria adiante
como previsto, mesmo com a tentativa de unificação.

O episódio também envolve o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, 
que apresentou defesa a Fachin nesta semana dizendo ter seguido ordem direta de 
Moraes ao produzir relatórios de inteligência sobre Mendonça. A Segunda Turma do
STF já havia formado maioria pelo afastamento de Rodrigues do cargo, mas o julgamento
segue suspenso.

## O que vem pela frente

Com a decisão de Fachin, o calendário do STF fica assim definido: dia 15 de setembro,
o plenário julga o caso de Moraes, ligado às mensagens com Vorcaro; dia 23 de setembro,
a mesma instância analisa a conduta de Mendonça, depois de concluída a instrução
do processo. Enquanto isso não acontece, o Supremo trata os dois casos como distintos,
apesar de nascerem do mesmo episódio e envolverem os mesmos protagonistas. A decisão
de Fachin, publicada em despacho e [detalhada pela coluna de Manoela Alcântara no Metrópoles](https://www.metropoles.com/colunas/manoela-alcantara/fachin-nega-pedido-de-moraes-para-julgamento-conjunto-com-mendonca),
não tem prazo para recurso previsto no próprio texto.
