# Dívida bruta do Brasil passa de R$ 11 trilhões e chega a 82,9% do PIB

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- Published: 2026-10-17T11:32:30-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

A dívida bruta do Brasil passou de R$ 11 trilhões. Em agosto, a dívida bruta do 
governo geral, que soma o que devem a União, os estados e os municípios, chegou 
a R$ 11,05 trilhões, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo
a série histórica do Banco Central. É o maior percentual desde março de 2021, quando
o país ainda carregava os gastos da pandemia e a dívida estava em 85,1% do PIB. 
A Folha já tinha mostrado o [número de junho, de R$ 10,8 trilhões](https://folhadepatrocinio.com/noticias/divida-publica-junho-2026/);
em dois meses, a conta subiu mais R$ 245 bilhões.

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 * [Quanto a dívida bruta do Brasil cresceu em 2026](https://folhadepatrocinio.com/noticias/divida-bruta-do-brasil/#Quanto_a_divida_bruta_do_Brasil_cresceu_em_2026)
 * [Por que a dívida sobe](https://folhadepatrocinio.com/noticias/divida-bruta-do-brasil/#Por_que_a_divida_sobe)
 * [O que é exagero na conta que circula nas redes](https://folhadepatrocinio.com/noticias/divida-bruta-do-brasil/#O_que_e_exagero_na_conta_que_circula_nas_redes)
 * [A dívida na reta final do 2º turno](https://folhadepatrocinio.com/noticias/divida-bruta-do-brasil/#A_divida_na_reta_final_do_2o_turno)

## Quanto a dívida bruta do Brasil cresceu em 2026

A alta foi seguida, mês a mês. A dívida estava em 80,1% do PIB em abril, passou 
a 81% em maio, 81,9% em junho, 82,6% em julho e 82,9% em agosto. Em valores, foram
R$ 10,44 trilhões em abril e R$ 11,05 trilhões em agosto, uma diferença de R$ 612
bilhões em quatro meses.

No terceiro mandato de Lula (PT), a dívida bruta saiu de 71,7% do PIB, em dezembro
de 2022, para os 82,9% de agosto, uma alta de 11,2 pontos percentuais. Só neste 
ano, desde dezembro de 2025, quando estava em 78,6%, a dívida subiu 4,2 pontos. 
A dívida líquida, que desconta os ativos do governo, como as reservas internacionais,
estava em 69,3% do PIB em agosto.

![Sede do Banco Central em Brasília, que divulga os números da dívida bruta do Brasil](
https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/10/divida-bruta-do-brasil-
2.webp)

Sede do Banco Central, em Brasília. Foto: Paulo Rená da Silva Santarém (CC BY-SA
2.0)

## Por que a dívida sobe

Na nota sobre os números de junho, o Banco Central explicou de onde veio a alta 
do ano. Os juros nominais incorporados à dívida somaram 4,9 pontos do PIB no primeiro
semestre, e o crescimento do PIB nominal compensou parte disso, com 2,7 pontos a
menos. Só em junho, os juros acrescentaram 0,8 ponto, e as emissões líquidas de 
títulos, outros 0,6. O setor público consolidado teve déficit primário de R$ 55,3
bilhões em junho e de R$ 157,2 bilhões em 12 meses, 1,19% do PIB.

Na prática, o governo gasta mais do que arrecada, antes mesmo de pagar juros, e 
a dívida que já existe fica mais cara com a Selic em patamar alto. É o mesmo ponto
que o Comitê de Política Monetária (Copom) vem repetindo, como mostrou a Folha ao
explicar [o que a ata do Copom diz sobre disciplina fiscal e juros altos](https://folhadepatrocinio.com/noticias/ata-do-copom/).
Os números completos estão na página de [estatísticas fiscais do Banco Central](https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasfiscais).

## O que é exagero na conta que circula nas redes

Circula nas redes a informação de que Lula “fecha o terceiro mandato” com dívida
de R$ 10,8 trilhões e com “o maior rombo fiscal em 20 anos”. Há três problemas nessa
frase. O valor de R$ 10,8 trilhões é de junho e já foi superado. O mandato termina
em 31 de dezembro, e o número fechado de 2026 só sai no começo de 2027. E a série
do Banco Central, que começa em dezembro de 2006, mostra a dívida bruta do Brasil
mais alta em outubro de 2020, no governo de Jair Bolsonaro (PL), durante a pandemia:
87,7% do PIB. O nível de agosto é o maior desde março de 2021, e não dos últimos
20 anos.

Mesmo sem o exagero, o número de agosto põe a dívida de volta no patamar do começo
de 2021, agora sem crise sanitária, e a série subiu mês a mês desde abril.

## A dívida na reta final do 2º turno

As contas públicas e a dívida bruta do Brasil entraram na disputa entre Lula e Flávio
Bolsonaro (PL). Flávio disse que “o maior ajuste fiscal” é tirar Lula do governo
e prometeu cortar 10 dos 39 ministérios, como a Folha mostrou na matéria sobre [o maior ajuste fiscal, segundo Flávio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/maior-ajuste-fiscal/).
Lula, por sua vez, afirmou em entrevista ao Jornal Nacional que o governo trabalha
com meta de superávit primário de 0,1% do PIB em 2027, na mesma conversa em que 
falou sobre o [Bolsa Família sem reajuste](https://folhadepatrocinio.com/noticias/bolsa-familia-sem-reajuste/).

O segundo turno é no domingo, 25 de outubro. As sondagens dos institutos estão reunidas
na página de [pesquisas do segundo turno](https://folhadepatrocinio.com/noticias/pesquisas-do-segundo-turno/),
e a contagem dos votos terá [apuração em tempo real](https://folhadepatrocinio.com/noticias/apuracao-em-tempo-real/)
na Folha.

Fontes: Banco Central (séries de dívida bruta e líquida do governo geral e nota 
de estatísticas fiscais de junho de 2026); entrevista de Lula ao Jornal Nacional,
em 15 de outubro; declarações de Flávio Bolsonaro. Foto de destaque: Reprodução.
