# Demissões na Inonibrás: 250 empregos em risco em Pirapora

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- Published: 2026-10-27T17:55:25-03:00
- Author: Caio Menezes

As demissões na Inonibrás, fábrica de Pirapora, no Norte de Minas, devem começar
no dia 21, segundo o sindicato dos metalúrgicos. A entidade diz que ouviu isso do
representante da empresa numa reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT). A
unidade tem cerca de 250 empregos diretos, de acordo com a cobertura local, e a 
Folha não encontrou nota oficial da empresa nem do grupo dono dela, a RIMA Industrial.

O relato vem de um diretor do sindicato, que gravou um vídeo na porta da fábrica
e falou aos trabalhadores. Ele não disse o mês do “dia 21”, e o vídeo circula nas
redes desde a semana passada.

Diretor do sindicato relata, em vídeo gravado na porta da fábrica, a reunião no 
Ministério Público do Trabalho. Imagens: reprodução.

Table of Contents

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 * [O que o sindicato diz sobre as demissões na Inonibrás](https://folhadepatrocinio.com/noticias/demissoes-na-inonibras/#O_que_o_sindicato_diz_sobre_as_demissoes_na_Inonibras)
 * [O que se sabe sobre a empresa e o risco de fechamento](https://folhadepatrocinio.com/noticias/demissoes-na-inonibras/#O_que_se_sabe_sobre_a_empresa_e_o_risco_de_fechamento)
 * [O que a lei diz sobre demissão em massa](https://folhadepatrocinio.com/noticias/demissoes-na-inonibras/#O_que_a_lei_diz_sobre_demissao_em_massa)
 * [O que muda para Patrocínio e a região](https://folhadepatrocinio.com/noticias/demissoes-na-inonibras/#O_que_muda_para_Patrocinio_e_a_regiao)

## O que o sindicato diz sobre as demissões na Inonibrás

Segundo o diretor, a reunião no MPT aconteceu no dia anterior à gravação. O sindicato
tentou negociar que a empresa não fechasse a unidade e mantivesse os contratos de
trabalho ativos. O representante da empresa respondeu que “não tem jeito” e que 
as demissões em massa começariam no dia 21.

Ainda de acordo com ele, na noite da reunião o sindicato enviou ao e-mail dos advogados
da empresa uma proposta de indenização coletiva para todos os trabalhadores. A proposta
pede que se respeite o direito individual de cada um, como o de gestantes, de quem
tem estabilidade ligada à Cipa, de dirigentes sindicais e de quem está perto de 
se aposentar.

O diretor convocou os trabalhadores para uma assembleia na segunda-feira, às 9h,
na sede da entidade, para votar o estado de greve contra as demissões na Inonibrás.
Pelas datas das primeiras publicações do vídeo, essa segunda-feira deve ter sido
ontem (26/10). A Folha não localizou o resultado da votação até a publicação desta
matéria.

## O que se sabe sobre a empresa e o risco de fechamento

A Inonibrás Inoculantes e Ferro Ligas Nipo Brasileiros produz inoculantes e ferroligas
para fundições de ferro fundido. Pelo [perfil da empresa na Abrafe](https://abrafe.ind.br/associados/inonibras/),
a associação do setor, a fábrica funciona em Pirapora desde 1983 e faz parte do 
grupo RIMA Industrial desde 2021. Os inoculantes entram no ferro para dar resistência
a peças de carros, máquinas e estruturas, e os clientes vão da indústria automotiva
à siderurgia.

A cobertura local de 22 de outubro diz que a empresa estuda encerrar as atividades
e liga o quadro a fatores externos: tarifas e barreiras dos Estados Unidos, concorrência
chinesa com preço subsidiado e demanda menor na Europa. Esses motivos aparecem como
a posição da empresa relatada pela imprensa regional, sem porta-voz identificado
nem documento público. Analistas ouvidos nessa cobertura citam também o custo do
frete ferroviário e da energia elétrica. Sobre as demissões na Inonibrás, a Folha
não conseguiu confirmar nenhum desses pontos com a RIMA ou com a Inonibrás, e o 
espaço segue aberto para a resposta da empresa.

## O que a lei diz sobre demissão em massa

Em 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a demissão em massa depende
de [participação prévia do sindicato](https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/demissao-em-massa-depende-de-participacao-previa-de-sindicatos-decide-stf/).
A tese separa as coisas: a empresa precisa negociar com a entidade, mas não precisa
de autorização dela nem de acordo fechado. O entendimento se aplica a casos como
o das demissões na Inonibrás, se a empresa confirmar o desligamento em massa. Antes
disso, a reforma trabalhista de 2017 tinha equiparado a dispensa coletiva à individual,
e a decisão do Supremo fixou a exigência de diálogo para os casos em massa.

Para cada trabalhador demitido sem justa causa, valem as verbas da rescisão: saldo
de salário, férias proporcionais com o terço constitucional, 13º proporcional e 
multa de 40% sobre o saldo do FGTS. O aviso prévio é proporcional ao tempo de casa,
conforme a [Lei 12.506/2011](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12506.htm):
30 dias, mais 3 dias por ano trabalhado na empresa. Quem perde o emprego também 
pode pedir o seguro-desemprego.

## O que muda para Patrocínio e a região

Pirapora fica no Norte de Minas, longe de Patrocínio, mas o assunto conversa com
o mercado de trabalho da nossa região. Em setembro, a Folha mostrou o [layoff da EuroChem, que suspendeu 450 contratos em Serra do Salitre](https://folhadepatrocinio.com/noticias/layoff-da-eurochem/).
Também acompanhamos a [fala do prefeito de Patrocínio sobre a crise no agro](https://folhadepatrocinio.com/noticias/crise-no-agro/),
setor que movimenta boa parte das vagas da cidade.

Quem procura trabalho pode olhar o [Emprega+, que aproxima quem contrata de quem procura vaga](https://folhadepatrocinio.com/noticias/feirao-conecta-empresas/).
A Folha atualiza esta matéria sobre as demissões na Inonibrás quando o resultado
da assembleia ou uma posição da empresa for divulgada.
