# Dilma em Minas e Energia? Nome circula para 2027, mas não há convite de Lula

- Link: https://folhadepatrocinio.com/noticias/dilma-em-minas-e-energia/
- Published: 2026-11-01T01:15:43-03:00
- Author: Caio Menezes

O nome da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) voltou a circular em Brasília para o
Ministério de Minas e Energia no quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT),
que começa em 1º de janeiro de 2027. Dilma em Minas e Energia seria uma volta à 
primeira pasta que ela comandou, no primeiro governo Lula, há mais de 20 anos.

Não há convite feito nem decisão tomada. Segundo relatos de bastidores publicados
nesta semana, Dilma já demonstrou interesse em voltar ao Brasil, e o nome dela entrou
na lista de possibilidades para a pasta. Até a publicação desta reportagem, nem 
o Palácio do Planalto nem a ex-presidente tinham comentado o assunto em público.

![Lula cumprimenta Dilma Rousseff na posse dela no Banco dos BRICS, em Xangai, nome
cotado para Dilma em Minas e Energia](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/
2026/11/dilma-em-minas-e-energia-2-scaled.webp)

Lula e Dilma na posse dela no Banco dos BRICS, em Xangai, em abril de 2023. Foto:
Palácio do Planalto (CC BY 2.0)

Table of Contents

 [Toggle](https://folhadepatrocinio.com/noticias/dilma-em-minas-e-energia/#)

 * [Dilma em Minas e Energia: o que se sabe](https://folhadepatrocinio.com/noticias/dilma-em-minas-e-energia/#Dilma_em_Minas_e_Energia_o_que_se_sabe)
 * [Dilma comandou Minas e Energia de 2003 a 2005](https://folhadepatrocinio.com/noticias/dilma-em-minas-e-energia/#Dilma_comandou_Minas_e_Energia_de_2003_a_2005)
 * [O que pesa contra a volta](https://folhadepatrocinio.com/noticias/dilma-em-minas-e-energia/#O_que_pesa_contra_a_volta)
 * [O peso de Minas Gerais na disputa](https://folhadepatrocinio.com/noticias/dilma-em-minas-e-energia/#O_peso_de_Minas_Gerais_na_disputa)
 * [O que falta para a escolha](https://folhadepatrocinio.com/noticias/dilma-em-minas-e-energia/#O_que_falta_para_a_escolha)

## Dilma em Minas e Energia: o que se sabe

O que existe, por enquanto, é especulação de bastidor. Interlocutores do PT dizem
que Lula ainda não abriu conversas formais sobre a montagem do novo ministério, 
e que o tema só deve entrar na pauta depois do feriado de Finados, nesta segunda-
feira (2). A escolha de ministros cabe só ao presidente, sem votação no Senado, 
como prevê o artigo 84 da Constituição.

Se a ideia for adiante, Dilma vai disputar o cargo com o atual ministro. Alexandre
Silveira (PSD), que comanda Minas e Energia desde janeiro de 2023, quer continuar
e é apontado por aliados como favorito à recondução. Ele integra a cota pessoal 
do presidente, tem relação direta com Lula e fez campanha por ele em Minas Gerais
no segundo turno.

Silveira chegou a ser cotado para disputar o Senado por Minas neste ano. Em 30 de
março, avisou a Lula que não seria candidato, o que permitiu que ficasse no ministério
depois do prazo de desincompatibilização, em 4 de abril.

## Dilma comandou Minas e Energia de 2003 a 2005

Dilma foi ministra de Minas e Energia entre janeiro de 2003 e junho de 2005, no 
primeiro mandato de Lula. Saiu da pasta para a Casa Civil, depois da queda de José
Dirceu no escândalo do mensalão, e de lá virou a candidata do PT à Presidência em
2010. Foi eleita naquele ano e reeleita em 2014. Em agosto de 2016, o Senado aprovou
o impeachment dela por 61 votos a 20.

No ministério, ela coordenou o novo modelo do setor elétrico, aprovado em 2004 depois
do racionamento de 2001, e o programa Luz para Todos, que levou energia a famílias
da zona rural. Na Casa Civil, já com o pré-sal descoberto, ficou à frente da mudança
nas regras de exploração do petróleo.

## O que pesa contra a volta

Hoje, Dilma preside o Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco dos BRICS,
em Xangai, na China. Ela assumiu o cargo em 2023 e foi reconduzida em março de 2025
para mais cinco anos, como registrou a [Agência Brasil](https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-03/dilma-continua-frente-do-banco-do-brics-por-mais-5-anos).
Para virar ministra, teria de deixar o banco no meio do mandato, e o Brasil precisaria
indicar outro nome para a presidência da instituição.

Há também o histórico. Dilma deixou a Presidência por impeachment, acusada de crime
de responsabilidade pelas chamadas pedaladas fiscais, e o segundo mandato dela foi
marcado pela recessão: o PIB caiu 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016, segundo o IBGE. Do
lado de Lula, a pasta de Minas e Energia é peça de negociação com o PSD, partido
de Silveira, que ficou independente no segundo turno.

![Ilustração de usina hidrelétrica com torres de transmissão no cerrado, tema do
Ministério de Minas e Energia](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/
2026/11/dilma-em-minas-e-energia-3.webp)

Ilustração gerada por IA (Gemini). Não é foto de uma usina real.

## O peso de Minas Gerais na disputa

Os dois nomes têm raiz em Minas. Dilma nasceu em Belo Horizonte, e Silveira fez 
a carreira política no estado. Depois da virada de Lula em Minas no segundo turno,
o PT mineiro quer mais espaço na Esplanada. A presidente estadual do partido, Leninha,
disse que o assunto será discutido nesta semana com a bancada federal eleita.

O ministério mexe no bolso do consumidor. É ele de Minas e Energia que define a 
política de tarifas sociais, como o [desconto na conta de luz para famílias do Cadastro Único](https://folhadepatrocinio.com/noticias/conta-de-luz-gratis/),
e programas como o [Gás do Povo, que tem orçamento previsto para 2027](https://folhadepatrocinio.com/noticias/gas-do-povo-em-2027/).
Também passam por ele os leilões de energia e a política de combustíveis, que pesa
no frete e no preço do que chega aos mercados da região.

## O que falta para a escolha

A montagem do ministério deve ser anunciada aos poucos até a posse. Lula começa 
o novo mandato com [dólar alto, Senado sem maioria própria e tarifa dos Estados Unidos](https://folhadepatrocinio.com/noticias/quarto-mandato-de-lula/)
na mesa, e a distribuição das pastas faz parte da negociação com os partidos aliados
no Congresso.

Até agora, ninguém confirmou que Dilma tenha sido sondada. A Folha vai atualizar
esta reportagem se houver anúncio oficial do Planalto ou manifestação de Dilma ou
de Silveira.
