# Conselheiro de Trump divulga discurso de Flávio em inglês depois da derrota para Lula

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- Published: 2026-10-26T19:02:19-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

O conselheiro de Trump Jason Miller divulgou em inglês o discurso em que Flávio 
Bolsonaro (PL) disse ser “impossível reconhecer o resultado das eleições” e anunciou
que vai pedir a anulação do segundo turno. A tradução apareceu no X entre a noite
de domingo (25) e esta segunda-feira (26), depois de Lula (PT) ser reeleito com 
51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio.

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 * [Quem é Jason Miller e o que ele publicou](https://folhadepatrocinio.com/noticias/conselheiro-de-trump-discurso-de-flavio/#Quem_e_Jason_Miller_e_o_que_ele_publicou)
 * [O que Flávio disse no pronunciamento](https://folhadepatrocinio.com/noticias/conselheiro-de-trump-discurso-de-flavio/#O_que_Flavio_disse_no_pronunciamento)
 * [Como foi a prorrogação, hora a hora](https://folhadepatrocinio.com/noticias/conselheiro-de-trump-discurso-de-flavio/#Como_foi_a_prorrogacao_hora_a_hora)
 * [Reações vindas dos Estados Unidos](https://folhadepatrocinio.com/noticias/conselheiro-de-trump-discurso-de-flavio/#Reacoes_vindas_dos_Estados_Unidos)
 * [O que respondem o TSE e o STF](https://folhadepatrocinio.com/noticias/conselheiro-de-trump-discurso-de-flavio/#O_que_respondem_o_TSE_e_o_STF)
 * [O resultado oficial](https://folhadepatrocinio.com/noticias/conselheiro-de-trump-discurso-de-flavio/#O_resultado_oficial)

## Quem é Jason Miller e o que ele publicou

Miller é conselheiro político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele
trabalhou nas campanhas presidenciais de Trump em 2016, 2020 e 2024, integrou a 
equipe de transição e, segundo a cobertura brasileira do caso, já havia manifestado
apoio a Flávio em março. Na publicação, compartilhou a versão em inglês do pronunciamento
do candidato, com uma legenda breve que o apresentava como a declaração completa
de Flávio. O texto da tradução não foi reproduzido pelas reportagens que registraram
o caso, e a Folha não teve acesso à íntegra.

![Flávio Bolsonaro no Senado, em foto de arquivo, cujo discurso o conselheiro de
Trump divulgou em inglês](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/
10/conselheiro-de-trump-discurso-de-flavio-2.webp)

Flávio Bolsonaro em sessão no Senado, em novembro de 2024. Foto de arquivo: Senado
Federal (CC BY 2.0).

## O que Flávio disse no pronunciamento

Na noite de domingo, depois de o resultado ser confirmado, Flávio chamou o desfecho
de “inaceitável” e disse que não vai desistir do Brasil. Afirmou que é “impossível
reconhecer o resultado das eleições no contexto” em que o segundo turno aconteceu
e que vai pedir a anulação. A Folha já detalhou a fala na reportagem sobre o [pedido de anulação anunciado por Flávio](https://folhadepatrocinio.com/noticias/flavio-anulacao-da-eleicao/).

O alvo principal da crítica foi o ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano
Zanin, que prorrogou a votação em todo o país até as 19h. Para Flávio, a decisão
foi uma “quebra total de isonomia entre os brasileiros de diferentes Estados”, e
o ministro “mudou a regra do jogo no meio do jogo”. Ele disse ainda que fiscais 
do PL teriam sido retirados da sala-cofre depois da decisão, e chamou o episódio
de “sacanagem”.

## Como foi a prorrogação, hora a hora

A linha do tempo divulgada pela Justiça Eleitoral e pelos tribunais mostra que os
dois lados pediram mais tempo de votação. Por volta das 13h22, a campanha de Lula
pediu ao TSE a extensão do horário em três cidades baianas. Às 15h27, a campanha
de Flávio pediu a prorrogação em 17 municípios afetados por chuvas. O PT levou o
pedido ao Supremo às 15h46 e o ampliou para todo o país às 16h29. A decisão de Zanin
foi divulgada às 17h03, quando parte das urnas já estava encerrada. Às 17h49, o 
presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orientou os tribunais regionais a manter
abertas as seções em funcionamento. A votação terminou às 19h. Os detalhes estão
na cobertura dos [pedidos de prorrogação da votação](https://folhadepatrocinio.com/noticias/pedidos-de-prorrogacao-da-votacao/).

## Reações vindas dos Estados Unidos

A publicação de Miller não foi a única manifestação americana. Donald Trump Jr. 
criticou a decisão de Zanin no X e disse que a imprensa dos Estados Unidos reagiria
de forma muito diferente se um governo conservador tivesse tomado a mesma medida.
Eduardo Bolsonaro divulgou um vídeo em inglês em que pede pressão internacional,
pede que estrangeiros não reconheçam a eleição e alega fraude, sem apresentar provas.
No vídeo, ele diz “WE WILL NEVER GIVE UP THE FIGHT”.

No campo oficial, o governo americano ainda não se pronunciou sobre o resultado.
Como a Folha mostrou, o [silêncio de Trump](https://folhadepatrocinio.com/noticias/silencio-de-trump/)
e da Casa Branca sobre a vitória de Lula segue até agora. O New York Times, o Washington
Post e a BBC noticiaram a reeleição de Lula.

## O que respondem o TSE e o STF

Em pronunciamento público, Nunes Marques disse ter “absoluta segurança do processo
eleitoral” e que a Justiça Eleitoral cumpriu a decisão judicial. Também afirmou 
que “não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”. O TSE classificou
como falsa a afirmação de que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre, e explicou
que esse espaço não é aberto à visitação. Fiscais, observadores, advogados e membros
do Ministério Público podem acompanhar outras áreas, como a Sala de Totalização.
Zanin esclareceu às 18h que sua decisão valia apenas onde as urnas ainda não tinham
fechado, e o TSE confirmou isso em nota.

## O resultado oficial

Segundo o [painel de resultados do TSE](https://resultados.tse.jus.br/), Lula teve
51,79% dos votos válidos, cerca de 64,2 milhões, e Flávio 48,21%, cerca de 59,8 
milhões. A diferença é de 4.430.191 votos. A reeleição foi tratada em detalhe na
matéria sobre [a vitória de Lula](https://folhadepatrocinio.com/noticias/lula-e-reeleito/).

Até a manhã desta segunda-feira, não havia confirmação de que a campanha de Flávio
tivesse protocolado o pedido de anulação na Justiça Eleitoral. A diplomação dos 
eleitos está prevista para dezembro, e a posse do presidente, para 5 de janeiro 
de 2027.
