# Eleições antes de 2030: Paulo Figueiredo diz esperar nova votação e que o povo vai ‘votar Bolsonaro de novo’

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- Published: 2026-10-30T16:13:55-03:00
- Author: Caio Menezes

O influenciador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, escreveu nesta sexta-
feira (30) que espera eleições antes de 2030 no Brasil e que o eleitor vai “votar
Bolsonaro de novo”. A publicação saiu no X cinco dias depois do segundo turno que
reelegeu Lula (PT) com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro(
PL).

“É bobagem esse negócio de que Flávio Bolsonaro será candidato em 2030. Se Deus 
quiser, teremos novas eleições muito antes disso! E o povo vai votar BOLSONARO de
novo. Só precisamos nos assegurar que sejam eleições limpas”, escreveu Figueiredo.
Ele não explicou como nem quando uma nova eleição aconteceria, e também não disse
qual integrante da família seria o candidato.

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 * [O que diz a Constituição sobre eleições antes de 2030](https://folhadepatrocinio.com/noticias/eleicoes-antes-de-2030/#O_que_diz_a_Constituicao_sobre_eleicoes_antes_de_2030)
 * [O resultado de 25 de outubro](https://folhadepatrocinio.com/noticias/eleicoes-antes-de-2030/#O_resultado_de_25_de_outubro)
 * [Quem é Paulo Figueiredo](https://folhadepatrocinio.com/noticias/eleicoes-antes-de-2030/#Quem_e_Paulo_Figueiredo)
 * [Flávio fora do país](https://folhadepatrocinio.com/noticias/eleicoes-antes-de-2030/#Flavio_fora_do_pais)

## O que diz a Constituição sobre eleições antes de 2030

Pelo calendário da [Constituição Federal](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm),
a próxima eleição para presidente acontece em outubro de 2030. O novo mandato de
Lula começa em 5 de janeiro de 2027 e vai até o início de 2031.

Só existe um caminho previsto na Constituição para uma eleição presidencial fora
de época: a vaga ao mesmo tempo dos cargos de presidente e de vice. Pelo artigo 
81, se isso acontecer nos dois primeiros anos do mandato, há eleição direta 90 dias
depois. Se acontecer nos dois últimos anos, quem escolhe o substituto é o Congresso,
em eleição indireta, em até 30 dias. Em qualquer um dos casos, o eleito só completa
o tempo que faltava do mandato.

Fora disso, uma eleição antes de 2030 exigiria mudar a Constituição, o que depende
de três quintos dos votos na Câmara e no Senado, em dois turnos em cada Casa. Figueiredo
não citou nenhuma dessas hipóteses.

## O resultado de 25 de outubro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamou o resultado do segundo turno, e o 
PL, partido de Flávio, reconheceu a derrota, assim como o candidato a vice na chapa,
o deputado Alfredo Gaspar. A frase de Figueiredo sobre “eleições limpas” não veio
acompanhada de nenhum dado ou documento sobre irregularidade na votação de outubro.

Na noite do próprio dia 25, durante uma transmissão ao vivo ao lado do ex-deputado
Eduardo Bolsonaro, Figueiredo pediu aos apoiadores que não reagissem à derrota com
atos como os de 8 de janeiro de 2023. “Não caiam em respostas rápidas. Não caiam
num novo 8 de janeiro”, disse ele, enquanto parte da plateia gritava “fraude”. Na
mesma live, afirmou que a reeleição, se confirmada, levaria a uma “consolidação 
de regime” no país.

## Quem é Paulo Figueiredo

Neto do general João Figueiredo, último presidente do regime militar, Paulo Figueiredo
mora nos Estados Unidos e tem um programa na internet com público entre os apoiadores
de Bolsonaro. Nos últimos anos, atuou com Eduardo Bolsonaro junto a autoridades 
americanas em campanha por medidas de pressão contra o governo Lula.

Esta não é a primeira declaração dele a repercutir desde o segundo turno. Na quarta-
feira (28), ele disse que um aliado “moderado” de Flávio repassava os passos do 
senador ao Supremo Tribunal Federal (STF), sem dar nome nem apresentar prova, como
a Folha mostrou na reportagem sobre o [aliado de Flávio citado por Figueiredo](https://folhadepatrocinio.com/noticias/paulo-figueiredo-aliado-flavio/).

## Flávio fora do país

A publicação de Figueiredo veio dois dias depois de Flávio deixar o Brasil. O senador
chegou a Miami, nos Estados Unidos, na quarta-feira (28), com a mulher e as duas
filhas, num avião particular que saiu da Argentina e fez escala no Equador. Jason
Miller, assessor de comunicação ligado a Donald Trump, confirmou que ajudou a organizar
a viagem. A Folha contou os detalhes na matéria sobre [Flávio em Miami](https://folhadepatrocinio.com/noticias/flavio-em-miami/).

A saída aconteceu depois que a Polícia Federal intimou o senador a entregar os passaportes,
o que não foi feito no prazo, como mostrou a reportagem sobre [os passaportes que Flávio não entregou](https://folhadepatrocinio.com/noticias/flavio-nao-entregou-os-passaportes/).
Antes de viajar, Flávio tinha dito que não sairia do país.

Até a publicação desta reportagem, a Folha não encontrou resposta do TSE nem do 
PL à publicação de Figueiredo.
