# TRE-SP derruba condenação de Marçal por uso das redes em 2024

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- Published: 2026-08-26T09:24:21-03:00
- Author: Eric Fernando Alves

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) derrubou, nesta terça-feira (
25), uma condenação de Marçal por abuso de poder e uso indevido das redes sociais
na campanha à prefeitura de São Paulo em 2024. Por 5 votos a 1, a Corte julgou improcedente
a ação que responsabilizava o pré-candidato à Presidência pelo episódio.

A decisão não muda, por enquanto, a situação eleitoral de Marçal: ele segue inelegível
até 2032 por causa de outra condenação, já confirmada pelo mesmo TRE-SP na sexta-
feira (21), e aguarda o julgamento do registro de sua candidatura presidencial pelo
Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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 * [Como foi a votação que reverteu a condenação de Marçal](https://folhadepatrocinio.com/noticias/condenacao-de-marcal/#Como_foi_a_votacao_que_reverteu_a_condenacao_de_Marcal)
 * [O que continua pesando contra Marçal](https://folhadepatrocinio.com/noticias/condenacao-de-marcal/#O_que_continua_pesando_contra_Marcal)
 * [Entenda o caso](https://folhadepatrocinio.com/noticias/condenacao-de-marcal/#Entenda_o_caso)

## Como foi a votação que reverteu a condenação de Marçal

O processo revertido nesta terça tratava de manifestações feitas por Marçal durante
a disputa municipal de 2024, quando ele foi candidato a prefeito de São Paulo pelo
PRTB. A ação apontava divulgação de conteúdo que questionava o processo eleitoral
e irregularidades ligadas ao site usado para impressão de material de campanha.

O relator original do caso, desembargador Cláudio Langroiva Pereira, votou para 
manter a condenação de Marçal, por entender que parte das manifestações de Marçal
ultrapassou os limites da liberdade de expressão e ajudou a espalhar informação 
falsa. Ele ficou vencido. O juiz Regis de Castilho abriu divergência e foi seguido
pela maioria: Roberto Maia, Mairan Maia Junior, Cláudia Bedotti e Danyelle Galvão
votaram no mesmo sentido, fechando o placar em 5 a 1.

Em seu voto, Castilho argumentou que o discurso de Marçal não representou uma ameaça
ao funcionamento da Justiça Eleitoral, e afirmou que “não há no sistema jurídico,
inclusive na Constituição Federal, qualquer linha que impeça críticas ao Poder Judiciário”,
segundo [reportagem do Metrópoles](https://www.metropoles.com/sao-paulo/tre-sp-reverte-uma-das-decisoes-que-tornaram-pablo-marcal-inelegivel).

## O que continua pesando contra Marçal

Essa condenação de Marçal por abuso de poder e uso das redes sociais era apenas 
uma das frentes judiciais abertas contra o influenciador. Dois outros processos 
seguem pendentes, com recursos seguindo agora para o TSE, entre eles a condenação
por oito anos de inelegibilidade relacionada ao chamado “concurso de cortes” nas
eleições de 2024. Essa é a mesma condenação que o TRE-SP confirmou por unanimidade
na sexta-feira (21), mantendo também uma multa de R$ 420 mil aplicada a Marçal.

Na mesma sessão de sexta-feira, a Corte paulista também negou um recurso do Ministério
Público Eleitoral (MPE) que pedia a reversão de outra decisão favorável a Marçal,
sobre arrecadação e gastos ilícitos de campanha e abuso do poder econômico. Ou seja,
esse ponto específico já havia sido resolvido a favor do influenciador antes mesmo
da reviravolta desta terça.

Cinco dias antes, em 20 de agosto, o [TSE já havia decidido barrar o acesso de Marçal ao Fundo Eleitoral](https://folhadepatrocinio.com/noticias/pablo-marcal-fundo-eleitoral/),
também por unanimidade, além de proibir sua participação em propaganda eleitoral
gratuita no rádio e na TV e em atos como debates. As restrições valem enquanto o
tribunal analisa o registro de sua candidatura à Presidência.

![Pablo Marçal durante entrevista, contexto da condenação de Marçal revertida pelo
TRE-SP](https://folhadepatrocinio.com/wp-content/uploads/2026/08/condenacao-de-marcal-
corpo.jpg)

Pablo Marçal em entrevista ao programa Marçal Talks. Foto: Kim Kataguiri/Reprodução(
CC BY 3.0)

## Entenda o caso

Pablo Marçal chegou a disputar a prefeitura de São Paulo em 2024, quando terminou
em terceiro lugar na disputa vencida por Ricardo Nunes. Desde então, acumulou uma
série de condenações na Justiça Eleitoral ligadas a episódios da própria campanha
municipal, o que o deixou inelegível.

Mesmo inelegível, Marçal formalizou o retorno ao PRTB por decisão liminar em agosto,
movimento que viabilizou, do ponto de vista partidário, uma pré-candidatura à Presidência
da República em 2026. A palavra final sobre se ele poderá de fato disputar o cargo,
no entanto, depende do TSE, que analisa em conjunto o registro da candidatura e 
os recursos contra as condenações que ainda pesam contra ele.

A vitória desta terça-feira no TRE-SP reduz o número de processos abertos contra
Marçal, mas, segundo o próprio tribunal, não altera o quadro geral: a condenação
por oito anos de inelegibilidade, mantida na sexta-feira, continua sendo o principal
obstáculo para que ele participe da eleição presidencial de 2026.
